TESTAMENT
ABERTURA: SCARS
VIA
FUNCHAL, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por Thiago Rahal (metalrevolution.net)
Dezoito
anoz após eis que finalmente o Brasil fora agraciado com o espetáculo
de riffs e energia on stage proveniente deste verdadeiro ícone do thrash
metal mundial. Oriundos da Califórnia, grande expoente da geração oitentista
que revelou ao mundo nomes como Exodus, Metallica, Megadeth e Overkill,
o Testament passou pelos mais diversos problemas antes de retornar ao
Brasil, os quais seguiram desde mudanças na line up até cancelamento
de apresentaçõs em solo tupiniquim e o sempre inesquecível drible de
Chuck Billy no cancêr. O local para o reencontro do público paulista
com os velhos thrashers não poderia ser melhor escolhido, afinal, ao
melhor o melhor: Via Funchal. Mas como nem tudo é perfeito, uma quarta-feira
como data escalada para taamnho evento ao meu ver não se tratou de uma
data adequada, ainda mais contando que às 22hs, horário programado para
entrada da banda principal, fora o momento do Scars adentrar ao palco.
Quem trabalharia no dia seguinte, com certeza penou (experiência própria...).
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Demonstrando
a força de seu thrash metal tradicional com pinceladas mais acentuadas
no que diz respeito a peso e uma produção de palco característica
(fogo artificial, entre outros apetrechos), o Scars levou ao palco
faixas do seu trabalho lançado em 2005, The Nether Hell, já conhecidos
entre o público paulsita. Warfare, Returning To The Killing
Ground, Legions Forgoten By The Gods,
Ruined By Hatred, Hidden Roots Of Evil
e a própria faixa-título aqueceram o público para o que viria
a seguir. O destaque tange ao carisma do vocal Régis que a todo
momento interage com o público, tentando arrancar do mesmo seu
máximo.
QUarenta e cinco minutos depois, eis que se inicia o martírio
pela arrumação do palco para os californianos adentrarem ao palco,
e com isso a inquietação por parte do público e os gritos de 'Testament'
se iniciam, um novo período de espera que se estenderia por mais
quarenta e cinco duradouros minutos em meio a um ótimo local,
porém regado a cerveja Sol por R$5 e água à R$4 (em resumo: sem
condições)... |
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Um
simples pano ao fundo com o nome da banda é erguido, os gritos
do público aumentam, é o preságio do que viria. Luzes apagadas,
Chuck Billy (V), Eric Peterson (G), Alex Skolnick (G), Greg Christian
(B) e Nick Barker (D) adentram ao palco, até que o vocal solta
o tradicional brado: "The Preacher!!!"
Preciso dizer algo a mais? Clássico emendado com clássico, seguem
The New Order, The Haunting
e Electric Crown.
Assim como no DVD Live In London, Sins Of Omission consegue
impressionar pela mescla de riffs e as melodias variadas de Chuck
no vocal (quem diria que esse cara brigava contra o cancer anos
atrás?!?!), seguida pela altamente riffada faixa DNR (Do
Not Ressuscitate) do ótimo The Gathering, realçadas pela
performance do guitar Alex Skolnick (Dragonlord) e do baterista
Nick Barker (ex Cradle Of Filth e Dimmu Borgir) que subtitui o
'original' Louie Clemente que deixara temporariamente a banda
por problema de Alzeimer.
Three Days Of Darkness fora uma espécie de aquecimento para uma
seq¨^encia simplesmente matadora e impossível de definir seu pico:
Trial By Fire com seus tradicionais riffs, a
melodia e letra inconfundíveis de Practice What You Preach,
o repetitivo refrão de Souls Of Black.
Uma pequena pausa na porradaria, momento da balada The
Legacy, algo um tanto quanto diferente da sonoridade
tradicional do Testament, mas que se trata de um ponto sempre
alto nas apresentações dos californianos, cantada em uníssono
pelo público. Chuck inicia um pequeno discurso e dedica a próxima
faixa aos headbangers paulistas, o petardo Into The Pit,
com direito a um grande moshpit no centro da pista Via Funchal.
Como havia citado anteriormente,
não há mais como citar um pico na apresentação tamanha nível elevado
da mesma: seguiu o clássico Over The Wall com
a tradicional interação Chuck-público no refrão. Antes de deixarem
o palco, Billy pede os parabéns ao batera que fazia aniversário
naquela noite e saúda ao público com belas 'goladas' em um litro
de Jack Daniels e um banho de cervea, antes do próprio Nick declarar
seu amor pelo Brasil.
A banda deixa o palco, mas brevemente retorna para a execução
de novos dois petardos: a melodia na medida certa de Alone
In The Dark (ressoada pelos bangers paulistas regida
pelo maestro Billy) e o clássico Disciples Of The Watch
para delírio dos presentes. Os músicos saem e retornam novamente
para a faixa derradeira da performance, o petardo Burnt
Offerings que culminou a noite de maneira esplendorosa,
uma verdadeira aula de thrash metal regada a energia, riffs, melodia,
carisma e lógico, a participação do público presente. Ficou a
promessa no ar de que a banda não demoraria outros longos 18 anos
para retornar ao braisl, mas sim, que estariam por aqui na tour
do próximo álbum de inéditas!!! Momento histórico para mim, como
thrahser... |
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AGRADECIMENTOS
-
Assessoria de Imprensa Via Funchal em nome de Miriam
Martinez, não apenas pela realização deste grande evento como pelo
tratamento sempre profissional dispensado à nossa equipe
- Thiago Rahal pelas imagens
que ilustram esta matéria |
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