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PAUL
DIANNO É difícil falar do show de Paul Dianno em Porto Alegre, no domingo, 18 de novembro, sem falar na tristeza que senti ao ver um dos meus ídolos na música quase sem conseguir se manter em pé no palco. O ex-vocalista do Maiden fez um show emocionante em sua terceira passagem pela capital gaúcha no Manara Bar. Emocionante, porem melancólico. Doente, mancando e sem conseguir caminhar sem ajuda, Dianno mostrou que não fosse o passado glorioso com a Donzela, estaria completamente acabado.
O show começou com a instrumental The Ides Of March e Dianno ao subir ao palco já manda Wrathchild, do Killers. O vocalista avisa aos fãs que não está bem, que está doente e pede que cantem com ele. E todos atendem. É impossível não atender este pedido quando a música seguinte é Prowler. Parecia que o Manara, completamente lotado, não agüentaria a empolgação do público. Tudo isso, por mais empolgante que tenha sido, foi triste. Dianno manda vários guturais, quando consegue cantar. No set foram incluídas músicas de sua carreira pós-Iron Maiden, mas não adianta, por melhores que sejam músicas como Children Of Madness, dedicada aos fãs presentes e Faith Healer, o que empolgou mesmo foram as da ex-banda. E não foram poucas. Dianno brincou com o público ao apresentar Murders In The Rue Morgue como sendo das Spice Girls e ofereceu Killers ao “maior terrorista do Mundo”, George W. Bush. Mas o momento mais emocionante foi a execução da balada Remember Tommorow, dedicada ao ex-baterista do Maiden, Clive Burr, que sofre de esclerose múltipla. Nessa música, por mais acabado e abalado que esteja Dianno, ele foi soberbo. Ou seja, a melhor parte do show, foi justamente a mais melancólica. O bis
começou com a instrumental Transylvania e quando Paul volta
ao palco, diz que vai cantar um punk rock. É possível
ouvir alguns protestos, mas o vocalista não está nem
aí pra isso e manda Blitzkrieg Bop, dos Ramones, que é
surpreendentemente bem recebida. E para encerrar de vez à noite,
Sanctuary, do Iron Maiden. Apesar de não ter mais a mesma voz,
apesar de mal conseguir caminhar sem ajuda, Paul Dianno ainda faz
um dos shows mais empolgantes e emocionantes do heavy metal. |