BLIND GUARDIAN
ABERTURA: LIVING GARDEN
HELLOOCH, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Depois de passar por outras quatro cidades brasileiras, os alemães do Blind Guardian chegaram a Curitiba para divulgar seu novo álbum “A Twist In The Myth”. O show aconteceu na Hellooch (antigo Moinho São Roque), que foi totalmente reformulada e apenas recentemente começou a abrir suas portas para grandes shows internacionais. Os fãs estavam bastante ansiosos para ver seus ídolos de perto e já os aguardavam na fila desde cedo.

Living Garden - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)Blind Guardian - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Eram pouco mais de 22h30m quando o grupo curitibano Livin Garden começou a tocar. Trata-se de uma banda nova, com aproximadamente um ano de existência. Os integrantes Gabriel Canoro (baixo/vocal), Daniel Dória (Guitarra), Francisco Kozel (Guitarra) e Vinni Zanni (bateria) apresentaram quatro de suas músicas próprias, que foram relativamente bem recebidas pelo público. Mas foi com os covers de Metallica (Sad But True) e Judas Priest (Diamonds And Rust e Eletric Eye) que eles conseguiram maior participação da platéia. Terminado o show, começou a aglomeração dos fãs junto ao palco.
O pessoal que estava em outros ambientes da casa também foi se juntando ao público e todos pediam insistentemente pela principal atração da noite. Após uma longa espera, surgiu nos telões um clipe de apresentação da Helloch, mostrando sua estrutura e serviços oferecidos. No início a galera até prestou um pouco de atenção, mas não demorou pra começarem a jogar garrafas de água e outros objetos no telão, além de gritarem pela banda alemã. Assim que terminou o clipe, chegou o momento tão esperado.
Ao som da intro War of Wrath, abriram-se as cortinas e os fãs já puderam ver Hansi Kürsch (vocal), André Olbrich (guitarra), Marcus Siepen (guitarra), Oliver Holzwarth (baixo), Frederik Ehmke (bateria) e Michael Schüren (teclado) no palco. Logo de cara eles já incendiaram a platéia com a empolgante Into The Storm. A vibração continuou quando Hansi anunciou a próxima: Born In A Mourning Hall. Vale destacar a ótima estrutura de som e iluminação que contribuíram para a qualidade e beleza do show. O potente sistema de ventilação também ajudou muito, fazendo com que o calor se tornasse suportável.
Em seguida veio Nightfall, que a galera acompanhou com palmas e cantando junto. Depois foi a vez de executarem uma do novo álbum, a contagiante Fly, inspirada na história de Peter Pan. E o público continuou participando intensamente.

Blind Guardian - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
Blind Guardian - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Living Garden - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)Blind Guardian - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
As próximas foram The Script For My Requiem e Time Stands Still (At The Iron Hill), que narra o duelo de Fingolfin e Morgoth. E então, para surpresa de todos, eles tocaram uma música que não fez parte do set list nas outras cidades brasileiras, a Banish From Sanctuary. Ninguém ficou parado! O vocalista inclusive elogiou a boa receptividade do público. Em seguida ele anunciou a nova This Will Never End.
Na seqüência vieram mais duas que foram privilégio dos curitibanos, Lord Of The Rings, que todo mundo cantou junto e Punishment Divine, que também foi acompanhada com muito entusiasmo. Então, Hansi anunciou o que seria o final do show. Elogiou mais uma vez a platéia, disse que pretendem voltar logo para o Brasil e que havia escolhido uma canção especial para aquele momento: And There Was Silence. Por ser muito longa (aproximadamente 15 minutos de duração), nem todos os fãs acharam uma boa escolha, mas a grande maioria agitou bastante.
Assim que terminou, eles saíram do palco. A platéia começou a gritar “Guardian, Guardian” e pedir as músicas que queriam. Como esperado, eles voltaram e já mandaram a empolgante Imaginations From The Other Side. A casa estava cheia e, apesar do cansaço, a galera continuou vibrando com muita energia. Logo após veio aquela que contou com a participação da totalidade do público: The Bard’s Song. Foi impressionante ver todo mundo batendo palmas e cantando o mais alto possível. Pra fechar, eles tocaram Mirror Mirror, que também foi um dos pontos altos da noite. E desta vez a apresentação realmente chegou ao fim.
Os fãs não queriam acreditar que eles deixariam outros grandes sucessos de fora, mas foi o que aconteceu. Por este motivo algumas pessoas saíram criticando o show, mas ainda assim a maioria concordou que foi um grande espetáculo.

Blind Guardian - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

AGRADECIMENTOS
- Assessoria de Imprensa Hellooch na pessoa de Ana Paula Flores, a qual demonstrou total profissionalismo durante este curto tempo de relacionamento com a Equipe Metal Revolution
- Suelem Rocha pelo trabalho no início da temporada de shows em Curitiba, a qual leva nas costas a responsabilidade de cordenar as coberturas de eventos na capital paranaense