Apresentador/produtor da Rádio Backstage, baterista do
Eletric Funeral (Black Sabbath Cover), colunista da revista Roadie
Crew, estes são alguns dos trabalhos durante anos de dedicação
à música pesada dessa personalidade do meio heavy,
o qual em entrevista exclusiva fala sobre sua trajetória
e planos para o futuro.
Thiago
Rahal - Primeiro de tudo, gostaria de saber quando você
decidiu que transformaria o Backstage em uma Rádio na Internet?
Vitão Bonesso - Um
ano antes de minha saída da Brasil 2000 eu comecei a pesquisar
a respeito. Passei a acompanhar mais de perto o desenvolvimento
das web rádios tanto nos Estados Unidos como na Europa,
e achei que aquele caminho era o mais correto frente a tanta inoperância
das rádios convencionais em se tratando de Rock. Porém
a tecnologia além de não ser tão confiável,
também era cara. Em junho de 2005, devido aos andamentos
internos da Brasil 2000, decidi começar a idealizar a Rádio
Backstage, a tecnologia havia barateado em termos, mas a eficiência
das empresas que prestavam esse serviço melhoraram bastante.
Quando sai da Br 2000, em janeiro de 2006, foi preciso somente
mais um mês para colocar ela no ar, e isso aconteceu no
dia 13 de fevereiro.
Thiago -
Qual a principal diferença que você notou do seu
público na rádio fm e o da Internet?
Vitão - São várias as diferenças.
Como a rádio pode ser ouvida em todo o Brasil (e mundo),
rolou uma euforia, já que muitos sabiam da existência
do programa, mas nunca tinham ouvido. Aqueles que acompanhavam
pela Br 2000, numa maioria aprovaram, outros chiaram, já
que não podiam mais ouvir o programa no rádio. Enfim,
de 2 horas semanais passamos para 24 horas diárias, onde
se pode ouvir todas as tendências, incluindo lançamentos,
exclusividades, raridades, etc., tudo com a assinatura do Backstage.
Acho, assim como muitos acharam, uma boa troca. Mas concordo que
existe ainda uma falta de habito de se ouvir rádio na internet,
uma barreira que aos poucos esta cedendo.
Thiago -
E quais as mudanças que você conseguiu proporcionar
aos ouvintes na Internet e que antes no rádio eram impossíveis?
Vitão - Bom, só pelo fato de você
poder ouvir 24 horas de programação dedicados ao
estilo, sendo que no mínimo 12 horas você não
ouve nada repetido, já é uma grande mudança.
Poder ouvir um Deep Purple que não seja Smoke On The Water
ou mesmo Burn, ouvir um Kiss que não seja Rock´n´Roll
All Nite, ouvir um Led Zeppelin que não seja Black Dog,
entre outros vícios que as rádios convencionais
impõe aos seus pobres ouvintes. Mostrar, por exemplo, várias
musicas do novo cd. do Iron Maiden, já em versões
ao vivo, entre outras coisas que simplesmente seria impossível
nas rádios convencionais. Mas o mais legal é ouvir
um AC/DC, sem o medo de na seqüência deparar com um
Capital Inicial, ou alguma abobrinha do gênero (rs)
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Thiago
- Falando um pouco sobre a Internet, todo mundo sabe que
os discos vazam nos famosos programas P2P no mínimo
um mês antes de seu lançamento oficial, o
que você pensa a respeito?
Vitão - Acho muito ruim. Imagine você
sendo o artista e saber que aquele trabalho que demorou
meses, ou até anos pra ficar pronto, teve seu lançamento
literalmente furado por algum divulgador ou mesmo alguém
que você julgava seu amigo e confiou a ele aquela
cópia promocional, ou mesmo uma demo, e o sujeito
simplesmente coloca na net. É algo triste, se você
pensar como se fosse o dono da obra. Muitos comemoram
é claro, mas acredito que qualquer pessoa em sã
consciência deva pensar isso.
Thiago
- Acredito que isso deve prejudicar um pouco o seu programa,
já que mesmo você colocando uma novidade
no ar pouco antes do lançamento, a maioria das
pessoas já possui o disco inteiro em mãos,
estou correto?
Vitão - As vezes sim, as vezes não...
Tem ocasiões que arrumo tanto lançamentos
como Bootlegs bem antes de alguém soltar na net.
Costumo receber muitos promos antes disso acontecer, da
mesma forma que a coisa pode vazar antes também.
Thiago
- O programa Backstage está no ar desde 1988 e,
já passou por diversas mudanças na programação.
Quais as maiores dificuldades de se ter um programa de
rádio no Brasil?
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Vitão
- Sem dúvidas é você ter
que agüentar as opiniões e sugestões
idiotas dos coordenadores e donos das emissoras, que em
sua maioria (se não totalidade), não passam
de um bando de imbecis, que de música não
entendem absolutamente nada. Nem mesmo arrumar um patrocinador
é tão ruim quanto você chegar para
um coordenador e dizer só de sacanagem: "...
cara, você não vai acreditar... acabei de
arrumar o novo show da Inezita Barroso ao vivo no Budokan
em primeira mão!", e o babaca do coordenador
dizer: "... nossa que legal... coloca isso no ar
o quanto antes!"... só de lembrar me dá
náuseas (rs). |
Thiago
- Qual entrevista que você realizou e teve a maior repercussão?
Vitão - Nossa... várias !!! Com o Ritchie
Blackmore, Dio, Coverdale, Robert Plant, Ian Paice, várias
com o Iron Maiden e Bruce Dickinson, Geddy Lee, Jon Oliva. foram
várias...
Thiago -
Qual artista que fez corpo mole pra dar entrevista e qual você
se surpreendeu ao entrevistá-lo?
Vitão - Cara das cerca de 250, ou mais que fiz,
o Tony Martin quis dar uma de importante e acabou ouvindo o que
não queria. O cara não estava afim de responder
as perguntas e mandei o cara a merda e desliguei o telefone. Logo
em seguida o cara da gravadora me ligou perguntando o que havia
ocorrido. Eu disse que o sujeito estava com uma má vontade
dos infernos e desliguei. Foi engraçado porque o cara da
gravadora (na Inglaterra), ficou puto, pediu desculpas e disse
que ia fazer o Martin ligar de novo. Deu uns 15 minutos e o Tony
voltou a ligar pedindo desculpas, dizendo que estava com problemas
e bla bla bla... Pô, até eu fiquei constrangido.
Gravei a entrevista mas nem coloquei no ar... acabou ficando uma
porcaria (rs). O Glen Danzig foi outro que eu simplesmente chamei
o diretor da gravadora aqui no Brasil e disse: "Tira esse
anão daqui agora ..." ... sujeitinho intragável...
O Michael Weickat do Helloween é outro que se acha super-estrela.
A entrevista era ao vivo e no final eu e o Andi Deris acabamos
zoando ele o tempo todo, ficou engraçado.
"Imagine
você sendo o artista e saber que aquele trabalho que demorou
meses,
ou até anos pra ficar pronto, teve seu lançamento
literalmente furado por algum
divulgador ou mesmo alguém que você julgava seu amigo
e confiou a ele aquela cópia
promocional, ou mesmo uma demo, e o sujeito simplesmente coloca
na net (...)
acredito que qualquer pessoa em sã consciência deva
pensar isso" - Vitão Bonesso
Thiago -
Você também é colunista da revista Roadie
Crew e, tem uma página dedicada ao Backspage. Como surgiu
o convite? Nesta coluna você deixa claro que o que escreve
é a sua opinião, como no caso do novo álbum
do Iron Maiden. Porque decidiu escrever sobre ele em sua coluna?
Os fãs da banda, considerados os mais chatos do mundo reclamaram
de suas palavras?
Vitão - Comecei a escrever pra RC em 1997, depois
que o Cláudio Vicentim me procurou para que eu cedesse
a ele uma enttrevista que eu havia feito com o Iron Maiden...
acho que teve uma com o Malmsteen também. Depois disso
foi criada a coluna Backspage, que dá um trabalho imenso,
já que são assuntos diferentes a cada edição.
Tem vezes que faltando menos que um dia pra entregar a matéria,
eu ainda não sei o que escrever. Chego a ficar em pânico,
mas sempre me livro (rs). Sobre o Iron Maiden eu escrevi porque
muitos leitores e ouvintes da rádio querem saber da minha
opinião. Fico muito honrado com isso, já que as
pessoas acham que a maioria dos responsáveis em fazer um
review de um disco do Maiden, se cagam todo em falar algo que
seja negativo. E o pior, isso é verdade. Por isso fiz aquela
matéria. Para comentar sobre o Maiden é necessário
pelo menos uma página. De forma alguma malhei o disco,
e sim somente frisei alguns detalhes que passam desapercebidos
dos fãs mais desesperados. Achei que iam chover milhares
de e-mails me detonando, mas fiquei surpreso com o retorno das
pessoas, a maioria concordando e mesmo aqueles que discordaram,
foram extremamente simpáticas em discordar de alguns pontos,
assim como concordar, ao mesmo tempo em que davam suas próprias
opiniões. Achei bastante saudável! Com relação
aos fãs chatos, como disse na matéria, os fanáticos
que se explodam.
Thiago -
O que você acha sobre a mídia especializada em Heavy
Metal/Hard Rock no Brasil? As revistas estão perdendo o
espaço que tinham tempos atrás para os sites da
internet ou é algo relativo?
Vitão - Acho relativo. Acho que existe espaço
para todos os tipos de mídias. Hoje em dia a sessão
"news" das revistas se mostram um tanto atrasadas por
causa dos sites na net. Tudo que você lê ali já
esta na boca do povo. Porém as entrevistas, dependendo
do entrevistador, pode ser conduzida de forma que dê uma
credibilidade única a alguma publicação,
assim como os reviews de shows. Eu acho que, com alguma imaginação
aliado a talento se pode fazer uma revista com muitos atrativos,
sem a preocupação da concorrência da net.
Thiago -
E sobre a grande mídia, quando as bandas do estilo conseguem
o espaço merecido normalmente não se tem o respeito
pela banda. Recentemente o Deep Purple foi entrevistado pelo Jô
Soares e fiquei indignado com as perguntas feitas pelo mesmo,
onde pela milésima vez ele perguntou sobre o nome de Smoke
On The Water. O que pensa a respeito disso?
Vitão - O que se pode pensar sobre isso? É
lastimável!. Ainda mais que foi a segunda vez que a banda
apareceu por lá e a assessoria do Jô mais uma vez
deu um exemplo de falta de respeito e competência ao elaborar
uma pauta que não prestou nem pra limpar a bunda. A primeira
vez eu estava lá e fiquei roxo de raiva. Nessa segunda
oportunidade eu quase chutei a televisão. Lamentável...
extremamente lamentável e triste.
| Thiago
- Falando ainda sobre o Deep Purple, você já
os entrevistou em seu programa diversas vezes, assim como
David Coverdale (Whitesnake, ex-Deep Purple). Como foram
essas entrevistas e você tem algum fato curioso a
nos contar sobre eles?
Vitão - Olha, você não tem
idéia da emoção de entrevistar aqueles
que você tem como ídolo. Eu sou de uma época
em que comecei a ouvir o Deep Purple em 1972. Imaginar um
dia conhecê-los pessoalmente, trocar e-mails, tomar
cerveja junto, ter algum deles a minha frente em meu programa,
era algo inatingível. Em 1991 quando eles vieram
ao Brasil pela primeira vez eu fiquei em transe por 1 mês.
Nos anos 70 e boa parte dos 80, imaginar ver de perto o
Tony Iommi, o Ronnie Dio, Ian Gillan, caras que tem horas
e horas de história pra contar, era mesmo um sonho.
Por isso o impacto de deparar com esses heróis na
sua frente é incomparável. Histórias
existem aos montes, desde as mais remotas como a mais recente.
Eu levei o Bruno Sutter do Massacration para ver o show
do Purple no Tom Brasil. O sonho do cara era tirar uma foto
com o Gillan. Ok, vamos lá. Ao chegar o roadie do
Ian Paice nos levou para um dos lados do palco. Mais uma
vez a emoção é fantástica. No
meio do show o Paice notou que eu estava ali, e entre uma
música e outra saiu rapidamente da bateria e veio
até mim para me dar um abraço... Porra cara,
é foda!!! São meus heróis de infância
e é uma alegria enorme vê-los em ação
ainda hoje com tanta garra.
Thiago - Você tem uma banda cover do Black Sabbath
chamada Electric Funeral e, eu tive a oportunidade de vê-los
na abertura para o Wasp na Via Funchal e realmente fiquei
impressionado com a banda. Quem teve a idéia e como
surgiu o conjunto?
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Vitão - Obrigado! A idéia surgiu
em 88. Eu e o Hélcio Aguirra do Golpe de Estado resolvemos
montar uma banda que fizesse um tributo ao Black Sabbath,
e estamos ai há 18 anos. Desde a formação
da banda, eu sou o único que esta desde o início. |
Thiago
- Recentemente Andréas Kisser se juntou ao Electric Funeral
e, até agora fez a maioria dos shows com vocês. Como
surgiu o convite e se os shows com um dos maiores e mais influentes
guitarristas do Brasil, estão se saindo bem e dinâmicos?
Vitão - Cara, eu conheço o Andréas
desde 88. A gente era do ABC, e ele sempre aparecia em casa depois
das viagens com o Sepultura pra saber das novidades e dos últimos
lançamentos. A gente sempre foi bastante amigo, mas da
minha parte procurava sempre respeitar o cara em relação
ao Sepultura, nunca misturando as estações. Aquele
show da Via Funchal foi o último com o Marcelo Schevano
que teve que deixar a banda para se dedicar a sua carreira. Naquela
noite o Andréas topou fazer uma participação
com a gente em Sabbath Bloody Sabbath e uma semana depois eu o
encontrei no Blackmore e ele veio falar da banda, que achava legal
e tudo mais. Foi aí que eu disse que a gente estava trás
de um novo guitarrista. Na hora ele me olhou com cara de espantado
e disse: "... Caralho! Sério??? Vamu ai Vitão!"
Na hora eu caí na gargalhada, e até perguntei a
ele o que ele tinha bebido... Achei que ele estava brincando,
mas ele insistiu. Dois dias depois falei com ele por telefone
e ele reafirmou o desejo de se juntar a banda... e já faz
mais de um ano que ele esta com a gente. O resultado não
poderia ser melhor, sem contar que a gente se diverte pra caralho,
além da seriedade que existe em interpretar os sons do
Sabbath.
Thiago
- Sobre o Black Sabbath, você foi um dos primeiros a dar
a notícia de que DIO e Iommi se reuniriam para formar uma
banda e continuar a tocar os clássicos do Sabbath. Como
você ficou sabendo disso e o que pensa a respeito?
Vitão - Hum... Acho que foi o Dio que me disse
alguma coisa. Não me lembro ao certo. Sei que ele comentou
que existia uma forte possibilidade dele e o Iommi trabalharem
num box da fase Dio. Depois eu falei com um técnico de
som que fazia a mesa do Deep Purple, e que esta na equipe que
vai sair em tour com o Heaven & Hell... Tá vendo? Essa
eu catei antes da internet (rs)
"Para
comentar sobre o Maiden é necessário pelo menos
uma página. De forma alguma malhei
o disco, e sim somente frisei alguns detalhes que passam desapercebidos
dos fãs mais
desesperados. Achei que iam chover milhares de e-mails me detonando,
mas fiquei
surpreso com o retorno das pessoas, a maioria concordando e mesmo
aqueles que
discordaram, foram extremamente simpáticas em discordar
de alguns pontos, assim como
concordar, ao mesmo tempo em que davam suas próprias opiniões."
- Vitão Bonesso
Thiago
- Voltando a falar sobre a Rádio Backstage, como é
realizada a seleção de músicas que irão
ao ar na semana e ou no programa?
Vitão - Atualmente estamos com um arquivo de cerca
de 5000 músicas, e a cada semana mais 50 são inseridas.
A programação é feita de forma a mostrar
desde os clássicos, as bandas clássicas, assim como
os lançamentos, abrangendo também alguma coisa de
progressivo. São dois blocos de 12 horas cada que resultam
em 24 horas diárias. A programação é
alterada todo o dia. São alterações que vão
desde as mais radicais, com a exclusão de tudo que esta
no ar para a entrada de um novo play list, até as mais
simples, com a troca de cerca de 50 até 90 músicas
diariamente.
Thiago -
O site da rádio foi todo remodelado e está com uma
roupagem moderna e ao mesmo de simples navegação.
As idéias foram suas ou do web designer que criou a parte
gráfica do site?
Vitão - Eu tinha algumas idéias que foram
colocadas em prática pela Diana Ferraz. Essa garota é
um talento. O novo layout e estilo do logo foi feito pelo Wanderley
Perna (baixista do Genocídio). Aos poucos todas as idéias
iam se cruzando e tomando forma. Ficou legal e aos poucos vamos
acertando mais alguns detalhes.
Thiago -
Quantos álbuns por mês você recebe em média
para degustação e ou amostras para entrar na programação
da rádio?
Vitão - Não tenho idéia... tem semanas
que recebo 10, 15... Acho que uma média de 20 ou 30 cds
mensais. Nem tudo entra na programação.
Thiago -
Estou percebendo que muitas pessoas estão querendo comprar
os famosos bolachões ou vinis, na minha opinião
o grande diferencial deles são as capas que são
maiores e ganha maiores destaques. O que pensa a respeito?
Vitão - Concordo plenamente. Ainda tenho uns 2000
vinis, aqueles autografados, edições especiais com
capa diferente entre outros detalhes. È incomparável
a plástica de uma capa de lp em relação ao
cd.

Thiago -
E sobre a polêmica MP3, quem você acha que está
certo. As gravadoras que procuram processar quem "rouba"
as músicas de seus artistas ou os ouvintes que baixam sem
pudor nenhum?
Vitão - Complicado isso. Uma pergunta tem sempre
que ser feita: Como uma cópia promocional vai parar na
net? Quem fornece essa cópia promocional? Não é
a gravadora? Complicado. Acho que deveria existir uma lei que
proibisse a troca de arquivos e fim de papo. Apareceu o site?
Pega o responsável e tira do ar. Mas parece fácil
né? Os interessados em preservar suas obras é que
deveriam queimar as pestanas em arrumar uma forma de coibir isso.
Thiago -
Como a maioria dos fãs de Heavy Metal, você é
um colecionador de Bootlegs e de álbuns raros de suas bandas
favoritas. Algumas bandas como o Dream Theater e o Metallica resolveram
colocar em sua loja oficial, alguns discos desse tipo à
venda. Acredita que isso é válido para os fãs?
Vitão - Acho que sim, mas tira um pouco aquele
glamour que envolve essa forma de pirataria que julgo ser de uma
forma romântica. Para a banda é mais uma fonte de
renda, afinal eles fazem o que quiser com aquilo que lhes pertence
não é?
Thiago -
Quais os seus planos para o futuro próximo, você
já pensou em criar um programa de televisão com
o nome Backstage?
Vitão - Sim, ainda hoje acertei alguns detalhes
sobre isso. Além da Tv existe também outras metas
a serem atingidas, mas não posso divulgar ainda.
Thiago -
Vitão, gostaria de agradecer e muito por essa entrevista,
o espaço é seu para maiores considerações.
Vitão - Agradeço demais o espaço,
e todo o respaldo que vocês tem dado ao meu trabalho. 2006
foi um ano muito trabalhoso e de certa forma não foi mais
proveitoso pelo fato da economia do Brasil estar em frangalhos.
Espero que no ano que vem a gente possa expandir ainda mais, sempre
divulgando a música pesada de forma correta e é
claro, sempre contando com vocês. Parabéns pelo ótimo
trabalho que vocês vem desenvolvendo, e conte sempre com
a gente!