JETHRO TULL
TEATRO GUAÍRA
, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

O mês de abril foi bastante agitado em termos musicais. Várias bandas de renome internacional estiveram presentes em solo brasileiro, para alegria de seus fãs. Entre elas, estava uma das pioneiras do rock progressivo, Jethro Tull, que passou pelo país com sua turnê “Acoustic/Electric Tull Concerts”. O grupo, criado no final da década de 60, conta com inúmeros sucessos em sua carreira. Porém, o repertório apresentado por eles não se resumiu aos grandes hits. Eles também incluíram músicas não tão famosas, algumas inéditas e composições de outros artistas.

Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Em Curitiba, o espetáculo aconteceu numa quarta-feira, no Teatro Guaíra. O público, bastante heterogêneo, compareceu em peso. Na entrada, jovens, adultos e idosos, mal conseguiam conter a ansiedade de ver seus ídolos. E não foi preciso esperar muito. Às 21h10m (apenas dez minutos além do horário previsto), o show teve início. O líder da banda e multi-instrumentista Ian Anderson já chegou bem animado. A primeira música que ele apresentou, juntamente com o guitarrista Martin Barre, foi Some Day The Sun Won't Shine For You. Anderson, com sua gaita e seu vocal característico, e Barre, segundo integrante mais antigo da banda, estavam bem à vontade. A platéia acompanhou com palmas a performance da dupla. Em seguida, subiram ao palco David Goodier (baixo), Doane Perry (bateria) e John O´Hara (teclado, acordeon) e deram seqüência ao show com Living In The Past.

Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Logo após, juntou-se a eles a violinista Ann Marie Calhoun, que iniciou sua participação na música Pastime With Good Company (King Henry’s Madrigal) – versão de uma das composições mais conhecidas do rei Henrique VIII. Em seguida eles tocaram Jack-In-The-Green, do álbum Songs From The Wood. O público assistia atento e parecia contente com o que via. A nova The Donkey And The Drum também foi muito aplaudida. Mas a empolgação foi maior ainda quando eles executaram Thick As A Brick, uma das mais aguardadas da noite e que o público aplaudiu de pé. Na seqüência, apresentaram Bourée (de Johann Sebastian Bach) e Sweet Dream, que mantiveram a animação do público.
Logo, Ian anunciou que Ann Marie faria um tributo ao inventor do “bluegrass”, Bill Monroe, tocando uma das músicas compostas por ela – Bluegrass In The Backwoods. A outra composição da violinista veio em seguida: Runty. Ela mostrou-se muito habilidosa e agradou a platéia. Depois veio a triste Beside Myself e o solo de Barre com Empty Café. Em seguida chegou a vez da mais famosa e mais esperada por todos. Ian brincou com o público falando que ninguém reconheceria a música no começo, mas que aos poucos iriam descobrir que se tratava de Smoke On The Water, causando risos generalizados. E logo começaram a tocar o hit Aqualung. Mais longa, mais instrumental e menos pesada que a original, a nova versão desta música não foi aprovada por todos. Mesmo assim, muitos elogiaram a banda por esta inovação, e no geral, a receptividade foi boa.
O show seguiu com America (de Leonard Bernstein) e My God, do álbum Aqualung. Ian, com sua inseparável flauta, fez o público agitar muito. Depois, o grupo empolgou a todos com a clássica Budapest e saiu do palco. Logo após voltaram para finalizar a apresentação com Locomotive Breath.
Ian Anderson dançou, pulou, e não parava de se movimentar pelo palco. Aliás, ele esbanjou energia durante todo o show. Ann Marie também demonstrou boa presença de palco e ótimo entrosamento com a banda. O restante dos músicos permaneceu mais contido, mas sem deixar de mostrar muita competência. Já a platéia, apesar de não poder se manifestar com muita liberdade por estar em um teatro, não deixou de vibrar, gritar, assobiar e mostrar sua admiração pelo grande Jethro Tull. Para quem esperava um show mais pesado, este deixou a desejar. Mas, sem dúvida, foi um espetáculo de alto nível, agradando aos que apreciam música de qualidade.

Jethro Tull - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

AGRADECIMENTOS
- Assessoria de Imprensa Seven Shows na pessoa de Ana Paulla Righetto, pela produção e liberação da cobertura deste evento
- Suelem Rocha por driblar os problemas relativos a estrutura para se realizar um bom trabalho fotográfico da apresentação e pelo texto contido nesta matéria