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André
Luiz – Fale sobre sua expectativa para a turnê Brasileira era
grande há um ano atrás...
Helmuth
-
Sim, nós
estamos bastante entusiasmados em apresentar as nossas canções
para os insanos fãs de Brasil/México, o que certamente será um
grande desafio para o Belphegor.
André
- Após essas mudanças nas datas, o que vocês acham de tocar para
uma das melhores platéias do mundo?
Helmuth
-
Como eu
disse antes, a espera acabou! O Belphegor está muito contente
de tocar no Brasil e, é claro, no México. Será um grande desejo
nosso fazer uma tour lá, veremos o que vai acontecer, mas, nós
só ouvimos coisas boas sobre os demônios daí. Parece que são bastante
dedicados haha.
André
- O site oficial anunciou o adiamento para o lançamento do novo
álbum, devido a problemas com o selo. Helmuth chegou a mencionar
fatos como a banda ter de custear tour do próprio bolso, falta de
apoio, etc. Fale um pouco sobre essa situação e me diga se outras
gravadoras se interessaram em lançar o novo álbum.
Helmuth
-
Não quero
nem mais falar o nome dessa porra de gravadora, esses merdas não
tem nada a ver com metal. Desde
GOATREICH –FLESHCULT, nós só tivemos experiencias ruims com esses
ladrões gananciosos. Desde o dia 04 de fevereiro desse ano o novo
album está terminado, mas não podemos lança-lo, porque esses malditos
resolveram levar a briga pros tribunais.
André - Sobre
o novo disco, ele foi produzido por Andy Classe no On Stage
estudio diferentemente de “Lucifer Incestus” and “Goatreich – Fleshcult” que foram gravados no Mastersound
Studios com o produtor Alex Krull da banda Atrocity.
Helmuth
-
É,
dessa vez gravamos no On Stage estúdio, com o Andy que fez
um trabalho brilhante no quesito som, foi uma ótima experiência
ter trabalhado com ele. Além disso, o equipamento e o estúdio
são sensacionais!! Ainda não decidimos o titulo do álbum,
bem, nove músicas atingiram uma nova dinâmica, aqui vai
uma lista dessas canções:
-
Seyn
Todt In Schwartz
-
Bluhtsturm
Erotika
-
Belphegor
- Hell’s Ambassador
-
Chants
Of The Devil 1533
-
Das
Pesthaus / Miasma Epilog
Dessa vez trabalhamos com guitarras diferentes, e maneiras
não ortodoxas no quesito 'hertz', para fazer o som mais
monumental e dessa forma termos mais pessoas colaborando
com as músicas. A cada álbum a banda tenta progredir em
termos de música e intensidade. Nós sempre tentamos fazer
os instrumentos soarem melhores a cada álbum, é sempre um
grandioso desafio para nós. Posso dizer que estamos muito
satisfeitos e mal podemos esperar esse disco do caralho
ser lançado.
André
- Poucas mudanças de membros são muito importante
também, você concorda com essa afirmação?
Helmuth
-
Dificuldades
com a formação da banda realmente não são legais, mas Sigurd
e eu sempre fomos responsáveis por escrever a maioria das
letras, por isso temos a chance de buscar os melhores músicos
e melhorar a cada álbum lançado.
André
- Nefastus entrou na banda em 2004, e gravou a bateria do
novo álbum.
Helmuth
-
Nefastus
está conosco desde Agosto de 2004, ele é um talentossísimo
baterista alemão. No novo álbum você irá ouvir a bateria
mais agressiva já gravada para um álbum do Belphegor. Nefastus
é um baterista insano, exatamente o que estávamos procurando.
Ele consegue reproduzir ao vivo, tudo o que foi feito em
estúdio. Ele está em sintonia conosco tanto musicalmente
como mentalmente.
|
|
André
- Fale-me um pouco sobre o trabalho dele no estúdio.
Helmuth
-
Nefastus
gravou tudo em menos de seis dias. Essa é definitivamente a
bateria mais pesada que já foi gravada para um álbum do Belphegor.
Os blast beats em altíssima velocidade e a dobradinha baixo/bateria
saíram mais brutal e precisas do que imaginávamos, isso realmente
nos impressionou.
"A cada álbum a banda tenta
progredir em termos de música e intensidade. Nós sempre tentamos
fazer os instrumentos soarem melhores, é sempre um grandioso
desafio para nós. Posso dizer que estamos muito satisfeitos
e mal podemos esperar esse disco do caralho ser lançado."
- Hellmuth
André
- Barths se acidentou e por esse motivo, vocês estão à procura
de um novo baixista. Como está o baixista? A.X virá com vocês
para a América Latina? Há alguma possibilidade dele ser efetivado
na banda ou vocês estão procurando alguém com mais experiência?
Helmuth
-
Robin
Eaglestone, um inglês que toca no Grimfist (ex C.O.F.) estará
conosco em nossa viagem a América Latina. Ainda não decidimos
se ele será efetivado. Nós iremos tocar 15 ou 20 shows juntos
e queremos ver se ele se dá bem conosco e se nós nos daremos bem
com ele...
Robin
- Estou
bastante ansioso pela minha primeira tour pelo Brasil e México
tocando com o Belphegor pois acredito que nós temos raízes similares
no black metal, ao meu modo de ver, a musica deles é a mistura
perfeita entre Black e Death e eu tenho bastante respeito pelas
habilidades de Barth no baixo. Espero que os fãs não fiquem desapontados
com essa substituição e eu acho que finalmente tudo o que aprendi
enquanto estive no C.O.F será testado ao máximo.
André
- Comente um pouco sobre o novo álbum. Os fãs verão uma
banda tão brutal como nos últimos discos? Qual a diferença entre
a sonoridade do Belphegor atual comparada aos últimos lançamentos
(Lúcifer Incestus e Goatreich)?
Helmuth
-
Bem, no
novo disco experimentamos algumas coisas novas, como sempre fazemos
no intuito de sempre dar um passo à frente. Como você sabe, o
novo álbum é conceitual e trata sobre a peste, o diabo e o apocalipse.
Dessa vez acrescentamos poemas alemães, junto dos poemas em latin
e em inglês. O som do Belphegor nunca soou tão épico e monumental,
e tenho certeza de que o novo álbum trará uma nova dimensão para
a banda, será mais um passo a frente em nossa carreira. Vários
elementos novos e um nível maior nas composições foram adicionados
na mistura, além de estrutura. Aliás, você irá ouvir os vocais
mais agressivos que já gravei. Não estou mentindo quando digo
que daremos aos demônios o álbum mais poderoso que já gravamos.
André
- Há alguma possibilidade de vocês tocarem músicas novas nos shows
por aqui?
Helmuth
-
Não, pois
o álbum só será lançado na Europa em 6 de outubro e o foco será
nos três últimos álbuns além de um cover do Sodom. Não existe
nada melhor do que tocar uma música atrás da outra e as pessoas
começarem a banguear, é um sentimento muito bom quando você faz
um show e os fãs gostam, Death Metal é pra ser feito em cima do
palco.
André
- Eu sei que é foda perguntar isso, porque vocês estão
tendo problemas para lançar o novo álbum, mas há
planos para gravação de um cd/dvd ao vivo num futuro
próximo?
Helmuth
-
Veremos,
nós já temos umas idéias legais, mas nada de concreto para agora,
talvez no inverno de 2007.
| 
|
André
- A banda fez uma pequena turnê pela Rússia e Ucrânia em
fevereiro. Nós temos poucas informações sobre as cenas locais,
devido a problemas de ordem política. O que você pode nos
dizer sobre a cena por lá: os shows do Belphegor, a platéia
nesses países?
Helmuth
-
Eu
não ligo a mínima pra política, instituições e esses malditos
gananciosos que estão no poder e só sabem foder com a vida
do cidadão. Posso dizer que foi do caralho tocar por lá,
desde a organização, hotéis, vodka, até os locais dos shows.
André
- Vocês dividiram o palco com Destruction, lenda do thrash
mundial. Aqui no Brasil, eles excursionaram ao lado do Atrocity
e do Leaves Eyes. O que você acha da junção de bandas com
sonoridades diferentes em festivais? Com qual banda você
não dividiria o palco (mesmo que te paguem muito dinheiro)?
Helmuth
-
Haha,
eu quero mais é que se foda, André. Não tenho tempo ou energia
pra pensar nessas reuniões.
André
- Por um outro lado, com qual banda você gostaria de tocar,
mas nunca teve a chance?
Helmuth
-
Bem,
nós já tocamos com quase todas nossas favoritas, ok, Decide,
Krisiun e Black Sabbath com Ozzy e Iommi haha.
André
- Por que as capas de Necrodaemon e The Last Supper foram
censuradas?
Helmuth
-
Pergunte
e ponha a culpa nos malditos que censuraram as capas na
Alemanha, Áustria, e tivemos problemas também com Goatreich
Fleshcult, tivemos que pagar cerca de 800 euros. A principal
razão, foi como sempre as letras e o grande demônio que
está na capa, haha essas institui-
|
ções
de virgens e eunucos que vão tomar no cu! Não ligamos para
o fato de que alguém gostou da banda ou não, não é nada
de tentar passar uma imagem de bad boy ou qualquer coisa
parecida, nós todos gostamos desse tipo de arte. É a nossa
marca registrada. |
André
– Faça um breve comentário sobre os álbuns listados abaixo:
Helmuth:
▪ The Last Supper (1995) - brutal
▪
Blutsabbath (1997) -
ódio & desprezo
▪
Necrodaemon Terrorsathan (2000) - death
mais cru / black inferno
▪
Lucifer Incestus (2003) - total blastterror
▪
Goatreich – Fleshcult (2003) -
grandiosos & extremo
▪
New album untitled (2006) -
supremo - mais intenso - monumental
"...o
novo álbum é conceitual e trata sobre a peste, o diabo e o apocalipse.
Dessa vez acrescentamos poemas alemães, junto dos poemas em latin
e em inglês. O som do Belphegor nunca soou tão épico e monumental,
e tenho certeza de que o novo álbum trará uma nova dimensão para
a banda, será mais um passo a frente em nossa carreira. "
- Hellmuth
André
– Conheço o conceito do Belphegor sobre essa praga chamada religião.
Eu gostaria de saber o que você pensa sobre igrejas queimadas
por fãs satanistas, fãs de black metal e/ou fanáticos religiosos.
Helmuth
-
Nós não
somos satanistas e nunca fomos, cara, nós somos é inimigos da
cruz. O Belphegor está aqui para tocar boa música, bem, para ser
sincero, eu não dou a mínima, é tudo pelo metal. Como Nietzche
uma vez disse: “Eu amaldiçôo o cristianismo”, e eu concordo com
ele. Belphegor e a minha guitarra são as partes mais importantes
da minha vida, eu adoro subir no palco, gravar e criar música.
Já estamos nessa vida há bastante tempo, ainda é divertido, o
sentimento de produzir música ainda está dentro de nós, eu diria
que hoje nós somos mais ambiciosos do que no começo.
André
- Conte-nos uma situação engraçada que aconteceu em cima do palco
ou no backstage.
Helmuth
-
De jeito
nenhum cara, mas você não iria acreditar nas coisas que jogam
no palco, absorventes, uma caneca de cerveja, revistas de sacanagem,
aranhas... Algumas dessas coisas eu guardo.
André - Meu tempo
se acabou... muito obrigado pela entrevista. O espaço é seu para
deixar uma mensagem para os fãs brasileiros que os esperam a tempos.
Tenham bons momentos no Brasil, abraços.
Helmuth
-
Hell
yeah, disponha André, obrigado pelo respeito e pelo espaço para
falar sobre o Belphegor. Agradeço aos fãs que nos acompanham há
bastante tempo, aos que ainda estão conhecendo a banda ou a quem
irá nos shows. Bem, isso é tudo o que tenho para dizer, nos vemos
na estrada para o inferno.
www.belphegor.at