CITIBANK
HALL,
RIO DE JANEIRO - RJ
Review por Rodrigo Gonçalves - Edição por André Luiz
Fotos por Bruno Prado (metalrevolution.net)
Decepcionante.
Se eu fosse obrigado a resumir a apresentação do Megadeth nesta noite
no Citibank Hall para quem não foi, essa seria a maneira perfeita. Poderia
até encerrar esta resenha falando apenas isso. Motivos para fazer tal
afirmação não faltam. A banda que começou sua turnê Sul Americana tocando
cerca de 20 músicas, periga terminá-la tocando apenas 15. Muito pouco
para uma banda do porte do Megadeth e com um catalogo de grandes musicas
tão extenso quanto o desses Californianos. Sem contar que o show do
Rio de Janeiro ainda teve um agravante diante dos shows em outras capitais
brasileiras: Os cariocas perderam duas músicas que estavam previstas
sem qualquer tipo de aviso prévio ou justificativa por parte da banda.
E essas duas faixas estavam previstas no set list que foi cedido aos
profissionais de imprensa por parte da assessoria do Citibank Hall.
As músicas que os cariocas não tiveram a oportunidade de conferir foram
“Burnt Ice” e “Ashes In Your Mouth”.

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Aliado
aos problemas já mencionados com o set list, a banda teve vários
problemas com som durante toda a sua apresentação, especialmente
nas seis primeiras musicas onde era virtualmente impossível
conseguir distinguir os sons das guitarras, do baixo e ouvir
a voz de Mustaine. Estava tudo muito embolado. Aliás, esses
problemas parecem ter sido uma constante nesse giro Brasileiro
da banda. Pelo menos os problemas do show Carioca parecem ter
sido menores do que em São Paulo, já que desta vez Mustaine
não saiu do palco e deixou o público esperando durante 20 minutos.
Falando um pouco sobre o
show em si, a banda subiu ao palco de maneira surpreendente,
cerca de vinte minutos após o horário inicialmente marcado para
o inicio da apresentação e quando ainda havia um bom numero
de fãs do lado de fora da casa de shows tentando entrar. De
cara detonou Sleepwalker, faixa do último disco
da banda, United Abominations, lançado no ano passado, seguida
de clássicos como Wake Up Dead, Take
No Prisoners e Skin O’ My Teeth, respectivamente
dos discos Peace Sells... But Who’s Buyng, Rust In Peace e Countdown
To Extinction.
Com uma postura bastante sisuda em cima do palco, Dave se dirigiu
pela primeira e única vez ao público carioca antes de anunciar
mais uma música do novo disco. “Boa noite, essa música se chama
“Washington’s Next!” foi tudo o que o público
carioca ouviu de Mustaine até antes da ultima canção. Mas isso
eu conto mais lá pra frente. Seguindo com a apresentação, a
banda executou faixas como Kick The Chair do
disco que foi gravado após a retomada das atividades, o bom
The System Has Failed de 2004, In My Darkest Hour do
So Far, So Good...So What!, a sensacional Hangar 18
do não menos sensacional Rust In Peace de 1990, a ótima
She Wolf e a bela balada A Tout Le
Monde (o guitarrista Chris Broederick ainda emendou
um breve solo) trataram de manter o público acesso.
Após tocarem a clássica Tornado Of Souls, uma
triste e surpreendente constatação. Os musicos simplesmente
ignoraram Ashes In Your Mouth e Burnt Ice, pulando diretamente
para Sweating Bullets o que acabou por me causar
mais estranheza e preocupação ainda, já que no set list original
estava previsto que essa musica só seria executada após Symphony
Of Destruction. Ainda bem que pareceu ser apenas uma
troca de ordem, já estava temendo pelo corte de mais uma de
minhas favoritas.
O clássico Peace Sells que está no homônimo
disco de estréia da banda é executado e logo em seguida os musicos
se retiram do palco. Lembram quando eu falei que Dave Mustaine
só voltaria a se dirigir ao público carioca antes da última
musica? Dito e feito. Antes de Holy Wars o
guitarrista/vocalista apresenta um a um os musicos da banda
e inicia o caos com essa que talvez seja a mais violenta e clássica
música que a banda gravou em seus mais de vinte anos de carreira.
Seria uma ótima maneira de se encerrar um show não fosse pelos
problemas com o som que tornaram a aparecer durante esta. Isso
pelo menos de onde eu estava (a esquerda do palco e um pouquinho
afastado da multidão).
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| Embora
os problemas supracitados tenham atrapalhado bastante a apresentação
do Megadeth, não posso deixar de citar o meu contentamento ao
finalmente ouvir canções como Holy Wars, Peace Sells e outros
clássicos sendo executados bem ali na minha frente. Tecnicamente
a banda foi muito bem, apesar dos problemas que teve durante a
noite. Destaque total para o baixista James Lomenzo e o para o
guitarrista Chris Broederick que agitaram durante toda a apresentação
além de demonstrarem uma técnica refinada e completo domínio de
seus instrumentos. Destaque negativo fica para o baterista Shawn
Drover que foi o único a destoar do resto da banda. O cara em
vários momentos do show deu a impressão de que estava segurando
o ritmo e não conseguia dar o peso necessário as musicas. Muito
pouco para uma banda que já teve Nick Menza comando as baquetas.
Como eu sou uma pessoa otimista e procuro tirar algo de bom de
experiências ruins, o fato de o show ter sido curto e com isso
terminado mais cedo fez com que quem dependia do transporte público
para voltar para casa não tivesse maiores problemas na hora de
pegar ônibus. Dava até pra escolher o mais vazio! Algo raro em
se tratando de Barra da Tijuca. Só me resta torcer para o Megadeth
retornar o quanto antes e apagar a má impressão deixada no show
deste sábado. |
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AGRADECIMENTOS
-
Assessoria Imprensa Citibank Hall na
pessoa de Paula Machado, pelo profissionalismo
demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
-
Rodrigo Gonçalves e
Bruno Prado pelo trabalho na parte escrita e gráfica
desta matéria |

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