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A RAVENLAND é
uma banda que vem se destacando muito no cenário Gothic Metal
nacional. Eles tem conseguido grande respeito do público e atenção
da mídia impressa, radiofônica e televisiva. Sua música
tem tocado em inúmeras rádios de vários países
da Europa, Ásia e América, a banda que teve seu disco
"...and a crow brings me back" produzido
por Ricardo Confessori (SHAMAN/ANGRA) que não só produziu
como também tocou bateria em todo o álbum da banda, o
disco conta ainda com a participação especial do ex-THEATRE
OF TRAGEDY Tommy Lindall, além do CD está sendo finalizado
na Alemanha pelo mesmo produtor das bandas MOONSPELL, SENTENCED, LACUNA
COIL e outros grandes nomes do metal gótico europeu. Dewindson
Wolfheart, fundador e mastermind da RAVENLAND falou-nos um pouco sobre
tudo que vem acontecendo na banda, a mudança recente de baterista
e a participação no VAMP Festival XII. |
POR ALINE
CRISTINE & ANDRÉ LUIZ
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André
- Predominantemente gothic, podemos encontrar influências de doom
e até música clássica na sonoridade da Ravenland;
ao mesmo tempo, a banda já coverizou Among Two Storms
do Rotting Christ para um tributo. Vendo de um âmbito geral, podemos
afirmar que esta diversidade estaria ligada a formação
musical dos integrantes e sua participação no processo
de composição em si? |
Dewindson:
Bom, realmente o nosso leque de influências é grande,
mas sempre priorizei o lado melancólico e sombrio sem abrir
mão do peso e velocidade. Na RAVENLAND todos participam
do processo de composição, quando não compõem,
contribuem com todas as suas influências e idéias
em arranjos desde que estejam dentro da nossa proposta. O EP "Back",
por exemplo, mostra uma composição de cada membro,
e no disco a distribuição é ainda melhor,
parte é composta por mim em parceria com os ex-integrantes,
outra parte é composta por Camilla e outra Albanes que
contribuiu com duas músicas e o Cruz com a "Regret"
onde mostrou toda a sua influência clássica.
Embora eu goste de metal em geral (Heavy,
Doom, Death,Thrash e Black) também gosto muito de algo
mais pop como A-HA, Smiths, Alphaville, Sisters, em fim de CURE
à ROTTING CHRIST, inclusive o ROTTING CHRIST tivemos até
a oportunidade e convite para participar desta coletânea
em CD tributo aos gregos que repercutiu bem no Brasil e exterior).
Mas na RAVENLAND as minhas influências são de livros,
filmes, poesia gótica e uma infinidade...
André - A lenda sobre
o corvo e sua propriedade de poder viajar entre os mundos fora
abordada em livros, até mesmo filme... O uso do nome Ravenland
visa relacionar esse tema (corvo) com uma sonoridade específica
através das características da banda? Algo mais
triste talves, mais melancólico... |
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Ravenland - J. Cruz,
Dewindson, Ariel, Camilla e Albanes |
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Isso mesmo, RAVENLAND é um nome
que eu achei que poderia logo relacionar a ave-símbolo do gótico
para mim, há um ser mais sombrio e belo que um corvo? Ele consegue
passar toda a áurea do gótico, porque sabemos que o gótico
não está relacionado só a música, mas na
literatura, na arquitetura e até na natureza... Esta ave é
tão mística que influenciou Edgar Alan Poe, James O´bar
e muitos outros.
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Quando montei a banda em 1997 eu procurava
um nome que passasse toda esta minha admiração pelo
corvo ao mesmo tempo em que ao falar corvo as pessoas já
ligassem isso ao gótico e ao metal. Então havia
uma banda que eu adorava da Suécia chamada LAKE OF TEARS
e eles haviam lançado um disco chamado "Headstones"
(recomendo) qual tinha uma música bela, gótica,
doom chamada RAVEN LAND, adotei este nome, inicialmente a escrita
era separada igual a do disco, mas após o hiato de 2003
a 2006 quando reativamos decidi por escrevê-las juntas.
. |
Cris - No inicio da formação
do RAVENLAND, qual era o principal objetivo dos integrantes? Como
foi lançar a primeira demo-tape intitulada "OCTOBER
OF 1998", a qual apesar da produção um pouco
aquém, obteve boas críticas de revistas especializadas
como a ROADIE CREW?
. |
Esta pergunta é ótima, gostaria
que eles estivessem aqui comigo para responder, o André
Cardoso, o Clécio Christian e o Xandão (Alexandre
Brito – ANDRALLS), foi tudo muito mágico naquela
época. Estávamos influenciados pelo metal europeu
(Moonspell, Tiamat, Crematory, Paradise Lost, Theatre of Tragedy...)
eram as nossas maiores influências e nosso principal objetivo
era um dia podermos tocar em todos os países possíveis
do mundo e ao lado destas grandes bandas.Começamos o processo
de composição eu e o André Cardoso, logo
tínhamos 4 músicas, resolvemos gravar no meu próprio
estúdio de ensaio - RAVEN STUDIO, era precário,
mas resultou em uma demo que repercutiu bastante, saímos
em todas as revistas da época como a Rock Brigade,Roadie
Crew, Metal Head, Planet Metal, Rock Metal e |
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inúmeros fanzines até
em capas e algumas de circulação internacional como o
Metal ostentation e outros...Todas comentavam, "apesar da gravação
mediana a banda é única e mostra bastante qualidade nas
composições", com isso eu chegava em casa ao fim
do dia, sempre tinham de 2 a 4 cartas para responder, todas enviavam
um real camuflado e eu enviava a Demo-tape de volta, era muito
mais fácil que hoje.
Com esta demo conseguimos muito respeito e espaço, shows em várias
cidades do nordeste ao lado do KRISIUN, INSANITY, OBSKURE, MONASTERIUM
e participações em grandes festivais.
. |
André & Cris - Em
2001, vocês assinaram com o selo MOONSHADOW para o lançamento
do cd de estréia, porém, por motivos religiosos o selo
fechou. Como se deu esta situação um tanto quanto inusitada?
. |
Então, com
toda aquela repercussão a RAVENLAND era um nome cotado
para todos os festivais de metal e rock em geral que rolava, em
um destes festivais tivemos a sorte de encontrar um cara chamado
Ricardo Autopsy, figura importante do metal. Ele gostou do nosso
som e primeiro ofereceu-nos uma participação em
uma coletânea em CD do seu selo MOONSHADOW com outro selo,
logo depois ele viu outro show nosso e pirou, perguntou se queríamos
assinar com ele para lançar um Debut CD, ele tinha uma
distribuição ótima para mais de 25 países,
topamos na hora.
Infelizmente tivemos um atraso no meio das gravações
devido a saída do Xandão para a banda ANDRALLS,
logo em seguida perdemos alguns arquivos no computador do estúdio,
com essas e outras se passaram mais de um ano de assinado o contrato
e o disco estava todo gravado, mas faltava mixar e masterizar,
daí saiu o outro baterista que substituiu o Xandão,
no meio disso o proprietário do selo optou por outra religião
que o impedia de trabalhar com esta linha de metal, daí
nos indenizou com discos de outras bandas e não lançou
o AFTER THE SUN HIDES, tinha 10 faixas gravadas e capa pronta,
que por sinal ainda tenho todo este material e pretendo lançar
um EP com este mesmo título e 4 músicas mais pesadas
e sujas desta época em que eu mesclava alguns vocais guturais
com limpos.
André & Cris - Agora em 2008
vocês assinaram com a gravadora FREE MIND. Conte-nos como
está sendo essa parceria...
A FREE MIND é uma gravadora que vem crescendo
muito, de forma honesta, (não que as outras sejam desonestas,
longe disto) mas ela possui um contrato conosco e com outras bandas
do seu cast que é algo que poucas gravadoras ou nenhuma
ofereceria aos seus artistas. |
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RAVENLAND ao vivo - ao fundo
Camilla Raven
mais a frente João Cruz |
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Sinto-me muito honrado e com o trabalho
sendo reconhecido, estando em um selo que possui em seu cast bandas
como CREMATORY, SOLITUDE AETERNUS, GRAVE, APOCALYPSE, UNEARTHLY, MY
DARKEST HATE e outros... Além do mais o a FREE MIND nos deixou
livre para que possamos fechar outras gravadoras fora do Brasil, pois
o seu contrato só inclui o território nacional. São
grandes pessoas que nos admiram e nós os admiramos muito pela
força que dão ao metal nacional.
. |
André & Cris - Tommy
Lindal (ex Theatre of Tragedy) que reside atualmente no Rio Grande do
Norte disse em uma entrevista recente que a RAVENLAND tem um diferencial
sobre as outras bandas do mesmo estilo, o qual também gravou
participações no cd. Conte-nos mais sobre a presença
do músico no registro de estúdio e sobre possibilidades
do músico excursionar com a Ravenland. |
Nossa, o Tommy é um dos fundadores
do THEATRE OF TRAGEDY, ótimo compositor e guitarrista, é
um cara muito gente fina, amigo de verdade, mesmo distante ele é
muito atencioso, Conheci ele através de um afilhado meu, Cláudio,
ele fez a ponte inicial entre nós e o Tommy, apresentou a RAVENLAND
ao Tommy |
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que gostou, e ao sabermos
da sua atenção ao RAVENLAND o convidamos para participar
da gravação do álbum nas músicas que
ele gostou, pois sabíamos que ele era um grande músico
e estava sem banda na época, ele foi muito, muito atencioso
conosco e prestativo, disse que iria gravar várias partes
mas a gente ficaria a vontade para escolher o que quisesse. O
cara é fantástico!
Sobre excursionar, bem inicialmente pensávamos
sim nisso quando estivéssemos excursionando lá pelo
nordeste que é onde ele reside atualmente, na época
seria só ele, mas agora que ele tem uma nova banda o ...IN
DEVILTRY já estamos planejando junto com eles, o SEMBLANT
e outra banda excursionarmos o Brasil inteiro juntos em um mesmo
ônibus, em breve mais detalhes, isso será para 2009,
pois as quatro bandas estão finalizando os seus discos
agora para serem lançados no início de 2009.
Nós nos sentimos muito honrados e felizes com esta declaração
do Tommy, pois pra mim ele é um dos criadores do estilo
Gothic Metal ao lado do grande PARADISE LOST, pois ele compôs
os dois primeiros discos do THEATRE OF TRAGEDY na época
em que esteve na banda.
Cris - A RAVENLAND tinha como baterista
o Ariel Bedtche, que foi substituído a poucos dias pelo
experiente Evandro Camellini (ex-Drearylands, ex-Evilord). Até
em virtude dessa experiência do novo integrante, podemos
dizer que não haverá maiores problemas com relação
aos shows mais próximos, como o Vamp Festival? Comente
sobre essa substituição. |
Tommy Lindall
ex-THEATRE OF TRAGEDY |
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Infelizmente mudanças são
muito chatas em uma banda. O Ariel é um grande brother meu e
um bom baterista, mas a troca se deu devido a vários fatores
profissionais, o Evandro além de conter toda esta experiência
de 16 anos de baterista dos quais 8 anos ele vive como professor de
bateria e já fez aulas |
com o grande Mike Terrana (RAGE) e Aquilles (HANGAR/ANGRA).
Fora isso ele ama o PARADISE LOST e SENTENCED, tem um gosto
mais na linha da RAVENLAND. Inicialmente ele foi indicado por
um brother meu para cobrir um show que o Ariel não poderia
fazer porque viajaria com a família, mas o Ariel demorou
muito a voltar e estávamos próximos do Vamp, e
outros compromissos, além disto, o Evandro adorou o nosso
trabalho, tanto que pegou as músicas completas em dois
dias da forma como estão no disco, da forma como o Ricardo
Confessori (SHAMAN/ANGRA) as gravou.
No nível em que estamos precisávamos de uma pessoa
como o Evandro.
Podem esperar um grande show, ele só veio a somar experiência
e qualidade. Estamos muito entrosados com ele já, ele
tem as músicas todas na cabeça.
Cris - Como está sendo o trabalho com o Ricardo
Confessori (ex-Angra, o qual gravou a bateria do "...And
A Crow Brings Me Back") e o produtor renomado Waldemar
Sorychta?
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Evandro Camellini - Baterista
oficial da RAVENLAND |
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O Ricardo é um cara que abraçou o nosso trabalho, gostou
da nossa música, no começo ele iria só produzir,
mas aí ficamos sem o baterista no fim da pré-produção,
daí ele disse que gravaria pra gente na boa toda a bateria
do disco, disse para não nos preocuparmos que após o
disco gravado encontraríamos a pessoa certa. Isso nos ajudou
a nos concentrarmos mais no disco. Ele curtiu muito o resultado final
do trabalho, tanto ele como nós, pois o EP "Back"
nem está com a mixagem finalizada e já é um ótimo
trabalho para referência do que ele está a terminar no
"...and a crow brings me back".
Fora isso, termos como baterista no nosso disco o mesmo baterista
do clássico "Holy Land" do ANGRA e um ex-KORZUS,
é algo que nos deixa honrados.
Já o Waldemar Sorychta, estamos mais felizes ainda, pois se
identificou com o nosso trabalho e topou trabalhar na masterização
do álbum, o disco será masterizado por ele na Alemanha,
ele tem uma ótima visão do nosso som, pois é
o produtor dos melhores álbuns do MOONSPELL, SENTENCED, LACUNA
COIL, FLOWING TEARS, SAMAEL e muitos outros... Esperamos poder trabalhar
com ele em todo o processo de produção em um próximo
álbum, não que não estejamos felizes com o trabalho
do Confessori, mas porque é um sonho meu antigo. Hoje vejo
parte deste sonho realizado.
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André – Não
apenas Confessori e Sorychta estiveram presentes no crescimento da Ravenland
na questão da produção do álbum, como também
um nome conhecido da cena geralmente é vinculado a Ravenland:
do experiente Eliton Tomasi, ex-editor da revista Valhalla. Comente
sobre a participação do mesmo na carreira da banda. |
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O Eliton como pessoa é um
cara fantástico e muito brother, ele surgiu no nosso caminho
ainda na época da revista ROCK HARD VALHALLA quando nos
chamou para participar de um festival o RANCH FESTIVAL II em Sorocaba,
após este contato inicial ele entrou em contato mais tarde
conosco devido a nova empreitada dele, a produtora SOM DO DARMA,
onde ele estava escolhendo bandas quais ele achasse que se identificam
com o objetivo profissional da empresa e que via um grande futuro
nesta banda. Fez então o convite a nós da RAVENLAND
para compor o cast. Ficamos felizes mais uma vez pelo nosso trabalho
ser reconhecido ainda mais por uma personalidade como o Eliton.
Fechamos com ele e desde então é uma grande alegria
para nós podermos dividir todas as conquistas nossas com
o Eliton e vê-lo vibrar como se ele estivesse dentro da
banda, ele é o nosso assessor de imprensa e membro espiritual
raven ehehehe. |
RAVENLAND ao vivo em
Rio Claro-SP |
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André - A banda tem
participado de programas de rádio/tv, entrevistas para veículos
na Internet, e até mesmo de desfile da Lady Snake Rock Wear...
Como tem sido essa temporada de divulgação da Ravenland
e quais os benefícios desse contrato de patrocínio fechado
com a conceituada grife (além de investirem na carreira de modelo,
é lógico... rsss)? |
heheheh! Carreira de modelo! Hehehe!
Realmente após lançarmos o EP "Back",
tivemos mais convites e acesso a mídia, tanto impressa
quanto de TV, Rádio e Web para divulgarmos o nosso trabalho,
isso tem rendido ótimos frutos, pois se você lança
um disco e espera divulgar só entre visinhos, o processo
de reconhecimento vai demorar um pouco mais.
A Lady Snake desde que migramos para São Paulo há
3 anos sempre tivemos um ótimo relacionamento com os
seus diretores, eles sempre estiveram atentos ao nosso trabalho,
até lançarmos o EP "Back" e então
a Sônia percebeu o quanto estávamos sendo profissionais
e viu que a RAVENLAND tinha um ótimo perfil para representar
a sua empresa, assim como o SHADOWSIDE, o TORTURE SQUAD, KORZUS,
DR. SIN e GENOCÍDIO, que fazem parte do seu cast de artistas
que vestem LADY SNAKE e a estréia desta nossa parceira
foi no programa STAY HEAVY de Maio passado. É importante
frizar que a LADY SNAKE é uma marca que investe bastante
na cena Rock/metal do nosso país, isso não é
só uma grife, é um nome de ATITUDE.
André - Um ponto destacável na Ravenland
é a participação ativa da vocal/violinista/tecladista
Camila Raven, a qual não demonstra apenas presença
no palco como também na linha de composições
da banda, tendo inclusive recentemente divulgado desabafo contra
a falta de espaço da mulher na cena metal. Qual seu ponto
de vista com relação a esta situação?
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A Camilla é
uma musicista de grande talento, tê-la encontrado foi realmente
um dos pontos fortes para eu reativar a RAVENLAND em 2006. Nós
dois migramos para São Paulo sozinhos e com este objetivo, viver
da música, ela tem muita atitude e potencial, quer mostrar isso,
é compositora, letrista, violinista e vocalista, o teclado ela
abandonou, pois agora compõe a frente da RAVENLAND comigo nos
vocais.
Meu ponto de vista em relação à entrevista-desabafo
que ela concedeu, sei que não foi nada relacionado à sua
posição na RAVENLAND, mas sim pela posição
de outras mulheres no rock/metal, que de alguma forma terminam sofrendo
algum tipo de preconceito.
Cris - Nesta edição do Vamp Festival
vocês integram o cast, ao lado do Semblant, A Industrya, Maldita,
Elegia, entre outras. Como se deu o convite e comente um pouco sobre
a expectativa sobre o show.
Bem, sobre o convite na verdade, como nós ganhamos,
ano passado, o PRÊMIO MORCEGO DE OURO como MELHOR BANDA 2007 fomos
uma das mais votadas e indicadas pela produtora GOTHZNEWZ, então
isso já incluiria a participação das bandas ganhadoras
no VAMP FESTIVAL XII, as mais votadas pelo público foram a RAVENLAND
e a MALDITA. |
Camilla Raven no violino ao
vivo em 2006 |
Sobre a nossa expectativa, o VAMP é
um evento que tem crescido muito ultimamente, aliás a GOTHZNEWZ
cresceu muito neste aspecto de produtora em nossa cidade e realizar
um evento a nível do VAMP, é para deixar todas as bandas
que participam em grande expectativa, pois reúne um público
numeroso, e por isso é o maior do país atualmente, estamos
contentes pelo cast e o local que foi escolhido para a realização,
embora fique fora da capital eles organizaram bem o lance do transporte
para o público que depende de condução, enfim,
esperamos encontrar um ótimo equipamento para mostrar ao público
e nossos fãs toda a qualidade do nosso som. Seremos a primeira
banda a tocar devido a passagem de som que leva tempo e precisamos fazê-la
devido ao violino. Entraremos no palco por volta das 22:30 e tocaremos
as músicas do nosso CD "...and a crow brings me back"
além de algumas covers jams quais surpreenderemos o público
presente, não percam!
. |
André - Comente sobre
sua relação com as bandas do cast. Sergio Mazul (Semblant)
comentou em entrevista cedida ao Metal Revolution sobre possíveis
datas conjuntas e até mesmo jams entre as bandas... |
Sempre que tocamos em festivais
é muito bom conhecer e reencontrar grandes amigos de outras
bandas, neste estaremos com os nosso irmãos do SEMBLANT
inclusive faremos uma jam surpresa juntos para o público
tocando uma cover que a galera tem nos pedido muito e como o SEMBLANT
tem um som mais similar ao nosso, resolvemos nos unir para tocar
esta cover de presente para o público, confiram, além
deste show estaremos tocando sim com eles em Curitiba no dia 25
de Outubro e em muitas outras datas que fecharemos juntos depois.
Vai ser bom reencontrar os nossos amigos do ELEGIA, Paulo Gotof
e cia, tocamos juntos ano passado, fora eles tem o LAUDANY que
também tocamos com eles já em Campinas e pertencem
ao SOM DO DARMA também, vai ser legal! Além da
banda cover LASCYVIA e os simpáticos amigos do HEVORAH
que são gente finíssima. Não conheço
o pessoal do MALDITA mas tenho certeza que será legal
dividir o palco com eles.
Cris - Como a internet está influenciando no
trabalho, você acha que a banda sai perdendo (em relação
aos downloads) ou ganhando (em relação a ter uma
maior divulgação)?
Há 8 anos atrás conseguimos vender mais de 1500
cópias da Demo Tape em pouquíssimo tempo e sem
apoio de gravadoras, só por cartas e sem internet, hoje,
com as gravadoras divulgando e distribuindo as vendas de um
disco recém lançado chegam a 6000 no máximo
de uma banda no nosso nível,claro que esperamos vender
muito mais não só nós como a nossa gravadora
a FREE MIND esperamos algo em torno de 10.000 no Brasil, não
estamos sonhando, a RAVENLAND possui um som mais comercial mas
ao mesmo tempo pesado, com elementos diferentes, que serão
o
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diferencial para quebrar essas barreiras.
A internet facilitou muito a divulgação de uma banda hoje
em dia, temos o myspace da RAVENLAND qual o nosso EP está lá
tocando em média até 400 vezes por dia e sendo bastante
elogiado pela mídia e fãs de vários países
do mundo. Isto é uma excelente divulgação, porém,
se o disco sai e um fã disponibiliza para baixar o álbum
inteiro, prejudica muito a banda, todo o nosso trabalho de anos vai
por água abaixo, pois aí o disco não vende mais
do que o que deveria e as gravadoras deixam de ter como investir nas
bandas.
Eu acho que o download de uma música ou três não
faz mal, ajuda bastante a divulgar a banda, mas o álbum inteiro
prejudica não só a banda, mas todo o mercado e a cena.
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André - Através
da cobertura de eventos com a presença da banda em São
Paulo, pode-se notar uma crescente participação de fans
não apenas assistindo como cantando as músicas da Ravenland
durante as apresentações (isto sem contar,
por exemplo, o prêmio recebido no último Hospício
Morcego de Ouro da Gothz Newz). Como vocês tem recebido essa resposta
dos fans? Qual a receptividade da banda em outras cidades? |
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A RAVENLAND têm crescido
muito, nosso trabalho está cada vez indo mais longe,
para você ver, nosso single "Velvet Dreams"
de 2006 já tocava em rádios rock do Japão
e agora está em uma das principais rádios de lá,
a Transamix do Japão chegou a lançar uma coletânea
em CD lá incluindo uma música da RAVENLAND e que
faz parte da programação diária do programa
TransaRock e é uma das mais pedidas.
Além do Japão nossa música
está tocando em diversas rádios de países
como Venezuela, Colômbia, Portugal, Espanha, México,
Canadá e Estados Unidos, França, Polônia,
Alemanha e muitos outros que chegamos até a gravar vinhetas
em inglês para eles passarem nas chamadas das rádios,
isso nos deixa mais confiantes de que estamos no caminho certo.
É muito legal ver os fãs na frente do palco agitando
e cantando "She will rise and Bleed Again" ou "Soulmoon
took the reason, The moon took the reason from me..." |
RAVENLAND ao vivo
no PROPHECY II |
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"unvergin the secret beauty - Nocturnal" heheheh,
a banda foi muito bem recebida em outras cidades, espero após
o lançamento do álbum podermos tocar em muito mais cidades
do nosso país, recentemente recebemos propostas para tocar em
Portugal, mas estamos com uma pessoa por lá agora pra agendar
isso pra gente em 2009.
Quando ganhamos o prêmio do MORCEGO DE OURO ficamos
muito felizes por termos sido abanda mais votada na enquête da
internet e pelo público presente no evento, principalmente porque
estávamos concorrendo com bandas de amigos e que sabemos que
são ótimas, ou seja, foi uma votação envolvendo
bandas do Brasil inteiro e ganhamos, isso nos deixou surpresos.
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André - E falando nos fans,
deixe seu recado a eles. |
Bem, primeiramente gostaria de
agradecer pelo espaço cedido ao RAVENLAND aqui e parabenizo
desde já ao site METAL REVOLUTION pelo grande apoio à
cena nacional.
Aos nossos fãs, aguardem! Pois o disco
"...and a Crow Brings me Back" será um grande
trabalho que estamos desenvolvendo com dedicação,
afinco e atitude para presentear a cena Gothic Metal nacional.
Não deixem de conferir o nosso show no VAMP Festival XII,
estaremos vendendo o EP “Back” a R$ 5,00 lá
no show, então quem tem interesse em adquirir esta segunda
prensagem do EP é a hora certa!
Aí vai um convite especial para ir ao
VAMP ver a RAVENLAND;
"So come out, come out! Wherever you are."
Finalizo deixando um grande abraço aos
nossos fãs e amigos, sob as asas dos corvos da RAVENLAND. |
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Capa do EP "Bakc"
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