Setembro Negro – 11-09-2011 – São Paulo – SP (Carioca Club)

Por Leandro Cherutti e Juliana Lorencini
Fotos Ragnarok por Juliana Lorencini
Fotos Belphegor e Morbid Angel por Leandro Cherutti

No último dia 11, tivemos na cidade de São Paulo, a realização do mais importante evento de música extrema do Brasil, o Setembro Negro Festival. Este ano além da atração brasileira Hellsakura, outros três nomes de peso fizeram parte do cast. Os noeruegueses do Ragnarok junto com a banda austríaca Belphegor, ambas encerrando sua passagem pelo Brasil após uma série de apresentações pelo país. E por último um dos grandes expoentes da cena Death Metal mundial, o Morbid Angel.

A banda vem divulgando o seu mais recente e polêmico trabalho “Illud Divinum Insanus”, o primeiro desde o retorno de David Vincent aos vocais, ocorrido em 2004. O álbum não conta também com a presença marcante de Pete Sandoval (bateria), que está afastado da após passar uma cirurgia nas costas.

Ainda cedo e com um público pequeno, à abertura do festival ficou a cargo da banda Hellsakura, que de forma simples e objetiva, passou toda a fúria de seu punk rock aos presentes. A banda que acabou de lançar seu primeiro albúm pela Tumba Records fez uma breve e boa apresentação.

Chega então a vez do Ragnarok mostrar a que veio, trazendo um ríspido e agressivo Black Metal. Os noruegueses executaram um set list curto que passou por diversas fases de sua discografia com “It’s War”, “Bless Thee For Granting Me Pain” , “Stabbed by the Horns”, “Certain Death, “In Nomine Satanas” e encerraram com “Blackdoor Miracle”.

Com uma presença de palco marcante, que empolgou o público, Jontho Panthera (bateria), DezeptiCunt (baixo, backing vocals), Hans Fyrste (vocal) e Bolverk (guitarra) mostraram porque tem se tornado um dos grandes nomes dentro do Black Metal atualmente.

Após uma breve pausa de 15 min, chegou o momento do Belphegor entrar em cena. Ao som da sombria intro “I Feast Upon The Dead”, Helmuth (vocal e guitarra), Serpenth (baixo), Bernth (guitarra) e Thyger (bateria), entraram no palco e se posicionaram de costas para o público, com exceção de Thyger.

A primeira paulada veio com “In Blood – Devour This Sanctity”, que compõe o último albúm de estúdio da banda, Blood Magick Necromance. Na seqüência a banda atacou com a clássica “Belphegor – Hell’s Ambassador” recebida com muito entusiasmo pelos fãs.

Com muita energia a banda retomou Blood Magick Necromance, com as faixas “Angeli Mortis De Profundis” e “Impaled Upon the Tongue of Sathan”, esta última, escolhida para ser o primeiro single e com um vídeo clipe muito peculiar, mas que não foge ao padrão da banda em relação aos anteriores.

O ápice do show aconteceu com a execução impecável de “Lucifer Incestus”, faixa que com o passar dos anos se tornou um ícone, que foi seguida pela à extensa “Rise to fall And Fall To Rise”. O Belphegor encerrou seu repertório de forma primorosa, com “Bondage Goat Zombie”.

A austríacos mostraram uma qualidade indiscutível no palco, muito bem entrosados, apesar do curto show, o Belphegor provou mais uma vez o porque é um dos grandes nomes do Black Metal.

O quarteto americano Morbid Angel, deu as caras por volta das 20h. David Vincent (Vocal), Trey Azagthoth (Guitarra), Destructhor (guitarra) e Tim Yeung (bateria), iniciaram de forma impactante sua apresentação com a avassaladora “Immortal Rites”. Para o deleite dos fãs, a banda não economizou nos clássicos e seguiu com uma trinca demolidora “Fall From Grace”, “Rapture” e “Pain Divine”.

O bom público que compareceu no Carioca Club estava entusiasmado, e a banda retribuiu toda esta energia com os hits “Maze of Torment” e “Sword to the Black”.

David Vicent sabe como poucos conduzir um espetáculo, e entre um dialogo e outro, preparou o terreno para a execução das novas faixas “Existo Vulgoré” e “Nevermore” que não destoaram do contexto do show, mas “ I Am Morbid” soou um pouco diferente de todo o resto.

Para colocar mais fogo nos ânimos dos fãs, tivemos a esplêndida “Angel of Disease”, “Lord of All Fevers and Plague” e “Chapel of Ghouls” que contou com um ótimo solo de guitarra de Trey Azagthoth, um dos grandes momentos da noite. A ação do tempo parece não fazer efeito sobre a figura emblemática de Trey Azagthoth, que no auge de seus 51 anos, continua em plena forma física.

A participação maciça da platéia foi fundamental no espetáculo, que seguiu com os títulos “Dawn of the Angry”, “Where the Slimes Live”, Blood On My Hands” e “Bil Ur-Sag” a única faixa da era Steve Tucker inclusa no repertório.

Contrariando os descrentes, o Morbid Angel fez uma apresentação soberba, com um set calcado em toda a fase David Vincent. Com mais de 1h30 de chaos sonoro os americanos encerraram com “God of Emptiness” e World of Shit”.

O Setembro Negro Festival mais uma vez provou o quanto o público de música extrema precisa de mais eventos do gênero. Com a casa cheia e grandes bandas a noite terminou com um saldo extremamente positivo para a cena extrema nacional e para os fãs que já anseiam por mais iniciativas como esta.

Set List Ragnarok

It’s War
Bless thee for Granting me Pain
Stabbed by the Horns
Certain Death
In Nomine Satanas
Blackdoor Miracle

Set List Belphegor

Feast Upon The Dead (Short Live Instrumental )
In Blood – Devour This Sanctity
Belphegor – Hells Ambassador
Angeli Mortis De Profundis
Impaled Upon The Tongue Od Sathan
Lucifer Incestus
Rise To Fall And Fall To Rise
Bondage Goat Zombie

Set List Morbid Angel

Immortal Rites
Fall From Grace
Rapture
Pain Divine
Maze of Torment
Sworn to the Black
Existo Vulgore
Nevermore
I Am Morbid
Angel of Disease
Lord of All Fevers and Plague
Chapel of Ghouls / Trey Azagthoth Solo / Chapel of Ghouls
Dawn of the Angry
Where the Slime Live
Blood on My Hands
Bil Ur-Sag
God of Emptiness
World of Shit

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