THRASH ASSAULT FESTIVAL COM
TANKARD

ABERTURA: BLASTHRASH, DROWNED, DEVIL ON EARTH
HANGAR 110, SÃO PAULO - SP

Review & Comentários por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)

Comemorando vinte cinco de anos de estrada, eis que um verdadeiro presente não apenas aos thrashers paulistanos mas como também a própria banda fora a apresentação do Tankard na primeira edição do Thrash Assault Festival. Com produção da Tumba Prod., criadora dos já importantes festivais anuais Setembro Negro e Extreme Metal Fest, o evento tem o intuito de reunir nomes da cena brasileira com ícones internacionais do estilo. E porque não começar com esses alemães tão conhecidos que nunca se apresentaram no país? A casa escolhida foi, como de costume nos últimos eventos da produtora, o Hangar 110, conhecido reduto underground da capital paulista que embora seja bem situada, em dados eventos costuma ficar pequena para tanto público, em especial aos próprios headbangers...

Drowned - por André Luiz (metalrevolution.net)Blasthrash - por André Luiz (metalrevolution.net)

A primeira banda a subir ao palco do Hangar 110 fora o Devil On Earth. Originada em Barra Bonita (SP), a banda executa um thrash baseado no alemão oitentista, fazendo com que muitos dos presentes bangueassem durante a apresentação, com destaque a parte derradeira da apresentação com Fell The Pain (a melhor deles na minha opinião), Devil On Earth e o cover para Possessed By Fire do Exumer.
Já conhecida da cena paulistana por apresentações no BMU e a abertura para o Destruction em 2004, os mineiros do Drowned subiram ao palco para mostrar que mesmo com suas mudanças no line up, eles continuam firmes e fortes como antes.
Beto Loureiro (D), Kerley Ribeiro (G), Marcos Amorim (G), Wesley Ribeiro (B) e Fernando Lima (V) calcaram sua apresentação em cima do último trabalho de estúdio, intitulado Bio-Violence. Com seu costumeiro jargão "viemos aqui para quebrar ossos", a banda executa as 'novas' (visto que o álbum fora lançado em 2006) New Rome Arises, People Born To Hate People e Genesis Of Chaos antes de mandar Heroes Die First do Butchery Age (2003). Drown The Revolution seguiu a performance que culminou com Learn To Obey e a declaração de Fernando Lima que "São Paulo é segunda casa do Drowned, depois de BH". Boa apresentação para levantar ao público.
O que se viu depois foi uma verdadeira algazarra no Hangar 110.
Dario Viola (V), Rodrigo "Digão" Schmidt (G), Felipe Nizuma (G), Diego Nogueira (B) e Rafael Sampaio (D) levaram o Hangar 110 a loucura com petardos do porte de Beer and Mosh, Empty Words, e até mesmo uma nova, presente no próximo álbum do Blasthrash. Seguiram, mesmo com alguns problemas de ordem técnica no som e muitas invasões de palco com o petardo ...And Then All My Hope is Gone e fecharam o set incitando o público a invadir ao palco de vez em Psychotic Minds. Pedal desligado pelo público? Quem ligou, afinal, o próprio vocalista disse que aquele foi o melhor momento da carreira deles, e convenhamos, foi uma performance realmente fulminante!!!


Tankard - por André Luiz (metalrevolution.net)
Tankard - por André Luiz (metalrevolution.net)
Tankard - por André Luiz (metalrevolution.net)
Comentários por André Luiz: 'As bandas de abertura, diferentemente do normal em apresentações com bandas internacionais, desempenharam um papel totalmente respeitoso nesse evento. Devil On Earth surpreendeu o público com a força de seu som, enquanto o Drowned praticamente ressuscitou das cinzas para o público paulistano após algum tempo sem shows na capital paulista. Mas o Blasthrash... Sinceramente, recordei do show do Korzus abrindo pro Exodus na Led Slay aluns anos atrás, quando a banda brasileira literalmente roubou a cena com participações especiais e um set devastador. Mas o que se ouvia mesmo na pista do Hangar era o comentário de que 'se no Blasthrash já foi assim, imagina no Tankard'. E o pior que foi pior mesmo... rsss'

Tankard - por André Luiz (metalrevolution.net)

Eis que cerca de meia hora depois, ao som de We Still Drink The Old Ways a banda adentra ao palco e logo em sua metade, o som da guitarra some e após sua execução, é feita uma pausa de dez minutos para ajuste do equipamento. Sob gritos do público como 'ão, ão, ão, segunda divisão' e 'timão eoh' (???), Gerre e cia retornam ao palco para executar os clássicos The Mourning After e Zombie Attack, antes do petardo que considero a melhor do Beast Of Bourbon, Slipping From Reality, e Rockstars Nº 1, do último álbum de estúdio. A seqüência é de clássicos que levam o público ao delírio: Need Money For Beer fora recebida como um gol de título pelos presentes, The Beauty And The Beast provou ser a melhor do álbum que carrega o nome desta faixa, Alcohol fora uma prova de que a força do soberbo anos 80 continua presente na cena metal, assim como Maniac Forces que inicia tão melodiosa e se transforma em um dos grandes triunfos da carreira dos alemães. Para um quarteto cujo membro mais novo tem 09 anos de banda e que ainda conta com dois membros da primeira formação, o Tankard de Andreas "Gerre" Geremia (V), Frank Thorwarth (B), Olaf Zissel (D) e Andy Gutjahr (G) demonstrou uma força impressionante on stage, que levou o público a dar muito trabalho aos seguranças devido as invasões de palco. New Liver Please prosseguiu a performance que alcançou o ápice com o petardo Die With A Beer In Your Hand, seguida pelo medley formado pelos clássicos Nation Over Nation / Dancing On Our Grave. Encerrando a primeira parte do show, os alemães executaram muitas de minhas preferidas: 666 Packs, Rectifier (primeira faixa do Tankard que ouvi), Chemical Invasion e Freibier. Após a pausa curta, Gerre discursa e segue o encerramento antológico com (Empty) Tankard, um momento áureo para este fan de thrash que vos escreve.


Tankard - por André Luiz (metalrevolution.net)
Comentários por André Luiz: 'Precisaria de outra matéria como esta para descrever tudo o que presenciei no Hangar, invasões de palco, gritos de torcida de futebol, banger desligando guitarra do Andy Gutjahr, brincadeira com a bandeira brasileira, tênis jogado ao palco e 'afanado' por Geremia, latas e mais altas de cerveja jogadas ao público, mulheres invadindo palco para beijar, abraçar, lamber os mamilos (???), ser rodada no ar e até mesmo beijada na boca pelo Gerre, e até o próprio vocal foi jogado no público por um dos invasores de palco de plantão, dando muito trabalho a 3-4 seguranças (fora o público presente na pista) que tentavam erguer o 'volumoso' Andrea de volta ao palco, para gargalhada geral dos músicos da banda... Acredito que durante a rápida aparição dos músicos alemães no mesanino durante a performance do Blasthrash, eles viram o que acontecia no palco e imaginavam que no Brasil só haviam loucos. Após todo alvoroço no decorrer de sua performance, as invasões de palco, os mosh pits, e principalmente a participação ativa do público cantando em alto e bom som clássicos como Die With a Beer In Your Hand, Freibier, Chemical Invasion e Zombie Attack, além é claro, do momento épico que fora a parte derradeira do show com a faixa que dá nome a banda, os alemães não mais esquecerão de incluir o Brasil na rota de suas tours, afinal, por mais que os outros países tenham fans insandecidos, vi que no Hangar a situação tornou proporções de Hospício movida pela apresentação com propriedade do Tankard...'

AGRADECIMENTOS
- Tumba Prod pela realização deste novo evento, promovendo esta popular vertente que é o thrash metal, não apenas trazendo de forma inédita bandas do porte do Tankard como também prestigiando a cena nacional. Em especial ao Edu, Andrea e Gustavo
- Hangar 110 pela resolução dos problemas de alvará e por abrigar esta apresentação
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Amigos que fiz dentro do local, provando mais uma vez a cordialidade po público metal, em especial ao amigo de Sueco