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A revolução já começou
Frontman
do Revolution Renaissance, Gus Monsanto, envia mensagem para
fãs.
por Patricia Oliveira
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O suspense não irá durar até as apresentações".
É o que avisa Gus Monsanto quando pergunto sobre disponibilizar
- já na formação oficial - trechos do "New
Era", álbum da nova banda de Timo Tolkki, ex-guitarrista
do Stratovarius. A primeira gravação do "New
Era" conta com convidados especiais como Tobias Sammet (Edguy/Avantasia)
e Michael Kiske (ex-Helloween), porém o lançamento
do álbum com a banda oficial está previsto para
Janeiro de 2009 e os integrantes são: Timo Tolkki, guitarra;
Gus Monsanto, vocal; Bruno Agra, bateria e Mike Khalilov, teclado.
Ainda sem o set list da tour, Gus revela: "Mas iremos tocar
músicas do Strato com certeza! Não tem como evitar
isso, é o passado do Timo!". E ainda completa: "As
pessoas devem ficar ligadas no nosso site oficial, que vai entrar
no ar em breve e no Myspace do Revolution Renaissance para conhecer
o trabalho da formação oficial da banda".
Leia
a seguir a entrevista exclusiva com Gus Monsanto, que esteve dia
27 e 28 de setembro na 25ª Expomusic, que aconteceu no Centro
de Exposições Center Norte, São Paulo.
Patricia Oliveira - Antes
de começarmos nosso papo, gostaria que você explicasse
aos nossos leitores o que representa para você estar na
posição de cantor do Revolution Renaissance.
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Gus Monsanto - Significa uma grande realização,
o cumprimento de uma meta. Tenho 33 anos e faço
música há muitos anos. Passei por diversas
bandas e acho que esse é o ápice e o mais
perto do que eu vinha buscando. Uma banda nova, músicos
incríveis, uma estrutura profissional.
Patricia
Oliveira - Antes de começarmos nosso papo, gostaria
que você explicasse aos nossos leitores o que representa
para você estar na posição de cantor
do Revolution Renaissance.
Gus Monsanto - Significa uma grande realização,
o cumprimento de uma meta. Tenho 33 anos e faço
música há muitos anos. Passei por diversas
bandas e acho que esse é o ápice e o mais
perto do que eu vinha buscando. Uma banda nova, músicos
incríveis, uma estrutura profissional.
Patricia - Como você tomou conhecimento da nova
banda do Timo Tolkki? Conte-nos como aconteceu.
Gus - Como tudo na minha vida, aconteceu de maneira
inusitada. Eu havia acabado de me separar do Adagio, uma
banda de metal com a qual trabalhei por quatro anos. Estava
envolvido em outros projetos e soube através de
um amigo, o grande vocalista Renato Tribuzy, que Timo
estava buscando um frontman para a sua nova banda. Mandei
meu material e ele entrou em contato logo depois, acho
que dois dias depois da minha saída oficial do
Adagio. Ele recebeu material de mais de mil músicos
para formar a sua banda nova e me considero um grande
privilegiado por poder trabalhar com Timo, um verdadeiro
ícone do metal e outros músicos igualmente
talentosos.
Patricia - Como você define o som do RR em comparação
aos projetos em que você estava se dedicando?
Gus - Completamente diferente e interessante
por isso, por me abrir novas oportunidades de expressar
minha arte, cantar coisas diferentes.Por mais que o Timo
tenha sido o cabeça do Stratovarius por |

Gus Monsanto - Revolution Renaissance |
| mais
de 20 anos, Revolution Renaissance é uma nova banda.
Outro vocalista, outros músicos, outras influências.
A banda faz um heavy metal moderno e ainda clássico,
classy. |
Patricia - Você
precisou mudar alguma coisa no teu estilo de cantar? A exemplo
da região vocal ou do timbre?
Gus - Não. Inclusive trabalhando com Timo, sua
preocupação era a de que eu fosse eu mesmo cem
por cento. Fui chamado para a banda por ele ter apreciado o
que encontrou na minha voz, logo não havia a necessidade
de mudar o meu estilo. A única coisa que Timo busca é
que eu seja cada vez mais autêntico e coloque meu coração
e personalidade sempre na música.
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Gus Monsanto - Revolution Renaissance
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Patricia
- A composição do RR está à
cargo do Timo Tolkki ou o Gus Monsanto terá alguma
participação?
Gus - Trabalhei em varias letras nessa primeira
etapa com o Timo. Vamos ver o que vai ser efetivamente
usado. Timo tem a reputação de ser muito
centralizador no processo de composição,
mas não foi o que eu encontrei até agora.
Patricia
- E por falar em canção, existe alguma música
do RR da qual você mais goste?
Gus - Eu adoro o disco inteiro do Revolution
Renaissance, "New Era". Acho diferente do Stratovarius,
e talvez me agrade mais por ser mais direto e por contar
com vocalistas excepcionais, como Kiske e Sammet. Talvez
'Last night on earth', mas não sei ao certo...
Patricia
- Como você se sente tendo um compatriota na banda?
Isso te deixa mais à vontade?
Gus - Não é a minha primeira experiência
numa banda de renome mundial, mas a novidade é
ter um amigo de longa data na formação compartilhando
a experiência. Eu recomendei Bruno para ser o baterista
do RR, porque além de ser um grande amigo, tinha
o feeling de que seria o cara certo para a banda. É
muito bom ter pessoas com as quais você se sinta
bem numa banda e na estrada. Acho legal termos conseguido
essa exposição, porque prova que tudo o
que almejamos pode ser possível, caso façamos
as coisas da maneira correta, com integridade e trabalhando
duro. Mas, como diz Timo, somos cidadãos do mundo,
não finlandeses e brasileiros.
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Patricia
- Você teve alguma dificuldade em ser músico no
Brasil? Deixe alguma dica ou para aqueles que almejam o sucesso
no Metal brasileiro.
| Gus
- Muita dificuldade. Vivemos num país
onde as pessoas não respeitam os artistas e ignoram
que a arte é uma necessidade do ser humano. Dei
a sorte em ter uma família e amigos que respeitaram
e incentivaram a minha difícil escolha. Tendo dito
isso tudo, não ha certezas. Você deve sempre
manter o foco e buscar estudar seu instrumento, a língua
inglesa, etc. Não adianta ter talento e não
estar preparado, porque mesmo que a sorte bata a sua porta,
é necessário que se esteja pronto.
Patricia
- Quais foram suas influências para que você
se tornasse o cantor que é hoje?
Gus - Tenho milhares de cantores e músicos
que admiro. Mr.Big, Jellyfish, King's X, Kiss, Van Halen,
Badlands, Thin Lizzy, Deep Purple, Butch Walker... Basicamente
acredito em dois tipos de música: Boa e ruim. Fico
com a primeira parcela...
Patricia
- Qual o motivo de a banda ter escolhido realizar a maior
parte do pré-lançamento no Brasil? Como
você avalia o público de Metal brasileiro?
Gus - O Stratovarius fez sete tours brasileiras
e é uma banda muito querida por aqui. Seu líder
montou uma banda nova, com dois músicos brasileiros.
É uma forma de dizer muito obrigado ao melhor público
de metal do mundo. Já toquei na Europa, África,
América do Norte e afirmo, apesar de parecer suspeito,
que nós somos o maior público metal do mundo.
:-)
Patricia
- Receba mais uma vez os agradecimentos do Metal Revolution
por esta entrevista e deixo aqui o espaço para
maiores esclarecimentos e agradecimentos. Você ainda
tem algum sonho que não foi realizado?
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Timo Tolkki - Revolution Renaissance |
Gus
- Milhares. Por isso, saio da cama todos os dias...
Muita coisa a ver, fazer, viver. Tentando sempre fazer
a coisa certa. Quero fazer muitos álbuns, shows,
conhecer outros países... ser feliz, ser uma pessoa
melhor e viver bem com as pessoas da minha vida.
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