OBITUARY
& DYING FETUS
ABERTURA: UNEARTHLY
& HICSOS
HANGAR 110, SÃO PAULO - SP
Comentários por André Luiz (Dying Fetus, Unearthly, Hicsos) & Thiago
Rahal (Obituary) - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Retornos
e debut, dessa forma poderíamos analisar essa noite do Hangar 110 que
contou em pleno início de feriado prolongado com as bandas cariocas
Unearthly e Hicsos na cidade que adotaram como sua 'segunda casa', os
norte-americanos do Dying Fetus se apresentando pela primeira no país
e seus compatriotas do Obituary fechando a noite passados dois anos
de sua primeira tour pelo Brasil. Em meio a temperatura baixa na noite
de sexta-feira, além é lógico do tradicional trânsito que aumentara
devido ao dia a mais de folga no fim de semana, um bom público compareu
ao local e pôde conferir uma alta dosagem de death metal proporcionada
pelas citadas bandas.
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Iniciando
a noite, Marco Anvito (V/B), Nilmon Filho (G), Marcello Ledd
(D) e Antonio Sabba (G) levaram o Hicsos ao palco do Hangarr
110. Com riffs empolgantes, seguindo a linha tradicional do
death metal, a banda executou em 'São Paulo, sua segunda casa',
como o próprio Marco disse ao microfone, faixas tanto de seus
primeiros álbuns como do recente, dentre estas The Face
of the Abyss, Violence And Blood,
Face To Face, Insane Future,
Mea Culpa, e o destaque Pátria Amada
ilustrada com a dedicatória do vocal 'ao povo que canta o hino
nacional com a mão no peito, porque ser patriota não é cantar
uma música mas sim fazer alguma coisa pelo país'. Quinze minutos
após, o Unearthly não apenas sobe como também domina o palco
do Hangar 110. Com participação ativa do público, Eregion (V/B),
M.Mictian (G), Arthur Cirius (G) e M.Kult (D) lidaram com a
grande quantidade de mosh pits provindas da pista em petardos
como Living
Under The Sign Of Blasphemy,
Imminent Slaughter, Black Metal War
Commando e Insurrection Of Christianity,
lidando ainda com problemas técnicos na aparelhagem da casa
e uma corda frouxa na guitarra, levando seu death metal à citada
'capital do metal', como proferiu o vocal Eregion. Com um intervalo
de tempo um pouco maior, e desta vez, contando com a presença
dos seguranças contratados já conhecidos do público extremo,
os norte-americanos do Dying
Fetus desempenharam um ótimo papel on stage. A line up John
Gallagher (V/G), Sean Beasley (B), Mike Kimball (G, em sua despedida
da banda) e Duane Timlin (D) demonstrou uma ótima presença de
palco, municiada com muitos riffs, baterista preciso, trio de
cordas revezando nos vocais e um público altamente participativo
em petardos como Praise
the Lord,
Pissing In The Mainstream e Justifiable
Homicide. A invasão de palco fora tamanha que em
dado momento um dos bangers afanou a list de músicas a serem
executadas pela banda, tanto que o próprio John Gallagher meio
que perdido com relação a faixa a ser executada a seguir, bradou
ao fim de uma música 'Cadê o fdp que roubou o set list???' rss.
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Após
20 minutos de atraso – o que fez com que o show terminasse depois
de 00:00, atrapalhando algumas pessoas que tiveram que voltar
de metro e ônibus – o Obituary adentrou-se ao palco do Hangar
110. Os seguranças da casa já experientes e sabendo que o público
realizaria diversos “Stage Divings” (ou seja, a pessoa que sobe
no palco, pula logo em seguida para fora) não se atreviam a
atrapalhar, somente quando algumas pessoas extrapolavam e atrapalhavam
os músicos, atitude interessante dos seguranças. Ao som de Find
The Arise, do Cause of Death (1990), abriu-se o espetáculo
de riffs e peso que o Obituary sempre nos proporciona. Grande
música, causando diversos moshs. Vindo pela segunda vez ao Brasil
e com a seguinte formação: John Tardy (Vocais), Trevor Peres
(Guitarras), Ralph Santolla (Guitarras), Frank Watkins (Baixo)
e Donald Tardy (Bateria), os americanos do Obituary seguiram
sua apresentação com músicas intensas e empolgantes, tais como,
Face Your God, Chopped In Half
e Turn Inside Out. A apresentação seguiu sem
surpresas e com empolgação louvável do público e banda através
da seqüência Threatning Skies, By The
Light, Lasting Presense, On
The Floor, Insane e Back Inside,
com destaques para Ralph Santolla, um guitarrista experiente
e bastante técnico, que já tocou em bandas do calibre do Iced
Earth e Death. Evil Ways e Drop Dead
foram um dos destaques e com grandes participações da platéia,
cantando e bangueando até o fim. Contrast The Dead
e Stand Alone fecharam a primeira parte da
apresentação com chave de ouro. A banda saiu do palco e aos
gritos de Obituary, voltou com Donald Tardy na bateria, realizando
seu solo. Não gosto muito de solos desse tipo, em qualquer show
de metal, pois se perde tempo para outras músicas, porém Donald
mostrou-se técnico e conseguiu empolgar o público no geral.
Em seguida, Ralph Santolla também se mostrou técnico e não enfadonho,
pois além de solos, mostrou riffs e peso, dando um pouco mais
de empolgação a todos. Logo após, Slow Death
do álbum Frozen in Time (2005) não deixou o público parado e
voltou a animar os presentes. Til Death, Second
Chance e Slowly We Rot fecharam a
apresentação do Obituary, que se mostrou seguro e competente
nesta noite. O público apesar de pequeno, cerca de 400 pessoas,
se mostrou conhecedor de todas as músicas e agitou sempre que
pode, causando uma grande sinergia entre platéia e banda. Fica
a expectativa para que mais bandas desse porto, venham ao Brasil,
seja no Hangar 110 ou em qualquer casa de espetáculos do Brasil.
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AGRADECIMENTOS
- Tumba Prod.
por trazer ao país estes dois grandes nomes do metal extremo mundial,
em especial ao Edu e Andrea
-
Veículos de imprensa e público
em geral com o qual tive contato no evento,
em especial aos fotógrafos Flávio Hopp e Ricardo Zuppa
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Thiago
Rahal pelo apoio nesta matéria |
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