Warrel Dane – 31-01-2016 – São Paulo (Hangar 110)

Warrel Dane - SP - jan-2016 - por Felipi Arius_MG_3787Texto por Juliana Novo – Fotos por Felipi Arius – Edição por André Luiz

Em uma noitede calor intenso, Warrel Dane e seus músicos se apresentaram mais uma vez em São Paulo, enfatizando os álbuns ‘Dead Heart In A Dead World’ e ‘Dreaming Neon Black’, trabalhos queridos de todo fã de carteirinha do Nevermore. A abertura ficou por conta dos paulistas do Furia Inc.

E esse calor terrível parece que prejudicou o Warrel, que chegou ao local do evento passando mal e sendo carregado, mas que felizmente melhorou a tempo de realizar sua apresentação. Segundo o próprio músico, ele estava com a taxa de glicose baixa.

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Enquanto isso, o local foi aberto para o público, e às 19h40m subiu o pessoal do Furia Inc ao palco. De Guarulhos, demonstrando um Thrash Metal com claras influências de Pantera e toques modernos, se apresentou com uma parte do público já dentro do recinto. Apresentaram músicas de seu álbum ‘Murder Nature’, e do EP ‘Before The World Ends’.

O vocalista Victor Cutrale comentou que os gringos estão reconhecendo os músicos do Brasil, brincando sobre o Kiko Loureiro no Megadeth e outros brasileiros estarem tocando com o Warrel ‘Safadeine’. Comentário um tanto quanto desnecessário, diga-se de passagem.

O som estava bem equalizado, mas achei desnecessário o uso de samplers em algumas partes de bateria. Nas últimas músicas o vocal incentivou o pessoal para fazer roda, chegando a sair do palco e cantando no meio do público. Terminaram o show por volta de 20h20m.

O Hangar110 foi começando a ficar mais cheio, enquanto o pessoal aguardava o show tendo de suportar o calor dentro do lugar, mesmo com o ar condicionado ligado, e foi difícil entender como não ligaram os ventiladores em volta.

Ás 21h surgiu no palco o americano Warrel Dane, acompanhado pelos músicos brasileiros Marcus Dotta (bateria), Johnny Moraes (guitarra), Fabio Carito (baixo) e Thiago Oliveira (guitarra). Começou sua apresentação com várias pedradas do ‘Dreaming Neon Black’ como “Ophidian”, “Beyond Within”, “The Death Of Passion”, “Poison Godmachine”, “The Fault Of The Flesh”, levantando o público desde o começo o qual agitava sem parar e cantava os clássicos.

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Sua voz infelizmente não estava tão boa quanto outrora, parecendo estar ainda debilitado por ter passado mal antes do show. Havia até um banco para se sentar, mas ele prosseguiu o show inteiro em pé, se segurando o tempo todo nos pedestais de microfone.

Momento mais calmo do show, Warrel cantou a linda balada “Forever”, e depois a “Dreaming Neon Black” foi executada com participação especial da vocalista Rafaela Villela (Ravenland). Uma pena que no dado momento os microfones falharam, deixando difícil de entender a interpretação de uma música tão emocionante.

Entrando no clima de sua carreira solo, Warrel anunciou “When We Pray”, do álbum ‘Praise To The War Machine’, dizendo ao público acreditar que nada acontece quando nós rezamos. E do mesmo álbum, a balada “Brother”, em homenagem ao seu irmão falecido, cheia de feeling.

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Logo após, rolou a intro “Precognition” do ‘Politics Of Ecstasy’, e começou a rolar músicas do ‘Dead Heart In A Dead World’, começando com “Narcosynthesis”. No dado momento, aconteceu uma roda violenta, a qual permaneceu com “We Disintegrate”.

Warrel pergunta ao público se “estão prontos para a dor?”, e executou a densa “Inside Four Walls”. Em alguns momentos o microfone de Dane gerou microfonia. Seguiu com “River Dragon Has Come”. Antes de anunciar faixa seguinte, Warrel pediu para uma menina beijar seu namorado, ela beijou, o vocalista sorriu e disse “gostei de ver isso, ela roubou o seu coração”. E com isso anunciou a música “The Heart Collector”.

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Na sequência, ele continuou os discursos: “deixem-me contar algo. Eu não acredito em nada desde a minha infância, então acreditem em nada”. E começaram a tocar a belíssima “Believe In Nothing”. Nos intervalos, o pessoal gritava vários nomes de outras músicas, mas àquela altura Warrel replicava “calma, não sejam tão ansiosos”, arrancando risadas do público. Mas ao cantar “Dead Heart In A Dead World”, os presentes foram à loucura.

Em torno de 22h30m o grupo saiu do palco, e voltaram para o bis com a faixa “This Godless Endevour”. Infelizmente não tocaram o último bis, que seria o clássico “Future Tense” do Sanctuary. Se despediram por volta de 22h40m com o público gritando Warrel Dane, e depois Brasil, por ele ter músicos brasileiros em sua banda solo. Como disse o batera Marcus Dotta, foi um show, sobretudo heroico pelas circunstâncias em que Warrel se encontrava. Resta desejar que Dane se cuide e lance um ótimo álbum solo ainda neste ano. Agradecimentos a TC7 Produções e Luciano Piantonni pela produção do evento e credenciamento de nossa equipe.

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