SEPULTURA
ABERTURA: LAND OF SOULS & IMPERIOUS MALEVOLENCE
HELLOOCH,
CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Mais
uma vez o Sepultura esteve presente na capital paranaense e novamente
surgiram muitas discussões a respeito do grupo. Depois de tantas mudanças
na banda, comparações entre a formação atual e a clássica - com os irmãos
Cavalera - são inevitáveis. Para a grande maioria dos antigos fãs, a
saída de Max Cavalera marcou o fim do grupo. A partir daí, os novos
trabalhos não tiveram grande aceitação e, nos shows, o público foi comparecendo
em quantidade cada vez menor. Porém, apesar de todos estes acontecimentos,
é inegável a importância do Sepultura na história do heavy metal e o
grupo continua sendo muito respeitado por tudo o que conquistou.
|
Duas
bandas ficaram encarregadas pela abertura do show. A primeira
foi a Land of Souls, de Ponta Grossa, que faz um thrash com influências
de death metal. Os integrantes Elcio (baixo e vocal), Elton (guitarra),
Leandro (guitarra) e Werner (bateria) estavam muito entusiasmados,
mesmo tocando para um público pouco numeroso. O vocalista inclusive
comentou o quanto se sentia honrado por estar dividindo o palco
com uma das bandas brasileiras mais conhecidas mundialmente. Foram
aproximadamente 30 minutos de uma ótima apresentação.
Depois veio a Imperious Malevolence, banda curitibana de death
metal já bem conhecida entre os apreciadores do metal extremo.
O grupo está na ativa desde 1995 e é formado por Rafahell (baixo
e vocal), Mano (guitarra) e Antonio Death (bateria). Logo que
eles iniciaram o show, houve um problema técnico com a guitarra,
mas que foi rapidamente resolvido. Eles começaram a música novamente
e o som se manteve sem problemas no decorrer da apresentação.
Entre as músicas que eles tocaram estavam The Christcrusher,
Adventus Caligo, Midnight Bleeding Death,
Excruciate, todas estas do álbum Where Demons
Dwell, lançado em 2006. Também executaram Arquiteto da
Destruição, que faz parte do álbum Hatecrowded, entre
outras. |
 
|
Em seguida chegou a vez do Sepultura.
Eles começaram o show com Dark Wood of Error,
do álbum Dante XXI, lançado em 2006. Mas o set list não incluiu
apenas músicas mais recentes – metade da apresentação foi composta
de clássicos. Na seqüência eles tocaram Refuse/Resist,
do Chaos A.D. (1993) e mais duas do novo cd: Convicted
in Life e False.
A platéia, que não encheu a casa, participava pouco durante
as músicas novas. Mas quando eles tocavam as mais antigas, a
empolgação era geral. Exemplo disso foi durante as seguintes
- Slave New World e Dead Embryonic
Cells – que fizeram a galera vibrar muito. A iluminação
não estava das melhores, e permaneceu quase o tempo todo destacando
exclusivamente o baterista Jean Dolabella. Ele já havia se apresentado
aqui no ano passado e, devido à sua ótima performance, conquistou
com facilidade vários fãs.
Em seguida vieram mais duas do Dante XXI: Ostia
e Crown and Miter. Depois eles incendiaram
a platéia com um medley de Desperate Cry e
Escape to the Void, e mais uma vez ficou claro
que a maior parte do público queria mesmo era ver os clássicos.
O show seguiu com Boycott, do Against (1998),
e duas do Roorback (2003) – Activist e Bullet
the Blue Sky – intercaladas por Buried Words,
do novo disco.
O vocalista Derrick Green conversava bastante com o público,
perguntou várias vezes quais músicas queriam ouvir, e mostrou
que já possui certa intimidade com nosso idioma. O baixista
Paulo Jr., como de costume, manteve uma postura discreta durante
todo o show. Em seguida eles voltaram no tempo e fizeram todo
mundo agitar com Troops of Doom e Beneath
the Remains, dois grandes sucessos do final da década
de 80. Porém, antes destas, o guitarrista Andreas Kisser tomou
a frente to palco e começou a tocar trechos de algumas músicas
antigas, como Mass Hypnosis e Inner
Self. A empolgação da galera continuou com Territory
e Arise, que concluíram a primeira parte da
apresentação. Depois de alguns minutos fora do palco, eles voltaram
e executaram uma versão modificada de Kaiowas,
que não agradou muito, seguida de Biotech is Godzilla.
Por último, eles mandaram Come Back Alive,
do Roorback (2003) e Roots Bloody Roots, única
do álbum “Roots” a fazer parte do set list.
Para os fãs que acompanham o grupo há bastante tempo, fica aquela
frustração por relembrar que o Sepultura de antigamente não
existe mais. Considerando o show isoladamente, pode-se dizer
que foi um bom entretenimento, mas que não teve nada de especial.
AGRADECIMENTOS
-
Assessoria de Imprensa Hellooch na pessoa de
Ana Paula Flores, pelo profissionalismo
demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
- Suelem Rocha pela matéria,
tanto na parte gráfica quanto escrita
|
|