HAMMERFALL & LACRIMOSA
CREDICARD
HALL , SÃO PAULO - SP
Review por Thaigo Rahal - Edição por André Luiz
Comentários por Renata Petrelli - Fotos por Renata Petrelli (metalrevolution.net)
Quinta
Feira, 04 de outubro de 2007, mais um grande evento invadiu a capital
do heavy metal no Brasil e quiçá uma das mais importantes do rock mundial.
As bandas Lacrimosa (banda criada por Tilo Wolf, vindoura da Alemanha)
e Hammerfall (banda sueca, só que bem diferente do som de seus contemporâneos)
se apresentaram no Credicard Hall, não lotado é claro, mas com público
significativo perante o dia, pois ir a shows em meio de semana na capital
paulista era algo que devia ser proibido, explico: trânsito intenso,
horário bem tarde para as pessoas que tem que acordar as seis da manhã
para trabalhar no dia seguinte, entre outros temas que poderiam ser
mais abordados, porém mudariam o foco dessa resenha.

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Pontualmente às 21h40min, os alemães
do Lacrimosa adentraram ao palco com uma disposição bastante interessante,
sendo a bateria que normalmente é colocada no meio do palco sendo
posicionada dessa vez no canto esquerdo, de quem olha a pista
de frente (igual ao show da banda Tribuzy, no mesmo local), dando
toques diferentes a apresentação. Os teclados do lado direito
ficaram bem à vista de todos e os guitarristas e baixista se movimentaram
para todos os lados dando dinâmica ao evento. Dessa forma, a banda
iniciou sua performance com uma introdução apoteótica e interessante,
cujo seu nome Lacrimosa Theme foi colocado de
forma bem característica, dando a sensação de ansiedade para os
fãs que entraram em êxtase com as primeiras canções. Peço perdão
aos fãs da banda, mas não conhecia bem suas músicas e também não
é um som que me agrade (apesar de ter a obrigação de ter me dedicado
mais sobre a banda), mas tenho de reconhecer a qualidade dos músicos
e de alguma de suas canções.
Apesar de Ich Bin Der Brennende Komet, primeira
música apresentada na sombria noite paulistana ter levantado os
presentes no Credicard Hall, já podiam ser escutados os gritos
de ‘Hammerfall, Hamerfall’ pelos seus ásperos e até certo ponto
mal educados fãs, que não respeitaram as pessoas que estavam ali
para ver a primeira banda. Enfatizarei minha opinião, o brasileiro
deve ser comportar melhor em eventos que tenham algo totalmente
diferente de seu gosto, pois só assim viveremos em uma sociedade
civilizada e com boas convivência entre todos, sem rachas e/ou
picuinhas, porém acredito que os produtores também tenham um bom
senso ao não colocar sons totalmente extremos na mesma noite,
não sendo um festival é claro. Ficam aqui os dois lados da questão,
seja educado e cordial nesses momentos, mas procure prestigiar
as outras bandas, pois você pode acabar gostando delas.
Schakal, Malina, Kelch
der liebe, Eine nacht in Ewigkeit e
Senses, foram alguns dos destaques do Lacrimosa
nessa noite. Tilo Wolf foi um dos destaques da banda, ficando
praticamente no meio do palco o tempo todo, mas dançando alegremente
e sem falar muito com o público, deu clima especial a apresentação
dos alemães. Enquanto parte do público aclamava pelo Hammerfall,
os fãs da banda Lacrimosa, com indumentárias e vestidos a caráter,
se deleitavam com belas canções de um dos pioneiros do estilo
heavy metal gótico. A banda ainda saiu e voltou duas vezes ao
palco, para os famosos “encores”, terminando a apresentação com
Srolzes Herz e Copycat.
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| Comentários
do show por Renata Petrelli: 'Eu que não conhecia muito
a banda, confesso que achei a parte instrumental bem interessante...
gostei bastante! A vocalista é muito boa cantora, e tem seu ar doce...
A prensença do vocalista achei pra lá de peculiar e exuberante...
Pro estilo que eles se adequam, o gótico, achei bem criativa e melhor
do que muitas bandas por aí do estilo.' |
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Agora sim, os fãs do Hammerfall finalmente
poderiam banguear e pular a vontade, pois após um curto intervalo
de cerca de meia hora de duração, podia-se ouvir uma típica introdução
de heavy metal e pude observar um belo palco, com a bateria no
meio do mesmo, bem alta e ao redor dela, diversos bumbos, onde
cada bumbo continha uma letra e que no final formava-se a palavra
Hammerfall (meio óbvio não é?), mas de qualquer forma, ficou bem
atraente ao olhar do publico em geral a bela disposição de palco.
Em seguida Joacim Cans (vocalista), Oscar Dronjak (guitarra) Stefan
Elmgren (guitarra), Fredrik Larsson – aliás, o novo e antigo baixista,
pois o mesmo foi um dos primeiros integrantes da banda – e Anders
Johansson (bateria) chegaram com tudo e mandaram ver com Threshold,
faixa-título do novo álbum, arrancando gritos de histeria das
mulheres e brados dos homens presentes. Templars Of Steel,
veio em seguida mantendo o ritmo e demonstrando uma energia que
já é peculiar dos alemães, além é claro de belos refrões, cantados
em uníssono por todos.
A canção a seguir tem um apelido que muitos já o conhecem, mas
que vou citar a seguir, a famosa música do chinelo rider (sem
propagandas para com a marca), Riders On The Storm,
do excelente Crimson Thunder, mostrou a todos como se faz um público
cantar todo o momento e pular sem se cansar, um dos grandes momentos
da apresentação, sem dúvida. Fury Of The Wild,
Blood Bound e Reign Of The Hammer seguiram
empolgando a todos e não deixando o clima cair, até que Renegade,
uma das melhores canções do Hammerfall, foi apresentada de maneira
magnífica pela banda.
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IMAGENS
DO EVENTO |
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Glory To The Brave, do álbum de mesmo nome se
mostrou perfeita ao vivo, arrancando aplausos dos presentes. The
Fire Burns Forever (música a qual fora gravada em homenagem
aos atletas suecos) se saiu muito bem ao vivo, apesar de achar
dispensável para o set list atual. Let The Hammer Fall
serviu de abertura para a excelente Crimson Thunder,
em minha opinião uma das melhores canções da banda. Last
Man Standing (uma surpresa, pois essa música foi disponibilizada
apenas em vídeo clipe na Internet, antes do lançamento da nova
coletânea da banda) se mostrou bastante interessante, porém mantendo
a mesma fórmula do Hammerfall original.
Antes de iniciar a próxima canção, Joacim Cans perguntou a todos:
‘essa música se chama Iron Maiden? Chama-se Manowar? Chama-se
Metallica? Não nós somos o Hammerfall!!!’, e
a música de mesmo nome é tocada gerando uma gritaria gigantesca
e aplausos gerais por parte do público, fechando assim a primeira
parte do show.
Os suecos retornam ao palco após serem aclamados por todos e apresentam
mais três músicas, Natural High, Heeding
the Call e Hearts On Fire, todas cantadas
em uníssono e com grande fervor pelo público paulista. A banda
sai do palco e agradece o suporte de todos, dizendo que na próxima
turnê voltará com certeza a capital do heavy metal mundial, ou
seja, São Paulo.
Saldo final: bom público, boas bandas e grande noite para quem
suportou a maratona de quinta feira na capital paulista. E que
venham mais eventos como este, para enaltecer e agradar ainda
mais aos brasileiros e principalmente, aos fãs de heavy metal. |
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| Comentários
do show por Renata Petrelli: 'Agora, falando de uma
banda que conheço muito bem e sou bem fã, foi um ótimo show como
de costume. A novidade ficou a cargo do baixista Fredrik Larsson
que foi muito bem aceito pela galera presente, boa presença de palco,
com certeza se sentiu em casa, já que é velho amigo do líder Oscar
Dronjak. A presença de palco unânime para Oscar, que mesmo sendo
a maior parte do tempo guitarra base, dá ar de guitar hero. Os caras
como sempre hiper simpáticos e bons bebedores de caipirinha, mandaram
muito bem nesse show, com certeza vou estar no próximo!' |
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IMAGENS
DO EVENTO |
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AGRADECIMENTOS
-
All Access pela realização do evento reunindo esses
dois grandes nomes da cena metal mundial, em especial a Andrea
Santos pelo suporte
-
Ariane da Assessoria de Imprensa CIE Brasil pelo
contato no que diz respeito a cobertura do evento
- Thiago Rahal
e Renata
Petrelli pela cobertura do evento |

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