VITÃO BONESSO

17/02/2007 - por Thiago Rahal

Apresentador/produtor da Rádio Backstage, baterista do Eletric Funeral (Black Sabbath Cover), colunista da revista Roadie Crew, estes são alguns dos trabalhos durante anos de dedicação à música pesada dessa personalidade do meio heavy, o qual em entrevista exclusiva fala sobre sua trajetória e planos para o futuro.

Thiago Rahal - Primeiro de tudo, gostaria de saber quando você decidiu que transformaria o Backstage em uma Rádio na Internet?
Vitão Bonesso -
Um ano antes de minha saída da Brasil 2000 eu comecei a pesquisar a respeito. Passei a acompanhar mais de perto o desenvolvimento das web rádios tanto nos Estados Unidos como na Europa, e achei que aquele caminho era o mais correto frente a tanta inoperância das rádios convencionais em se tratando de Rock. Porém a tecnologia além de não ser tão confiável, também era cara. Em junho de 2005, devido aos andamentos internos da Brasil 2000, decidi começar a idealizar a Rádio Backstage, a tecnologia havia barateado em termos, mas a eficiência das empresas que prestavam esse serviço melhoraram bastante. Quando sai da Br 2000, em janeiro de 2006, foi preciso somente mais um mês para colocar ela no ar, e isso aconteceu no dia 13 de fevereiro.

Thiago - Qual a principal diferença que você notou do seu público na rádio fm e o da Internet?
Vitão -
São várias as diferenças. Como a rádio pode ser ouvida em todo o Brasil (e mundo), rolou uma euforia, já que muitos sabiam da existência do programa, mas nunca tinham ouvido. Aqueles que acompanhavam pela Br 2000, numa maioria aprovaram, outros chiaram, já que não podiam mais ouvir o programa no rádio. Enfim, de 2 horas semanais passamos para 24 horas diárias, onde se pode ouvir todas as tendências, incluindo lançamentos, exclusividades, raridades, etc., tudo com a assinatura do Backstage. Acho, assim como muitos acharam, uma boa troca. Mas concordo que existe ainda uma falta de habito de se ouvir rádio na internet, uma barreira que aos poucos esta cedendo.

Thiago - E quais as mudanças que você conseguiu proporcionar aos ouvintes na Internet e que antes no rádio eram impossíveis?
Vitão -
Bom, só pelo fato de você poder ouvir 24 horas de programação dedicados ao estilo, sendo que no mínimo 12 horas você não ouve nada repetido, já é uma grande mudança. Poder ouvir um Deep Purple que não seja Smoke On The Water ou mesmo Burn, ouvir um Kiss que não seja Rock´n´Roll All Nite, ouvir um Led Zeppelin que não seja Black Dog, entre outros vícios que as rádios convencionais impõe aos seus pobres ouvintes. Mostrar, por exemplo, várias musicas do novo cd. do Iron Maiden, já em versões ao vivo, entre outras coisas que simplesmente seria impossível nas rádios convencionais. Mas o mais legal é ouvir um AC/DC, sem o medo de na seqüência deparar com um Capital Inicial, ou alguma abobrinha do gênero (rs)

Thiago - Falando um pouco sobre a Internet, todo mundo sabe que os discos vazam nos famosos programas P2P no mínimo um mês antes de seu lançamento oficial, o que você pensa a respeito?
Vitão -
Acho muito ruim. Imagine você sendo o artista e saber que aquele trabalho que demorou meses, ou até anos pra ficar pronto, teve seu lançamento literalmente furado por algum divulgador ou mesmo alguém que você julgava seu amigo e confiou a ele aquela cópia promocional, ou mesmo uma demo, e o sujeito simplesmente coloca na net. É algo triste, se você pensar como se fosse o dono da obra. Muitos comemoram é claro, mas acredito que qualquer pessoa em sã consciência deva pensar isso.

Thiago - Acredito que isso deve prejudicar um pouco o seu programa, já que mesmo você colocando uma novidade no ar pouco antes do lançamento, a maioria das pessoas já possui o disco inteiro em mãos, estou correto?
Vitão -
As vezes sim, as vezes não... Tem ocasiões que arrumo tanto lançamentos como Bootlegs bem antes de alguém soltar na net. Costumo receber muitos promos antes disso acontecer, da mesma forma que a coisa pode vazar antes também.

Thiago - O programa Backstage está no ar desde 1988 e, já passou por diversas mudanças na programação. Quais as maiores dificuldades de se ter um programa de rádio no Brasil?

Vitão - Sem dúvidas é você ter que agüentar as opiniões e sugestões idiotas dos coordenadores e donos das emissoras, que em sua maioria (se não totalidade), não passam de um bando de imbecis, que de música não entendem absolutamente nada. Nem mesmo arrumar um patrocinador é tão ruim quanto você chegar para um coordenador e dizer só de sacanagem: "... cara, você não vai acreditar... acabei de arrumar o novo show da Inezita Barroso ao vivo no Budokan em primeira mão!", e o babaca do coordenador dizer: "... nossa que legal... coloca isso no ar o quanto antes!"... só de lembrar me dá náuseas (rs).

Thiago - Qual entrevista que você realizou e teve a maior repercussão?
Vitão -
Nossa... várias !!! Com o Ritchie Blackmore, Dio, Coverdale, Robert Plant, Ian Paice, várias com o Iron Maiden e Bruce Dickinson, Geddy Lee, Jon Oliva. foram várias...

Thiago - Qual artista que fez corpo mole pra dar entrevista e qual você se surpreendeu ao entrevistá-lo?
Vitão -
Cara das cerca de 250, ou mais que fiz, o Tony Martin quis dar uma de importante e acabou ouvindo o que não queria. O cara não estava afim de responder as perguntas e mandei o cara a merda e desliguei o telefone. Logo em seguida o cara da gravadora me ligou perguntando o que havia ocorrido. Eu disse que o sujeito estava com uma má vontade dos infernos e desliguei. Foi engraçado porque o cara da gravadora (na Inglaterra), ficou puto, pediu desculpas e disse que ia fazer o Martin ligar de novo. Deu uns 15 minutos e o Tony voltou a ligar pedindo desculpas, dizendo que estava com problemas e bla bla bla... Pô, até eu fiquei constrangido. Gravei a entrevista mas nem coloquei no ar... acabou ficando uma porcaria (rs). O Glen Danzig foi outro que eu simplesmente chamei o diretor da gravadora aqui no Brasil e disse: "Tira esse anão daqui agora ..." ... sujeitinho intragável... O Michael Weickat do Helloween é outro que se acha super-estrela. A entrevista era ao vivo e no final eu e o Andi Deris acabamos zoando ele o tempo todo, ficou engraçado.

"Imagine você sendo o artista e saber que aquele trabalho que demorou meses,
ou até anos pra ficar pronto, teve seu lançamento literalmente furado por algum
divulgador ou mesmo alguém que você julgava seu amigo e confiou a ele aquela cópia
promocional, ou mesmo uma demo, e o sujeito simplesmente coloca na net (...)
acredito que qualquer pessoa em sã consciência deva pensar isso"
- Vitão Bonesso

Thiago - Você também é colunista da revista Roadie Crew e, tem uma página dedicada ao Backspage. Como surgiu o convite? Nesta coluna você deixa claro que o que escreve é a sua opinião, como no caso do novo álbum do Iron Maiden. Porque decidiu escrever sobre ele em sua coluna? Os fãs da banda, considerados os mais chatos do mundo reclamaram de suas palavras?
Vitão -
Comecei a escrever pra RC em 1997, depois que o Cláudio Vicentim me procurou para que eu cedesse a ele uma enttrevista que eu havia feito com o Iron Maiden... acho que teve uma com o Malmsteen também. Depois disso foi criada a coluna Backspage, que dá um trabalho imenso, já que são assuntos diferentes a cada edição. Tem vezes que faltando menos que um dia pra entregar a matéria, eu ainda não sei o que escrever. Chego a ficar em pânico, mas sempre me livro (rs). Sobre o Iron Maiden eu escrevi porque muitos leitores e ouvintes da rádio querem saber da minha opinião. Fico muito honrado com isso, já que as pessoas acham que a maioria dos responsáveis em fazer um review de um disco do Maiden, se cagam todo em falar algo que seja negativo. E o pior, isso é verdade. Por isso fiz aquela matéria. Para comentar sobre o Maiden é necessário pelo menos uma página. De forma alguma malhei o disco, e sim somente frisei alguns detalhes que passam desapercebidos dos fãs mais desesperados. Achei que iam chover milhares de e-mails me detonando, mas fiquei surpreso com o retorno das pessoas, a maioria concordando e mesmo aqueles que discordaram, foram extremamente simpáticas em discordar de alguns pontos, assim como concordar, ao mesmo tempo em que davam suas próprias opiniões. Achei bastante saudável! Com relação aos fãs chatos, como disse na matéria, os fanáticos que se explodam.

Thiago - O que você acha sobre a mídia especializada em Heavy Metal/Hard Rock no Brasil? As revistas estão perdendo o espaço que tinham tempos atrás para os sites da internet ou é algo relativo?
Vitão -
Acho relativo. Acho que existe espaço para todos os tipos de mídias. Hoje em dia a sessão "news" das revistas se mostram um tanto atrasadas por causa dos sites na net. Tudo que você lê ali já esta na boca do povo. Porém as entrevistas, dependendo do entrevistador, pode ser conduzida de forma que dê uma credibilidade única a alguma publicação, assim como os reviews de shows. Eu acho que, com alguma imaginação aliado a talento se pode fazer uma revista com muitos atrativos, sem a preocupação da concorrência da net.

Thiago - E sobre a grande mídia, quando as bandas do estilo conseguem o espaço merecido normalmente não se tem o respeito pela banda. Recentemente o Deep Purple foi entrevistado pelo Jô Soares e fiquei indignado com as perguntas feitas pelo mesmo, onde pela milésima vez ele perguntou sobre o nome de Smoke On The Water. O que pensa a respeito disso?
Vitão -
O que se pode pensar sobre isso? É lastimável!. Ainda mais que foi a segunda vez que a banda apareceu por lá e a assessoria do Jô mais uma vez deu um exemplo de falta de respeito e competência ao elaborar uma pauta que não prestou nem pra limpar a bunda. A primeira vez eu estava lá e fiquei roxo de raiva. Nessa segunda oportunidade eu quase chutei a televisão. Lamentável... extremamente lamentável e triste.

Thiago - Falando ainda sobre o Deep Purple, você já os entrevistou em seu programa diversas vezes, assim como David Coverdale (Whitesnake, ex-Deep Purple). Como foram essas entrevistas e você tem algum fato curioso a nos contar sobre eles?
Vitão -
Olha, você não tem idéia da emoção de entrevistar aqueles que você tem como ídolo. Eu sou de uma época em que comecei a ouvir o Deep Purple em 1972. Imaginar um dia conhecê-los pessoalmente, trocar e-mails, tomar cerveja junto, ter algum deles a minha frente em meu programa, era algo inatingível. Em 1991 quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez eu fiquei em transe por 1 mês. Nos anos 70 e boa parte dos 80, imaginar ver de perto o Tony Iommi, o Ronnie Dio, Ian Gillan, caras que tem horas e horas de história pra contar, era mesmo um sonho. Por isso o impacto de deparar com esses heróis na sua frente é incomparável. Histórias existem aos montes, desde as mais remotas como a mais recente. Eu levei o Bruno Sutter do Massacration para ver o show do Purple no Tom Brasil. O sonho do cara era tirar uma foto com o Gillan. Ok, vamos lá. Ao chegar o roadie do Ian Paice nos levou para um dos lados do palco. Mais uma vez a emoção é fantástica. No meio do show o Paice notou que eu estava ali, e entre uma música e outra saiu rapidamente da bateria e veio até mim para me dar um abraço... Porra cara, é foda!!! São meus heróis de infância e é uma alegria enorme vê-los em ação ainda hoje com tanta garra.


Thiago - Você tem uma banda cover do Black Sabbath chamada Electric Funeral e, eu tive a oportunidade de vê-los na abertura para o Wasp na Via Funchal e realmente fiquei impressionado com a banda. Quem teve a idéia e como surgiu o conjunto?

Vitão - Obrigado! A idéia surgiu em 88. Eu e o Hélcio Aguirra do Golpe de Estado resolvemos montar uma banda que fizesse um tributo ao Black Sabbath, e estamos ai há 18 anos. Desde a formação da banda, eu sou o único que esta desde o início.

Thiago - Recentemente Andréas Kisser se juntou ao Electric Funeral e, até agora fez a maioria dos shows com vocês. Como surgiu o convite e se os shows com um dos maiores e mais influentes guitarristas do Brasil, estão se saindo bem e dinâmicos?
Vitão -
Cara, eu conheço o Andréas desde 88. A gente era do ABC, e ele sempre aparecia em casa depois das viagens com o Sepultura pra saber das novidades e dos últimos lançamentos. A gente sempre foi bastante amigo, mas da minha parte procurava sempre respeitar o cara em relação ao Sepultura, nunca misturando as estações. Aquele show da Via Funchal foi o último com o Marcelo Schevano que teve que deixar a banda para se dedicar a sua carreira. Naquela noite o Andréas topou fazer uma participação com a gente em Sabbath Bloody Sabbath e uma semana depois eu o encontrei no Blackmore e ele veio falar da banda, que achava legal e tudo mais. Foi aí que eu disse que a gente estava trás de um novo guitarrista. Na hora ele me olhou com cara de espantado e disse: "... Caralho! Sério??? Vamu ai Vitão!"
Na hora eu caí na gargalhada, e até perguntei a ele o que ele tinha bebido... Achei que ele estava brincando, mas ele insistiu. Dois dias depois falei com ele por telefone e ele reafirmou o desejo de se juntar a banda... e já faz mais de um ano que ele esta com a gente. O resultado não poderia ser melhor, sem contar que a gente se diverte pra caralho, além da seriedade que existe em interpretar os sons do Sabbath.

Thiago - Sobre o Black Sabbath, você foi um dos primeiros a dar a notícia de que DIO e Iommi se reuniriam para formar uma banda e continuar a tocar os clássicos do Sabbath. Como você ficou sabendo disso e o que pensa a respeito?
Vitão -
Hum... Acho que foi o Dio que me disse alguma coisa. Não me lembro ao certo. Sei que ele comentou que existia uma forte possibilidade dele e o Iommi trabalharem num box da fase Dio. Depois eu falei com um técnico de som que fazia a mesa do Deep Purple, e que esta na equipe que vai sair em tour com o Heaven & Hell... Tá vendo? Essa eu catei antes da internet (rs)

"Para comentar sobre o Maiden é necessário pelo menos uma página. De forma alguma malhei
o disco, e sim somente frisei alguns detalhes que passam desapercebidos dos fãs mais
desesperados. Achei que iam chover milhares de e-mails me detonando, mas fiquei
surpreso com o retorno das pessoas, a maioria concordando e mesmo aqueles que
discordaram, foram extremamente simpáticas em discordar de alguns pontos, assim como
concordar, ao mesmo tempo em que davam suas próprias opiniões."
- Vitão Bonesso

Thiago - Voltando a falar sobre a Rádio Backstage, como é realizada a seleção de músicas que irão ao ar na semana e ou no programa?
Vitão -
Atualmente estamos com um arquivo de cerca de 5000 músicas, e a cada semana mais 50 são inseridas. A programação é feita de forma a mostrar desde os clássicos, as bandas clássicas, assim como os lançamentos, abrangendo também alguma coisa de progressivo. São dois blocos de 12 horas cada que resultam em 24 horas diárias. A programação é alterada todo o dia. São alterações que vão desde as mais radicais, com a exclusão de tudo que esta no ar para a entrada de um novo play list, até as mais simples, com a troca de cerca de 50 até 90 músicas diariamente.

Thiago - O site da rádio foi todo remodelado e está com uma roupagem moderna e ao mesmo de simples navegação. As idéias foram suas ou do web designer que criou a parte gráfica do site?
Vitão -
Eu tinha algumas idéias que foram colocadas em prática pela Diana Ferraz. Essa garota é um talento. O novo layout e estilo do logo foi feito pelo Wanderley Perna (baixista do Genocídio). Aos poucos todas as idéias iam se cruzando e tomando forma. Ficou legal e aos poucos vamos acertando mais alguns detalhes.

Thiago - Quantos álbuns por mês você recebe em média para degustação e ou amostras para entrar na programação da rádio?
Vitão -
Não tenho idéia... tem semanas que recebo 10, 15... Acho que uma média de 20 ou 30 cds mensais. Nem tudo entra na programação.

Thiago - Estou percebendo que muitas pessoas estão querendo comprar os famosos bolachões ou vinis, na minha opinião o grande diferencial deles são as capas que são maiores e ganha maiores destaques. O que pensa a respeito?
Vitão -
Concordo plenamente. Ainda tenho uns 2000 vinis, aqueles autografados, edições especiais com capa diferente entre outros detalhes. È incomparável a plástica de uma capa de lp em relação ao cd.

Thiago - E sobre a polêmica MP3, quem você acha que está certo. As gravadoras que procuram processar quem "rouba" as músicas de seus artistas ou os ouvintes que baixam sem pudor nenhum?
Vitão -
Complicado isso. Uma pergunta tem sempre que ser feita: Como uma cópia promocional vai parar na net? Quem fornece essa cópia promocional? Não é a gravadora? Complicado. Acho que deveria existir uma lei que proibisse a troca de arquivos e fim de papo. Apareceu o site? Pega o responsável e tira do ar. Mas parece fácil né? Os interessados em preservar suas obras é que deveriam queimar as pestanas em arrumar uma forma de coibir isso.

Thiago - Como a maioria dos fãs de Heavy Metal, você é um colecionador de Bootlegs e de álbuns raros de suas bandas favoritas. Algumas bandas como o Dream Theater e o Metallica resolveram colocar em sua loja oficial, alguns discos desse tipo à venda. Acredita que isso é válido para os fãs?
Vitão -
Acho que sim, mas tira um pouco aquele glamour que envolve essa forma de pirataria que julgo ser de uma forma romântica. Para a banda é mais uma fonte de renda, afinal eles fazem o que quiser com aquilo que lhes pertence não é?

Thiago - Quais os seus planos para o futuro próximo, você já pensou em criar um programa de televisão com o nome Backstage?
Vitão -
Sim, ainda hoje acertei alguns detalhes sobre isso. Além da Tv existe também outras metas a serem atingidas, mas não posso divulgar ainda.

Thiago - Vitão, gostaria de agradecer e muito por essa entrevista, o espaço é seu para maiores considerações.
Vitão -
Agradeço demais o espaço, e todo o respaldo que vocês tem dado ao meu trabalho. 2006 foi um ano muito trabalhoso e de certa forma não foi mais proveitoso pelo fato da economia do Brasil estar em frangalhos. Espero que no ano que vem a gente possa expandir ainda mais, sempre divulgando a música pesada de forma correta e é claro, sempre contando com vocês. Parabéns pelo ótimo trabalho que vocês vem desenvolvendo, e conte sempre com a gente!