DEEP PURPLE
ABERTURA: SHAMAN
HELLOOCH,
CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Há
40 anos, surgia na Inglaterra um grupo que se tornaria um dos mais admirados
e respeitados do mundo, o Deep Purple. Depois de quatro anos, eles gravaram
o que seria o maior hit da banda “Smoke On The Water”, considerado atualmente
um hino do rock. Desde então, a banda passou por várias mudanças de
formação, chegou a encerrar atividades, retornou mais tarde com força
total, e até hoje continua conquistando um grande número de fãs. Para
comemorar estas quatro décadas de uma carreira muito bem sucedida, eles
vieram a Curitiba brindar o público com mais uma grande apresentação.
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O palco do evento foi a Hellooch
e o dia escolhido foi um sábado (diferentemente da maioria dos
shows, que vêm ocorrendo em dias de semana). Isto facilitou
o comparecimento de quem só tem disponibilidade para sair nos
finais de semana. Porém, com a proximidade da vinda do Iron
Maiden à cidade (faltando apenas 9 dias para o show), imaginava-se
que muitos precisariam optar entre os dois e deixariam de assistir
ao Deep Purple. Mas, ao contrário do que se pensava, a casa
ficou cheia. Conforme divulgado, o início do show estava marcado
para 22h e a abertura ficaria por conta da banda Shaman. Cheguei
ao local às 21h30m e havia uma grande fila deslocando-se lentamente
para o interior da casa. Quando entrei, poucos minutos depois
das 22h, a casa já estava quase lotada e o público começou a
chamar pela banda principal. Então, descobri que eu (assim como
grande parte da platéia), havia perdido o show do Shaman.
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Não demorou para que Ian Gillan,
Steve Morse, Roger Glover, Ian Paice e Don Airey subissem ao palco,
já fazendo o público vibrar com Pictures Of Home.
Em seguida, eles executaram Things I Never Said,
Into The Fire e Strange Kind Of Woman.
Quem havia presenciado o show anterior, em novembro de 2006, já
foi percebendo as similaridades e fazendo comparações. O set list
permaneceu praticamente o mesmo. Porém, depois de Rapture
Of The Deep, veio uma música que eles não haviam tocado
da outra vez, Mary Long. Gillan não parecia estar
muito entusiasmado, mas interagia bastante com o público, sempre
agradecendo os aplausos. Já o baixista Roger Glover mostrou-se
novamente bastante animado.
Depois vieram Kiss Tomorrow Goodbye e Contact
Lost. Então, quem se tornou o centro das atenções foi
Steve Morse com seu Guitar Solo. O guitarrista
apresentou trechos de várias músicas amplamente conhecidas, como:
Purple Haze (Jimi Hendrix), Iron Man (Black Sabbath), Sweet Home
Alabama (Lynyrd Skynyrd) e Sweet Child O’Mine (Guns N’Roses).
Logo após ele emendou The Well Dressed Guitar.
Na sequência veio The Battle Rages On, outra
que eles não haviam executado em 2006.
A platéia, que não vinha participando com muita freqüência, foi
começando a ficar mais agitada. O show prosseguiu com Lazy
e um belo Keyboard Solo de Don Airey.
Ele tocou trechos de Aquarela do Brasil, Mr. Crowley (Ozzy), dos
temas do Superman e do Star Wars, entre outros. Assim como o solo
de Morse, este foi bem parecido com o apresentado da vez anterior.
Em seguida eles incendiaram a platéia com Perfect Strangers.
Todo mundo pulou, vibrou e cantou junto. A empolgação da galera
continuou com Space Trucking e aumentou ainda
mais com Highway Star. Antes de deixarem o palco,
eles levaram a platéia ao delírio com Smoke On The Water.
Do iníco ao fim da música, todos participaram! Depois de uma saída
rápida, eles logo voltaram para encerrar o show com Hush,
durante a qual Paice fez um ótimo solo, e Black Night,
uma das mais esperadas. O espetáculo
durou pouco menos de duas horas.
A platéia, composta de crianças, jovens adultos, incluindo famílias
inteiras, parece ter saído satisfeita. Mais uma vez, o Deep Purple
provou que continua sendo, merecidamente, admirado por uma grande
legião de fãs. |
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AGRADECIMENTOS
-
Assessoria Imprensa Hellooch na
pessoa de Ana Paula, pelo profissionalismo
sempre demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
-
Suelem Rocha pelo trabalho gráfico e escrito que ilustram
esta matéria, a primeira de muitas contribuições em 2008 |

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