TESTAMENT
ABERTURA: SEPTIC BRAIN
HELLOOCH,
CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Após
quase duas décadas sem aparecer por aqui, finalmente os norte-americanos
do Testament retornaram ao Brasil trazendo na bagagem seus maiores clássicos
e muita energia. A banda, que está na estrada há mais de vinte anos,
havia se apresentado aqui uma única vez em 1989. Em 2005, eles decepcionaram
seus fãs ao cancelarem um show que fariam no festival Live’N’Louder.
Mas, para compensar, desta vez eles passaram por cinco cidades brasileiras
fazendo apresentações matadoras. Em
Curitiba, o show ocorreu numa noite chuvosa de quinta-feira. Porém,
o mal tempo não diminuiu a animação dos fãs, que formavam uma fila considerável
na entrada da Hellooch. O que deixou a galera irritada foi a demora
para abertura dos portões. Conforme havia sido divulgado, a casa estaria
aberta a partir das 18h para que o pessoal pudesse ficar no deck externo
(área de alimentação e happy hour) até que fosse liberada a entrada
para o local do show propriamente dito. No entanto, o acesso a ambos
os locais só foi permitida por volta das 22h, causando indignação aos
que estavam lá desde cedo. Mas estavam todos tão empolgados para encontrar
seus ídolos que, uma vez lá dentro, este contratempo inicial acabou
ficando de lado.
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O
aquecimento ficou por conta da banda curitibana Septic Brain.
Fundado em 1990, o grupo tem como proposta apresentar um trash
metal de qualidade, na linha oitentista. Apesar de existir há
bastante tempo, a banda passou por vários períodos de inatividade,
mas agora parece estar de volta com força total. Os integrantes
Morceguinho (vocal e guitarra), Willian (guitarra), Jeison (baixo)
e Vinnicius (bateria) garantiram um bom entretenimento ao público.
Além de algumas músicas próprias, eles tocaram covers do Kreator
(Phobia) e do Slayer (Raining Blood).
Terminado o show, o quarteto se reuniu no centro do palco e, voltados
para o pano de fundo, fizeram sinais de reverência ao Testament,
mostrando profundo respeito e admiração pela banda que viria a
seguir.
Set list: Metal Pride - Hipocrisy - Face
Of Death - Phobia (Kreator) - Cadge In Lies - Raining Blood
(Slayer) - Always The Last
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Às 23h30m aproximadamente,
subiram ao palco os californianos do Testament. Eles já chegaram
destruindo tudo com The Preacher. A platéia
foi à loucura. Para muitos ali, estar presenciando um show do
Testament era a realização de um sonho. A pancadaria sonora
seguiu com The New Order e The Haunting.
O vocalista Chuck Billy, que há alguns anos enfrentou problemas
graves de saúde, não demonstrou nenhum sinal de fraqueza, muito
pelo contrário, ele estava bem alegre, disposto, agitando bastante
e interagindo com a galera o tempo todo. Na seqüência eles tocaram
Electric Crown, do álbum The Ritual. O baixista
Greg Christian também estava muito entusiasmado. Volta e meia
ele subia no tablado da bateria e ficava agitando lá de cima.
Quanto aos guitarristas, Alex Skolnick deixava o público boquiaberto
com sua performance impecável e Eric Peterson, apesar de não
se destacar muito, demonstrou toda sua experiência e habilidade.
Logo após, eles fizeram a galera vibrar com Sins Of
Omission e D.N.R.. O baterista Nick
Barker, embora tenha falhado em alguns momentos, cumpriu muito
bem seu papel. Depois veio a empolgante Three Days In
Darkness, seguida de Trial By Fire,
que todo mundo cantou junto. Então, Chuck Billy apresentou a
banda e anunciou a próxima, Practice What You Preach.
Na seqüência veio mais uma indispensável, Souls Of Black,
que contou com a participação maciça do público. The
Legacy trouxe um momento mais calmo, mas a pancadaria
já voltou com Into The Pit. E a galera continuou
agitando com Over The Wall, do primeiro álbum,
The Legacy, de 1987.
A banda sai de palco por alguns instantes e o público começou
pedir para que retornassem. Já de volta, Chuck agradeceu em
nome da banda a ótima receptividade do público e pediu para
que todos cantassem com ele a clássica Alone In The
Dark. Nem precisava ter pedido, todo mundo soltou a
voz com vontade. Por último, eles tocaram Disciples
Of The Watch, deixando a platéia em êxtase.
A casa, apesar de não ter lotado, recebeu um bom público. A
iluminação não estava muito boa, mas a qualidade do som, como
nos outros shows, permaneceu excelente. A galera saiu bem animada,
muitos consideraram este um dos melhores shows que já assistiram.
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AGRADECIMENTOS
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Assessoria de Imprensa Hellooch na pessoa de Ana
Paula Flores, pelo profissionalismo demonstrado junto a Equipe
Metal Revolution
- Suelem Rocha pela matéria,
tanto na parte gráfica quanto escrita |

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