ABERTURA:
SEVENTH SEAL
HANGAR 110,
SÃO PAULO - SP
Review por Thiago Rahal - Edição por André Luiz
Fotos por Renata Petrelli (metalrevolution.net)
Hangar
110, um local mais conhecido pelos apreciadores do punk, do thrash e
do death metal recebeu um público diferente, mas não menos empolgante
do que costumamos ver em eventos desse tipo na capital paulista. Marcado
para um sábado frio, o grupo Circle II Circle aportou em São Paulo para
realizar um dos melhores shows do ano. Cheguei ao local por volta de
19hs e percebi uma grande fila na entrada do Hangar, estando muitas
das pessoas presentes trajadas com camiseta do Savatage – um grupo que
teve seu fim e recomeço anunciado diversas vezes pelo seu mentor Jon
Oliva – e que a partir dessa parada momentânea, o fantástico vocalista
Zakk Stevens resolveu seguir a diante montando um conjunto com características
parecidas, mas por hora mais pesado e com outras influências dentre
elas, o Hard Rock. Apesar de o público ter sido muito bom, cerca de
600 pessoas acredito que os produtores do evento esperavam casa cheia
o que não aconteceu, porém os headbangers não falharam e fizeram jus
à fama de São Paulo.
 
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Por volta de 20h30m,
os paulistas do Seventh Seal subiram ao pequeno e aconchegante
palco do Hangar 110. Tendo lançado seu último álbum em 2007,
o ótimo Days of Insanity o grupo que tem influências do power
metal alemão e do heavy melódico se saiu bem, apesar de que
em alguns momentos o vocalista Ricardo Peres teve problemas
com o microfone. Destaques para as músicas Trial Images,
King Of Lies, Souls Reaper e
Pleasure Of Sin. O grupo que ainda conta com
Thiago Claro (G), Affonso Jr. (G), Darcio Beer (B) e Rodolfo
Salviato (D), fez brincadeiras com o fato de estarem “virados”,
pois não dormiram a noite anterior porque estavam com “gente
da pesada”, caindo na gargalhada com o público.
O que realmente gosto dos eventos no Hangar 110 são as pontualidades
dos shows, pois a maioria do público que freqüenta o local utiliza-se
do metrô e para isso os eventos teriam que terminar por volta
de meia-noite. Por incrível que pareça, quase sempre isso acontece,
um ponto positivo para a casa e seus organizadores. Pois bem,
a banda mais esperada da noite, os americanos do Circle II Circle
capitaneados pelo fabuloso Zakk Stevens, teve uma recepção pra
lá de calorosa pelo público paulista. All That Remains,
do álbum The Middle Of Nowhere, lançado em 2005 abriu a apresentação
de uma forma contagiante, pois todos cantavam seu refrão em
alto e bom som. Sea Of White, uma das poucas
do excelente debut Watching In Silence, mostrou o peso e toda
a presença de palco dos músicos presentes.
O público já estava nas mãos do vocalista que brincava a todo
o momento com seus fãs, assim como a banda que parecia realmente
estar feliz por se apresentar em terras brasileiras. Antes da
apresentação de São Paulo algo me inquietava bastante, pois
segundo relatos o grupo contava com cinco pessoas, sendo que
nos álbuns de estúdio eram seis. Para surpresa minha o baixista
Mitch Stewart foi o encarregado dos teclados e pianos da apresentação.
Seria uma forma de cortar custos para trazer a banda? Ou pelo
fato de o grupo estar tocando músicas mais pesadas ao vivo,
que não demandam tanto de orquestrações e ou samplers? Fica
a dúvida, mas eu digo para vocês leitores do Metal Revolution,
isso não influenciou em nada no quesito empolgação e energia
banda/público. Baseando-se na segunda indagação, percebe-se
que no set list da turnê sul-americana nada mais, nada menos
que oito canções do novo álbum foram apresentadas, um fato inusitado
e interessante.
Darkness Rising e So Many Reasons seguiram
o fluxo natural do show quebrado por um Drum Solo bem
executado pelo ótimo Tom Drennan, mas desnecessário na minha
opinião. Sempre fico com a impressão de que solos deste tipo
poderiam ter sido trocados por outras músicas, mas o público
em geral aplaudiu tal demonstração de técnica e presença de
palco. Heal You e Live As One,
ambas canções do Burden of Truth, de 2006 mostrou aos fãs toda
a musicalidade latente de Zakk Stevens. Em dado momento da apresentação,
o vocalista soltou a seguinte frase: “São Paulo, vocês são DO
CARALHO”, algo inusitado e que foi bradado por todo público.
Quem estava passando ao lado do Hangar 110 não deve ter entendido
nada do que estava acontecendo... Destaques para o Guitar
Solo realizado por Andrew Lee, literalmente uma performance
digna de aplausos. Dead Of Dawn e Forever
fecharam a primeira parte do evento que até o momento
só contava com canções do Circle II Circle, mas os fãs paulistas
mal podiam esperar pela surpresa que os esperariam.
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Eis que, após o famoso “bis”, Zakk Stevens
e o baixista/tecladista Mitch Stewart voltaram ao palco e executaram
de forma acústica duas músicas que os fãs pediam intensamente,
sendo elas: Watching In Silence e If
I Go Away. A partir daí os fãs órfãos de Savatage puderam
se deleitar com clássicos de primeira grandeza, algo inesquecível
para qualquer pessoa que curtiu aquela época mágica. He
Carves His Stone e Follow Me do álbum
Edge of Thorns formaram um medley interessante, pois pude perceber
algumas lágrimas em poucos fãs que estavam ao meu lado, algo que
só a música pode proporcionar. Taunting Cobras,
do clássico Handful of Rain e para mim uma das canções com alcance
vocálico mais intricado de Zakk Stevens incendiou de vez o Hangar
110. Edge Of Thorns, clássico radiofônico do
Savatage e com um refrão pegajoso foi cantado em uníssono pelos
fãs que mostraram mais uma vez o porquê de São Paulo ser a capital
do Heavy Metal brasileiro. Eis que, numa das inúmeras brincadeiras
Zakk Stevens troca de lugar com o baterista Tom Drennan e realizam
um tributo ao AC/DC com a música T.N.T.. O vocalista
até que levou jeito na bateria, mostrou ser um músico de mão cheia,
um ponto positivo para o mesmo. Ao fim da apresentação a banda
seguiu para a platéia e distribuiu autógrafos e tirou fotos com
os fãs, um sinal de respeito e simpatia para com as pessoas. Fico
na expectativa para que o grupo volte ao Brasil por mais vezes,
só que dessa vez, peço aos produtores para trazerem um pacote
excepcional contendo o Jon Olivas Pain e o Circle II Circle juntos,
pois os fãs do Savatage com certeza agradeceriam e lotariam os
shows com todo o entusiasmo e alegria que só nós brasileiros podemos
proporcionar. |
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AGRADECIMENTOS
-
Assessoria Overload Reocrds na
pessoa de Gustavo Garcia, pelo profissionalismo
demonstrado junto a Equipe Metal Revolution
-
Colegas
de imprensa e público em geral com o qual tivemos contato neste evento,
em
especial ao Flávio Hopp, Ricardo Zupa, além do pessoal com quem conversei
durante o evento e pra variar não sei o nome rsss
-
Renata Petrelli pelas várias fotos que ilustram esta
matéria
- Thiago Rahal pelo trabalho
na parte escrita desta cobertura |

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