DEEP
PURPLE
ABERTURA: MOTOROCKER
CURITIBA
MASTER HALL, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Incrível!
Maravilhoso! Sensacional! Faltam palavras para descrever o show do Deep
Purple em Curitiba. Por mais que a atual formação da banda não seja
considerada a melhor, eles provaram que continuam merecendo seu favoritismo.
Depois da decepção com o cancelamento da apresentação do grupo em 2003
(quando milhares de pessoas aguardavam em frente ao local, inclusive
várias excursões, e foram avisados de última hora de que não haveria
show) os fãs ficaram meio receosos de que acontecesse algum problema
novamente. Felizmente, desta vez tudo correu bem. Neste ano eles vieram
promover seu mais recente trabalho "Rapture Of The Deep",
mas também apresentaram várias músicas de discos anteriores.
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MOTOROCKER
O show estava previsto para começar às 21h,
mas o pessoal começou a chegar bem antes deste horário. Pouco
havia sido divulgado a respeito de banda de abertura, levando
a crer que o Deep Purple seria a única atração da noite. Porém,
alguns minutos depois das 20h, os curitibanos do Motorocker
subiram ao palco e começaram a apresentar músicas do seu álbum
recém lançado “Igreja Universal do Reino do Rock”.
Eles tocaram para um público bastante numeroso, mas muita gente
ainda estava na fila esperando para entrar. Enquanto isso, Marcelus
Motorocker (vocal), Luciano Pico (guitarra), Silvio Krüger (baixo)
e Juan Neto (bateria) estavam muito animados e souberam aproveitar
bem esta ótima oportunidade de divulgar seu trabalho. Entre
as músicas próprias que eles tocaram estavam Salve a
Malária, Blues do Satanás, Evil
Hound e a faixa título do cd. Também tocaram covers
do AC/DC, como Highway To Hell.
A platéia estava curtindo bastante a performance, mas foi só
eles demorarem um pouco para começar a música seguinte que os
mais impacientes começaram a chamar pela atração principal.
Marcelus não se intimidou, ainda incentivou o público a gritar
mais alto e reforçou o coro: "Deep Purple! Deep Purple!".
Logo em seguida eles executaram as últimas músicas e, assim
que terminaram, Marcelus desceu do palco e foi cumprimentar
o pessoal que estava na grade. Foi realmente um ótimo aquecimento
para o grande show que estava por vir.
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DEEP PURPLE
Durante o intervalo, a multidão que lotava
o Curitiba Master Hall mal conseguia conter a ansiedade de ver
seus ídolos. Por volta de 21h30m, Ian Gillan, Steve Morse, Don
Airey, Roger Glover e Ian Paice finalmente entraram no palco
causando grande euforia no público. O espetáculo começou com
“Pictures Of Home”. Uma ótima estrutura de som e iluminação
havia sido montada especialmente para o evento, deixando-o ainda
mais interessante. Em seguida executaram a nova "Things
I Never Said", que mesmo não sendo muito conhecida fez
a galera agitar. Depois vieram as clássicas “Into The Fire”
e “Strange Kind Of Woman”. Ian Gillan, de pés descalços, parecia
estar bem à vontade. Ele não se movimentava muito pelo palco,
mas cantava com bastante entusiasmo e interagia com o público
constantemente. Na seqüência eles tocaram a empolgante “Rapture
Of The Deep” e “Fireball”, que fez a galera vibrar ainda mais.
A aglomeração em frente ao palco era tanta, que alguns não suportavam
o calor e tinham que ser levados para um local mais arejado.
“Wrong Man” deu seqüência ao set e em seguida veio o longo solo
de Steve Morse. Durante aproximadamente dez minutos, o guitarrista
fez uma bela demonstração de seu talento. Ele tocou vários trechos
de músicas conhecidas, entre elas: “Sweet Child O’Mine” (Guns
N’Roses), “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin), “Purple Haze” (Jimi
Hendrix), “Strawberry Fields Forever” e “Day Tripper” (Beatles),
“Back In Black” (AC/DC), “Sweet Home Alabama” (Lynyrd Skynyrd)
e “House Of The Rising Sun” (The Animals). O público participou
o tempo todo batendo palmas e cantando os refrões. Morse continuou
mostrando sua habilidade durante a instrumental "The Well
Dressed Guitar". Depois veio a balada "When A Blind
Man Cries", que foi muito bem interpretada por Gillan,
seguida de "Lazy". "Kiss Tomorrow Goodbye"
foi a última das músicas novas que eles apresentaram.
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Logo após,
todas as atenções se voltaram para o tecladista Don Airey. Seu
solo incluiu trechos de “Aquarela do Brasil”, dos temas do Superman
e do Star Wars, entre outros, e ao final, com um som estrondoso
tirado do teclado que tremeu o Master Hall inteiro, ele emendou
a introdução de "Perfect Strangers". A platéia foi
ao delírio. Todo mundo cantou junto, gritou, pulou; pessoas
ligavam para os amigos que não puderam ir para compartilhar
a emoção de estarem presenciando aquele show. A euforia continuou
durante a sequência "Space Truckin'", "Highway
Star" e o eterno hit "Smoke on the Water". Foi
impressionante ver todos daquela imensa platéia cantando o mais
alto que podiam.
Logo após, os músicos saíram do palco e a platéia começou a
entoar o riff inicial de "Black Night". Eles voltaram
e, antes de atender ao pedido da galera, tocaram "Hush".
Foi durante esta música que Ian Paice fez seu solo curto, porém
eficiente. O público assistiu atento à performance do consagrado
baterista - único membro que permanece na banda desde que ela
foi fundada. Em seguida chegou a vez de Roger Glover roubar
a cena. O baixista esteve bem humorado durante todo o show e
cantou junto todas as músicas. Durante seu solo, foi a platéia
que demonstrou muito entusiasmo ao ver seu ótimo desempenho.
Por fim veio "Black Night", que fez a galera esquecer
do cansaço e agitar como se ainda estivesse no início do show.
Os músicos se despediram e agradeceram a presença do público,
que retribuiu com muitos aplausos e gritando o nome da banda.
Foram duas horas de show muito bem aproveitadas. Com quase 40
anos de estrada, o Deep Purple continua agradando e conquistando
um número crescente de fãs. Todos saíram muito contentes e orgulhosos
por terem presenciado aquela inesquecível apresentação.
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AGRADECIMENTOS
-
Seven Shows & Eventos por levar a capital paranaense
este verdadeiro ícone da música mundial e sustentar toda estrutura
montada no Curitiba Master Hall conforme requerido pela banda. Agradecimento
especial à Ana Paulla Righetto pelo
profissionalismo compartilhado com a Equipe Metal Revolution
-
Suelem Rocha, primeiro por obter todas informações
necessárias para acontecer esta cobertura, segundo pela paciência
no que diz respeito a confirmação do credenciamento e terceiro pelo
ótimo trabalho nesta matéria, tanto na parte gráfica quanto escrita |

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