NAZARETH
HELLOOCH
, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Desde seu surgimento, há mais de 50 anos, o Rock’n’Roll tem conquistado um grande número de adeptos. Muitas bandas que tiveram seu auge nas décadas de 70 e 80 continuam agradando seus fãs até hoje, além de ganharem novos seguidores. Tamanha popularidade pode ser conferida nas apresentações destes grupos. Como exemplo, podemos citar os shows do Dio e do Deep Purple, que estiveram no Brasil no ano passado e arrastaram multidões para assisti-los. Desta vez, quem veio mobilizar milhares de fãs foi o Nazareth, banda escocesa formada nos anos 60 e considerada uma das mais importantes do rock mundial. Em Curitiba, além de apresentar seus maiores sucessos, o grupo também veio gravar CD e DVD intitulados “Nazareth - Live In Brazil”.

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
O show estava marcado para um dia de semana (quinta-feira). O preço dos ingressos estava alto – se comparado com o de bandas internacionais com menos tempo de estrada. A divulgação foi pobre. Um outro show que aconteceu no mesmo dia (Evanescence) tomou conta da mídia. Quase não se ouvia falar sobre a vinda do Nazareth para Curitiba. Todos estes fatores levavam a crer que o público não seria muito expressivo. Mas, nem foi preciso esperar muito para descobrir que esta previsão estava errada. Dias antes do show os ingressos já estavam esgotados. O início da apresentação estava previsto para as 23h. Às 21h30 já estava complicado de se deslocar no interior da Hellooch, muita gente chegou cedo para guardar seus lugares. A área dos camarotes também estava toda ocupada. A casa, que tem capacidade para 2500 pessoas, ficou totalmente lotada. Todos estavam muito eufóricos. Mesmo enquanto rolava apenas som mecânico, a galera pulava, cantava, dançava, demonstrando muita emoção por estarem prestes a ver seus ídolos de perto.

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Alguns minutos antes das 23h, as luzes se apagaram e a platéia começou a gritar incansavelmente o nome da banda. Ao som da introdução, as cortinas foram se abrindo. Neste momento, a única iluminação que havia estava no pano de fundo e nas centenas de câmeras nas mãos do público. Então, subiu ao palco o baterista Lee Agnew e as luzes se acenderam quando ele começou a tocar Night Woman. Depois entraram o baixista Pete Agnew e o guitarrista Jimmy Murrison. Por último, em meio a muitos gritos da galera, entrou o vocalista Dan McCafferty. A empolgação da platéia era muito grande. Muitos levaram faixas, cartazes e até vinis, que exibiam com orgulho.
Num clima de muita descontração, McCafferty anunciou a música seguinte, que, nas palavras dele, “é de cem anos atrás” – Razamanaz. O som estava perfeito, à altura do espetáculo. Em seguida vieram I Want To Do Everything For You, que todos acompanharam com palmas e Alcatraz, que também agitou a platéia. Na seqüência eles tocaram a clássica Dream On e o público soltou a voz. Quando o vocalista apontava o microfone pra galera eles gritavam com ainda mais força. Logo após veio Danger Danger, que fará parte do novo cd que eles pretendem gravar no final deste ano.
Logo após, McCafferty apresentou a banda e anunciou a próxima música, My White Bicycle. Depois, ele comentou que naquela noite eles estavam captando imagens para gravação do DVD, o que fez a platéia vibrar muito. Em seguida, Murrison foi até o centro do palco e começou a tocar a empolgante Holiday. A próxima, Love Leads To Madness, teve uma grande participação do público, que cantava junto o refrão. Pete caminhava pelo palco, demonstrando uma animação contagiante. Depois veio Loved And Lost, seguida da épica Telegram.

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net) Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
A balada Tell Me That You Love Me acalmou um pouco os ânimos da galera, que voltou a agitar bastante com This Flight Tonight. Na seqüência, as atenções se voltaram para Lee Agnew, que deu início ao hit Hair Of The Dog. O público foi ao delírio. Vale destacar o momento em que McCafferty pegou a gaita de fole e reproduziu os efeitos originais da música. Ele foi muito aplaudido e, como vinha fazendo durante o decorrer do show, agradeceu a platéia em português.
A euforia aumentou quando eles começaram a executar a mais famosa de suas composições: Love Hurts. Foi emocionante ouvir milhares de vozes cantando junto a música inteira. Depois de alguns minutos de ausência do palco, eles voltaram com Morning Dew. O vocalista, que no início do show havia exibido a bandeira da Escócia, pegou agora uma bandeira do Brasil que foi jogada pela platéia e, depois de cantar com ela nos ombros, deixou-a pendurada no pedestal. Pra finalizar, eles tocaram Broken Down Angel e a galera participou com muita energia.
Mesmo com as cortinas fechadas o público continuou ali, na esperança de que a banda voltasse. Mas o show havia realmente terminado. Foram quase duas horas muito bem aproveitadas. Na saída, só se ouvia comentários positivos. O Nazareth mostrou que continua merecendo a admiração de seus fiéis seguidores.

Nazareth - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

AGRADECIMENTOS
- Assessoria de Imprensa Hellooch na pessoa de Ana Paula Flores, pelo profissionalismo demonstrado junto a Equipe Metal Revolution, principalmente após problemas para fotografar na cobertura anterior
- Suelem Rocha pelo excelente trabalho gráfico e escrito desta matéria, assim como por todo serviço prestado pelo Website até o momento