THE AUSTRALIAN
PINK FLOYD

HELLOOCH
, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Quando o assunto é banda cover, sempre surgem longas discussões em relação a este tipo de trabalho. Muitos acham que bandas cover não merecem espaço, pois querem fazer sucesso apenas copiando algo pronto que já deu certo. Com isso, bandas de música própria acabam perdendo a oportunidade de mostrar seu trabalho que foi conquistado com criatividade e muito esforço. Por outro lado, há os que defendem as bandas cover, principalmente aquelas que se preocupam em reproduzir com perfeição as músicas de seus ídolos, pois consideram que esta dedicação também deve ser valorizada. The Australian Pink Floyd, formado em 1988 e que já fez várias apresentações ao redor do mundo, parece estar enquadrado nesta segunda opção. O grupo orgulha-se por ter sido convidado a tocar no aniversário de 50 anos de David Gilmour, tornando-se o único “Pink Floyd cover” a tocar para um integrante da banda original e ter recebido sua total aprovação. Eles também não escapam de críticas, por vezes sendo taxados de oportunistas, mas a grande maioria dos comentários sobre o grupo são positivos, ressaltando a qualidade técnica dos integrantes.

The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Esta foi a primeira vez que o Australian Pink Floyd esteve em Curitiba. O show aconteceu na Hellooch, mesmo local que havia recebido o Hammerfall na noite anterior, porém, com um público bem diferente. Se um dia antes a casa estava repleta de jovens e adolescentes, desta vez foi um pessoal de idade mais avançada que tomou conta do lugar. A apresentação teve início às 23h30, com Shine On You Crazy Diamond.
A platéia estava bastante reduzida, mas todos acompanhavam atentos não só a performance dos músicos como também os efeitos visuais. Durante a execução das músicas, vídeos eram projetados no telão ao fundo do palco. Um fantástico jogo de luzes também atraía os olhares da platéia. O show seguiu com Learning To Fly e outros grandes sucessos, como Money, Us and Them e Time.
Os integrantes Damian Darlington (Guitarra/Voz), Ian Cattell (Baixo/Voz), Jamie Humphries (Guitarra), Jason Sawford (Teclado), Paul Bonney (Bateria) e Carl Brunsdon (Saxofone) executavam as músicas com perfeição. Logo após, foi a vez das backing vocals Ola Bienkowska e Amy Smith demonstrarem enorme talento em The Great Gig In The Sky. A potência vocal da dupla impressionou a todos. A platéia vibrava a cada clássico que eles começavam a tocar. Alguns fãs tentavam insistentemente registrar imagens da banda, mas eram impedidos pelos seguranças da casa. Houve uma grande preocupação para que ninguém fizesse filmagens do show. Voltando às músicas, On The Turning Away, Set The Controls For The Heart Of The Sun e Take It Back também estiveram no set list e mantiveram a empolgação do público.

The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net) The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Em Pigs, o guitarrista Damian atraiu a atenção de todos ao demonstrar sua habilidade com o talk box. Já em One Of These Days, ele novamente arrancou aplausos da platéia, desta vez, ao utilizar uma ‘lap steel’ (guitarra que é tocada na posição horizontal, deslizando-se uma barra metálica sobre as cordas). Entre as músicas que mais contaram com a participação do público estavam Wish You Were Here, que todo mundo cantou junto, e Another Brick In The Wall (pt.2), que é indiscutivelmente a canção mais conhecida do grupo.
Pra finalizar, eles tocaram Comfortably Numb e Run Like Hell. Durante todo o show, os músicos permaneceram praticamente imóveis no palco. Quase não houve comunicação com a platéia, a não ser quando Damian apresentou a banda e agradeceu a presença de todos. Não houve nenhum canguru inflável, nem telão redondo, nem aquela iluminação espetacular, como costuma ocorrer nos shows realizados pela Europa, o que acabou deixando alguns fãs frustrados. Mas, em relação à execução das músicas, o grupo foi bastante elogiado. Vale destacar que a qualidade do som estava excelente. Visto que o Pink Floyd original não está mais em atividade, esta torna-se uma ótima opção para aqueles que querem conferir ao vivo as canções da banda.

The Australian Pink Floyd - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

AGRADECIMENTOS
- Assessoria Imprensa Hellooch na pessoa de Ana Paula, pelo profissionalismo demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
- Suelem Rocha pelo excelente trabalho gráfico e escrito desta matéria, assim como por todo serviço prestado pelo Website até o momento