CREDICARD
HALL,
SÃO PAULO - SP
Review por Thiago Rahal - Edição por André Luiz
Fotos por Renata Petrelli (metalrevolution.net)
& DarkSide (darkside.ru)
Quando
no começo desta década o vocalista e líder do grupo alemão Edguy, mais
conhecido como Tobias Sammet, teve a brilhante idéia de criar uma opera
metal – o que na época se tratava de uma grande novidade –, o mesmo
não acreditava que este projeto alcançaria o sucesso estrondoso obtido.
A partir daí o nome Avantasia fincou-se nos anais da história metálica
européia e mundial, calcado no Power Metal alemão com orquestrações
e toques diferenciados, as duas primeiras obras intituladas de “The
Metal Opera - Part I e II” alcançaram um sucesso tão grande que os fãs,
órfãos de shows pediam insistentemente ao seu líder para que realizasse
uma turnê com todos os convidados e monstros do Heavy Metal mundial.
Eis que convencido por Sascha Paeth e sua gravadora, Sammet resolveu
lançar um terceiro álbum para o Avantasia. The Scarecrow, lançado em
2008 e um pouco diferente dos anteriores, principalmente por ter uma
pegada mais Hard Rock colocou o projeto novamente nas paradas e, enfim
na estrada. Com um line-up diversificado o Avantasia aportou em São
Paulo tendo como vocalistas os brilhantes André Matos, Jorn Lande, Amanda
Sommerville e Claudy Young, além de Tobias Sammet, do guitarrista Oliver
Hartmann que também cantou em algumas canções, do produtor Sascha Paeth
que fez seu papel nas guitarras, de Robert Hunecke-Rizzo no baixo, do
baterista alemão Felix Bohnke e do monstro nos teclados Michael "Miro"
Rodenberg.

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Cheguei ao Credicard
Hall por volta de 19hs e percebi uma enorme fila em frente ao
local, através da qual constatei que o evento se não lotado,
estaria bem cheio. Retirei minha credencial e parti confiante
de que veria um acontecimento histórico e não me arrependi,
pois quem não foi simplesmente perdeu (obs: praticamente todos
os web sites não tiveram permissão para tirar fotos, na área
que sempre é reservada para isso). Por volta de 20h15m, Twisted
Mind, música de abertura do novo álbum já era executada com
perfeição, um som cristalino e poucas vezes escutado no Credicard
Hall – uma casa que alterna altos e baixos no quesito qualidade
sonora – o que causou no público em geral uma euforia contagiante.
Pude perceber uma produção digna de elogios, onde os vocalistas
saiam de várias partes do palco, correndo e pulando muito empolgados.
The Scarecrow, veio em seguida e contou com a primeira participação
da noite, do brilhante Jorn Land que apareceu no palco de uma
maneira teatral e interessante de se ver. Até agora, somente
músicas cadenciadas e com ótimos riffs, mas o público pedia
por músicas mais rápidas e Tobias sabia disso. Another Angel
Down, do novo álbum e ainda com Jorn Land dividindo os vocais
trouxe de volta aquela energia que só bandas com este estilo
conseguem trazer ao público em geral.
Reach Out For The Light, esta da primeira parte do The Metal
Opera foi com certeza uma das mais aclamadas da noite e mostrou
um André Matos animado, seguro de si e com uma performance vocal
estupenda, algo que eu não via desde os tempos da primeira turnê
do Shaman. Os duelos entre André e Tobias foram interessantes,
mas os dois demonstraram uma humildade fora do comum dando os
espaços para cada um mostrar o seu valor. Inside, uma balada
que parece ter sido feita especialmente para o vocalista brasileiro,
foi cantada em uníssono por toda a platéia presente, algo comovente
e tocante para os músicos presentes. Em determinado momento,
André Matos explicou para o público que ele era o único brasileiro
nesta equipe do Heavy Metal mundial e que por isso, era um motivo
de orgulho estar se apresentando em São Paulo. O cantor ainda
alfinetou os políticos brasileiros dizendo, “pelo menos isso
nós fazemos de bom”. No Return, outra canção mais rápida e que
combinam perfeitamente com os agudos do ex-vocalista das bandas
Angra, Shaman e Viper, levantou o público novamente que até
então, parecia não acreditar no que estava vendo. The Story
Ain't Over, mais uma do novo álbum e com um toque especial de
Tobias Sammet, pois o cantor alemão está se especializando em
músicas deste tipo, ou seja, canções radiofônicas e belas. O
público estava vidrado no evento, além de participar sempre
das músicas, seja cantando ou batendo palmas todos estavam ali
somente por uma coisa, se divertir, até que Shelter From the
Rain que teve como ponto alto o guitarrista e também excelente
cantor Oliver Hartmann duelando com André Matos e Tobias Sammet.
Antes de anunciar a próxima canção, Tob enfatizou que algumas
pessoas na Europa falaram muito mal desta música e disse que
sabia que os brasileiros gostavam desse tipo de canção, ou seja,
Lost in Space faixa título do EP que antecedeu o álbum The Scarecrow.
Cantada em alto e bom som, o público parece ter agradado ao
mentor do projeto que se sentiu realizado, ao concretizar um
sonho antigo. I Don't Believe in Your Love sintetizou uma breve
introdução para Avantasia, uma das canções mais conhecidas e
aclamadas do projeto. Deixou todos os músicos atônitos com a
presença do público, que cantou em uníssono. A seguir, Jorn
Land ganhou um pouco mais de destaque no evento e cantou ao
lado de Tobias Sammet Serpents in Paradise e Promised Land,
duas músicas que cairiam bem para André Matos, mas acredito
que foram bem escolhidas para Jorn, pois ele não deixou a desejar
no quesito agudos e ainda deu sua característica única a estas
canções que fecharam a primeira parte do show em grande estilo.
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| The
Toy Máster, uma das melhores canções de todo o projeto Avantasia
e que no disco foi cantada por Alice Cooper, teve um apelo teatral
mais diferenciado das outras músicas da noite. Tobias Sammet entrou
a caráter e encarnou o vocalista americano de uma maneira surpreendente,
grande performance e energia. Até agora as vocalistas Amanda Sommerville
e Claudy Young se limitavam a realizar os backing vocals e de
agitar o público com sua presença de palco, mas em Farewell a
vocalista Amanda fez um dueto belíssimo com Tobias, um dos pontos
altos do show sem dúvida nenhuma. Ao escutar os primeiros acordes
de Sign Of The Cross o público enlouqueceu de vez e cantou os
primeiros versos na íntegra, deixando Tobias Sammet sem palavras.
Neste momento o líder e cantor do Avantasia apresentou todos os
integrantes do grupo e emocionado, avisou aos paulistanos que
este show tinha sido o melhor de toda a turnê mundial. Para terminar
com chave de ouro e emendado com Sign of the Cross, a música The
Seven Angels se juntou ao clima perfeito que estava instalado
no Credicard Hall, terminando assim um evento que ficará na história
do heavy metal brasileiro e na memória dos fãs que presenciaram
este show. “Do caralho”, essa é a expressão mais apropriada para
marcar este show, dita inclusive por Tobias Sammet que desconcertado
por não entender nada do que estava dizendo (culpa de André Matos,
que esperto fez a brincadeira com o músico alemão), aplaudiu a
platéia que gritou bem alto “DO CARALHO”. |
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AGRADECIMENTOS
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All Acess pela realização do evento
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Deus (mesmo eu, André Luiz, sendo ateu), por conselho
da assessora de imprensa Luciana Stábile, pela equipe Metal Revolution
estar credenciada para cobrir o evento
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Colegas
de imprensa e público em geral com o qual tivemos contato neste evento,
em
especial ao Flávio Hopp, Ricardo Zupa, pessoas presentes no hotel
junto aos integrantes do projeto e aos próprios músicos sempre cordeais
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Renata Petrelli e Thiago
Rahal pelo trabalho na parte escrita/gráfica
DESCULPAS
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Ao
público acostumado com grandes
coberturas fotográficas do Metal Revolution pela ausência de imagens
do show em si, segundo assessoria, a pedido dos produtores do evento |

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