STEVE
VAI
HELLOOCH,
CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Nos
últimos anos, Curitiba vem sendo inserida no roteiro de shows internacionais
com frequência cada vez maior. Embora ainda não seja viável trazer à
cidade todos os artistas que passam pelo Brasil, grande parte deles
já está marcando presença por aqui. Os curitibanos estão tendo a oportunidade
de assistir a shows que anteriormente não eram comuns acontecerem na
cidade. No início do mês de novembro, quem veio se apresentar na capital
paranaense pela primeira vez foi o mestre da guitarra, Steve Vai. Foram
realizados apenas três shows em solo brasileiro – em Belo Horizonte,
São Paulo e Curitiba – visando divulgar seu novo álbum Sound Theories.
Um público expressivo compareceu à Hellooch. Muitos músicos e estudantes
de guitarra fizeram questão de conferir de perto a performance deste
que é considerado um dos guitarristas mais talentosos da atualidade.
|
Poucos minutos antes de começar o show, os fãs já não conseguiam
mais controlar a ansiedade e passaram a chamar pelo guitarrista.
Um batalhão de fotógrafos também já se encontrava à beira do palco.
Exatamente como programado, às 23h abriram-se as cortinas. Steve
Vai entrou com uma guitarra transparente, que emitia uma luz verde,
e foi vagarosamente se dirigindo ao centro do palco. A primeira
música foi Now We Run, do The Elusive Light And
Sound Vol 1 (2002), álbum que agrupa várias composições criadas
pelo guitarrista especialmente para filmes. Em seguida veio Oooo,
que faz parte do The Ultra Zone(99). A iluminação estava perfeita.
Um intenso jogo de luzes se alternava de acordo com o ritmo das
músicas, proporcionando um efeito visual impressionante. Na seqüência,
Vai trocou sua guitarra transparente por uma espelhada (Ibanez
JEM Bad Horsie), que emitia uma luz azul nas marcações do braço,
e executou Building The Church. Logo após, ele
novamente trocou de guitarra e fez a platéia vibrar com uma de
suas músicas mais famosas, a balada Tender Surrender.
Como de costume, Vai fazia muitas caretas enquanto tocava, além
de dançar e se movimentar conforme os acordes. Muito bem-humorado,
ele apresentou a banda que o acompanhava: Jeremy Colson (bateria),
Dave Weiner (guitarra), Philip Bynoe (baixo), Alex DePue e Ann
Marie Calhoun (violinos). Em seguida, brincou ao anunciar Firewall,
pedindo que todos escutassem atentos à letra da música, que era
muito importante para ele. Então, pegou um papel e, fingindo seriedade,
começou a ler: “Boom Shika-Boom Shika ba-ka-tu-ka, Boom Shika
doo-ba-boom-ba-tacka-chooka”, mas logo jogou fora o papel, já
emendando a música na seqüência. Depois veio The Crying
Machine, do álbum Fire Garden (96) e um bom solo
do guitarrista Dave Weiner. |
|
|
 |
 |
|
O show prosseguiu com I’m Becoming e Die
To Live. Em seguida, Steve anunciou Freak Show
Excess, cuja composição foi inspirada em músicas búlgaras,
e que, segundo ele, é difícil de ser tocada. Depois chegou a vez
dos violinistas demonstrarem suas habilidades. Ambos foram muito
aplaudidos pela platéia. Ann Marie já era conhecida por ter se
apresentado aqui na cidade neste ano, com o Jethro Tull. Steve
voltou ao palco, agora com um violão, para tocar e cantar All
About Eve. Assim que terminou a música, Jeremy apareceu
carregando uma espécie de semi-bateria portátil (com um cordão
de luzes e várias caveiras penduradas) e começou a conversar com
Steve e interagir com o público, falando coisas engraçadas e mostrando
ótimo entrosamento com o guitarrista. Após este momento de descontração,
Jeremy passou a tocar seu instrumento e eles executaram Fire
Garden Suite: Angel Food. Em seguida, o baterista voltou
ao seu posto original e fez um ótimo drum solo,
iniciando com um pequeno trecho de Refuse/Resist (do
Sepultura). Na seqüência, eles agitaram a platéia com The
Audience Is Listening, Whispering A Prayer e
Fire Garden Suite: Taurus Bulba. O baixista Philip
também teve seu espaço, demonstrando seu talento em um breve bass
solo. Depois de alguns minutos fora do palco, eles voltaram
para executar as clássicas Liberty e Answers.
Por fim, eles fizeram a platéia vibrar com a indispensável For
The Love Of God, música de maior sucesso do guitarrista.
O show, que durou aproximadamente 2h30m, não chegou a ser cansativo.
Steve é muito carismático e realmente gosta de divertir a platéia.
Sua apresentação não consiste apenas de seqüências intermináveis
de solos complicadíssimos, ele quebra esta monotonia fazendo brincadeiras
e conversando bastante com o público. Certamente, este foi um
show insequecível para seus fãs. |
|
|
AGRADECIMENTOS
-
Assessoria Imprensa Hellooch na
pessoa de Ana Paula, pelo profissionalismo
demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
-
Suelem Rocha pelo excelente trabalho gráfico e escrito
desta matéria, assim como por todo serviço prestado pelo Website até
o momento |

|
|