Infallible,
do inglês “Infalível”, definição que se aplica perfeitamente a banda
que vem se superando a cada lançamento, no decorrer de seus doze
anos de carreira. Na produção do álbum, a banda se recolheu em um
sítio em Tatuí, interior paulista, para realizarem as gravações
de guitarra, baixo, teclado e vocal através da unidade móvel do
estúdio Daufembach, comandada pelo engenheiro de som Adair Daufembach,
exceção a gravação da bateria que fora no The Magic Place em Florianópolis.
Na seqüência, Aquiles Priester (que assina a produção do disco)
viajou com Adair Daufembach para Celle, na Alemanha, na etapa de
mixagem e masterização ao lado do produtor Tommy Newton, no estúdio
Area 51. Em termos de estrutura, pode-se notar que a qualidade é
inquestionável, já com relação a parte técnica, posso considerar
Infallible um dos melhores lançamentos nacionais de 2009. Esse disco
confirma a competência do novo vocalista Humberto Sobrinho, o qual
demonstra versatilidade e identidade própria na interpretação das
novas composições; já Eduardo Martinez se destacou mais nesse álbum
que nos demais, com timbres mais variados, bases e solos mais trabalhados.
A arte gráfica, um tanto quanto distinta das demais (em especial
na capa do álbum), fora elaborada pelos designers Vanessa Döi e
Luciano Sorrentino. O trabalho ainda conta com algumas participações
especiais, tais quais: Theo Vieira, Stefanie Schirmbeck e o grupo
Roupa Nova.
A faixa de abertura é “The Infallible Emperor – (1956)”, através
da qual é possível notar uma certa distinção dos álbuns anteriores
e a potência que virá nas demais músicas. Um trecho que me chamou
a atenção fora “It’s Never Late To Find. The strength inside your
eyes”, faz você parar para pensar com toda certeza. A seqüência
traz “Colorblind”, uma música muito bem executada a qual conta com
uma introdução diferenciada, uma bateria esmagadora e um vocal bastante
particular. “Solitary Mind” possui uma ótima melodia, cativante,
que inicia calmamente e em poucos segundos revela um vocal surpreendente.
“Time To Forget” é sem duvida a grande balada do álbum, faixa a
qual conta com a participação de Theo Vieira, na minha modesta opinião
uma das melhores músicas do álbum, em especial pela sincronia entre
as vozes de Humberto Sobrinho e do convidado especial. “A Miracle
In My Life” traz uma introdução sem comentários e a potência do
vocal de Humberto Sobrinho, seguida por “The Garden”, primando novamente
pelos riffs, música bem heavy. “Dreaming Of Black Waves” conta com
a participação de Stefanie Schirmbeck, da banda Holiness, e foi
escolhida para o primeiro clipe. “Based On A True Story” é também
uma boa balada, com um vocal suave nos primeiros acordes e melodia
muito bonita na continuidade, Humberto Sobrinho é sem dúvida um
vocal que supera a cada música. “Handwritten” é uma das músicas
mais pesadas do álbum e porque não classifica-la como um bom thrash
metal, com um vocal mais rasgado, mostra um lado da banda um tanto
quanto diferente. “Some Light To Find My Way” trata-se de outra
boa música, o tipo de faixa que você se empolga e começa a cantar
junto.
O álbum conta com dois covers, “39” do Queen e “Mais uma Vez”, que
conta com a participação mais que especial do grupo Roupa Nova nos
vocais. Já para os fãs japoneses há um versão bônus contendo regravação
de “Like A Wind The Sky” do disco “Last Time”. “Elas (as letras)
falam sobre a força que move o ser humano, que acredita que deve
buscar e fazer tudo honestamente pelos seus objetivos. É um disco
otimista do ponto de vista de lutar e buscar resultados. É o nosso
trabalho mais extremo, tanto no aspecto técnico, virtuoso e rápido,
como também no lado mais melódico e acessível”, disse Aquiles Priester
em entrevista cedida ao jornalista e crítico musical Antonio Carlos
Monteiro.
LINE UP: Leko Soares - guitar
Tim Alan Wagner - guitar
Michel Aguiar - bass
Marcelo Benelli - drum
Leo Oliveira - vocal Lançamento: 2008
Gravadora: Die Hard Site Oficial
SOME WAYS BACK NO MORE - LOTHLÖRYEN (01/11/08)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 9
10
Poucas
bandas no Brasil surpreendem com sua sonoridade como os mineiros
do Lothlöryen. Calcado no folk metal, a banda alcançou uma evolução
impressionante do primeiro álbum para o álbum Some Ways Back No
More. Diferente de seus conterrâneos do Tuatha De Danann com os
quais instrumentos regionais e a música celta se fazem presentes,
o Lothlöryen alternou em seu novo álbum com a sonoridade característica
do heavy tradicional, as melodias, solos e riffs do power metal
e claro, os temas medievais dando assim um toque especial às composições.
A banda mesclou em único álbum inspirações que vão de bandas como
Blind Guardian até Jethro Tull, fazendo algo atual e moderno. No
quesito letras, ocasionalmente faz-se menções ao conceituado J.
R. R. Tolkien (criador do clássico Senhor dos Anéis), principalmente
na música Hobbit´s Song. My Mind In Mordor, faixa que abre o álbum,
teve um destaque especial para as guitarras pois seus riffs se encaixaram
perfeitamente na sonoridade característica do grupo. A faixa Some
Way Back no More (destaque para o poema Namárie de Tolkien, em sua
abertura) com sua pegada power metal, contrasta com o restante do
disco, uma boa opção para execução em shows, pois sua energia e
qualidade são impressionantes. Além das composições, o encarte e
a embalagem se destacam da maioria das bandas, o formato Slipcase,
(com imagem diferente da ilsutrada no encarte) e as fotos a cargo
do ilustrador Robson Piccin dão o toque especial ao pacote.
O vocalista Leo Oliveira, ao lado dos guitarristas Leko Soares e
Tim Alan Wagner foram os destaques individuais do álbum, chamando
a atenção pela criatividade nas melodias apresentadas. A Secret
Time talvez seja a mais pesada canção do disco, principalmente pelo
seu riff inicial e a cadência um pouco diferente das faixas anteriores.
Outro destaque é a balada radiofônica White Lies (Take me Home),
que deverá ser utilizada em seus shows para acalmar os presentes.
Por fim, a “épica” Unfinished Fairytale acaba por mostrar as qualidades
individuais do grupo. Caro leitor, se você busca algo cativante,
novo e com qualidade você encontrará em Some Way Back No More do
grupo mineiro Lothlöryen.
LINE UP: Junior Mais - guitar
Yuri Leite - guitar
Adriano Abreu - bass
Saulo Oliveira - drum
Nathiel Silva - keys
Marcísio "Mac" Coelho - vocal Lançamento: 2008
Gravadora: Independente Site Oficial
O
que me impressiona no Brasil é o fato de que cada vez mais pessoas
estão aderindo ao movimento metálico nacional e, conseqüentemente
buscando aprender algum instrumento e a partir daí, formar uma banda
seja ela qual estilo for. Diretamente da terra do sol (Fortaleza)
os cearenses do Hostile Inc. surpreendem pela qualidade das músicas,
pela força de vontade dos músicos e da qualidade de gravação de
seu álbum de estréia, o criativo Oiyamat.
Para os que não conhecem a banda e gostam de “rótulos” o grupo se
encaixa perfeitamente no Death Metal Melódico, praticado por algumas
bandas como Dark Tranquillity, In Flames, Children Of Bodom, etc...
Porém, não fique achando que a banda só imita ou copia esses grandes
nomes. Pude perceber outras influências e mudanças de andamento
em suas músicas, com riffs criativos e cativantes, passagens de
piano e teclados na medida certa, tornando assim um som até certo
ponto agradável de se escutar. Com músicas longas e bem trabalhadas,
os cearenses parecem ter acertado na fórmula de mostrar competência
logo no seu primeiro disco, ganhando um destaque na mídia especializada
e entre os fãs locais, aliado ao fato de que a banda utiliza-se
de instrumentos locais desde sua primeira gravação, tais como o
triângulo. Acalme-se quem acredita que vai escutar isso como foco
principal, não é o caso do Hostile Inc, pois os mesmos o utilizam
o instrumento de forma adequada e sem forçar nada. Destaques para
as músicas Alea Jacta Est, The Universe Outside e a épica Sheep
and Wolves. Recomendo esta banda para os amantes do metal extremo
e principalmente, do metal nacional.
LINE UP: Rodrigo Hidalgo - guitar
Ricardo Winandy - bass
Rafael Pensado - drum
Miguel Spada - keys
Danilo Herbert - vocal Lançamento: 2008
Gravadora: Independente Site Oficial
Evolução
e criatividade, essas duas palavras sintetizam o novo álbum da banda
paulista. O grupo que lançou com competência seu primeiro disco
em 2004 - o excelente Just The Two Of Us...Me And Them – sempre
primou pelo crescimento musical e intelectual dos seus músicos e
conseqüentemente de suas canções, tendo como ponto alto uma formação
coesa e que até hoje não sofreu baixas.
Produzido pelo experiente Ben Grosse (Megadeth, Slipknot) e gravado
no Mosh Studios em São Paulo, e também no The Mix Room em Los Angeles,
Estados Unidos o “dispositivo de destruição” em minha opinião ganhou
muito no quesito produção. O que pude notar como característica
principal desta evolução foi o peso das guitarras aliado a cozinha
(baixo e bateria), fazendo com que o som da banda subisse até o
último volume. O som está mais orgânico, direto e simples para os
padrões que a banda sempre nos mostrou no decorrer dos anos. Exemplos
para isso não faltam, músicas como “Destructive Device” e “Breakthrough”
- que possui um grande apelo radiofônico, mas sem se tornar melosa
e ou piegas, muito agradável de escutar diga-se de passagem – são
diretas e com riffs desconcertantes. Uma das melhores canções do
álbum a pesadíssima “Lethal” faz jus ao nome e torna-se letal aos
ouvidos dos fãs, pois provavelmente Rodrigo Hidalgo tenha criado
o riff mais pesado de sua história na banda, isso sem esquecer alguns
elementos da música com vocais guturais que a tornaram bastante
interessante. “Under an Alias”, “Inevitable Nightfall” e “Fragile
State of Peace” mostram o lado mais progressivo e que se tornou
na marca registrada do grupo. Duas músicas curiosas fazem parte
das doze faixas presentes no disco, mas que sem elas o mesmo perderia
um pouco a graça, pois as mesmas explicam um pouco sobre o conteúdo
das letras e passam um clima interessante e pesado. As canções que
na verdade são diálogos tensos e até certo ponto aterrorizados,
fazem com que o ouvinte -que tenha um pouco de conhecimento sobre
filmes de terror/suspense - lembre alguns clássicos da telona, tal
como o “Massacre da Serra Elétrica” (será que a banda se inspirou
nele ou em algum filme parecido para estas faixas?). Vale lembrar
que estas faixas cujas influências de filmes aterrorizantes são
latentes, e já existem no mercado com o nome de experiências binaurais,
onde o ouvinte acaba se tornando uma das vítimas do torturador,
deve ser escutada com o fone de ouvido por terem sido gravadas em
formato 3D. Mas você deve estar se perguntando, que torturador é
esse? Aí está o questionamento que o grupo quer passar para os fãs,
a resposta vocês terão que procurar. A Agência de Inteligência precisa
de novos recrutas e vocês fãs da banda estão convidados para procurar
as evidências que o serial killer deixou, para então prendê-lo.
“Shocking Death Bed Confession” um petardo de mais de dez minutos
fecha o disco da maneira que o Mindflow mais adora, com peso, passagens
intricadas, vocais melodiosos e característicos e solos complicadíssimos.
O disco parece ter caído no gosto dos americanos e a banda que já
fez uma turnê bem sucedida pelos Estados Unidos promete grandes
surpresas para o Brasil. Só nos resta esperar por mais discos, mais
músicas e o mais importante de tudo isso, o Heavy Metal brasileiro
sempre no topo, seja com o progressivo, com o tradicional com o
Thrash Metal, com o Power Metal ou por que não, com o MindFlow.
LINE UP: Iuri Nogueira – guitar
Alexandre Zanetti – drum
PA Vieira – bass
Igor Nogueira –
keys
Júlio Vieira – vocal Lançamento: 2008
Gravadora: Independente Site Oficial
SINGLE MESSENGER'S RAGE - MR. EGO (25/06/08)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1 2 3 4 4,5
5
O
Mr. Ego que foi criado em 1995 na cidade de Monte Azul Paulista,
interior de São Paulo e que já consta com uma carreira sólida na
cena nacional, lançou recentemente em seu Web Site oficial (www.mrego.com.br)
um websingle da música Messenger's Rage. Duas músicas fizeram parte
deste lançamento que mesmo sendo no formato mp3, ganhou capas e
encartes - muito bem feitos por sinal – lançados no pacote. Comentarei
música por música como sempre foi um costume meu nestes casos especiais,
ou seja, os famosos singles.
Messenger's Rage: Uma das primeiras canções apresentadas por esta
nova formação. Realmente tem cara de single, mas não pense que ela
tem aquele clima simples e meloso das baladas radiofônicas. Ela
é pesada e conta com um riff direto e marcante (criado por Iuri
Nogueira) daqueles que ficamos cantarolando sempre que lembramos.
A cozinha liderada por PA e Alexandre Zanetti seguram bem a música
dando um clima interessante. Em resumo, uma canção eclética e que
fatalmente agradará gregos e troianos.
Evil Force: Diferentemente da primeira canção que tinha como principal
elemento à levada com groves de altíssima qualidade, musicalidade
e técnica, esta aqui se baseia principalmente e decididamente em
algo que o Heavy Metal pede, ou seja, PESO. O destaque sem dúvida
ficou a cargo de Iuri Nogueira que incorporou mestres das seis cordas
em seus riffs, tais como: Michael Romeo (Symphony X) e Dimebag Darrel
(ex-Pantera). Júlio Vieira que vem evoluindo a cada lançamento melhorou
e muito nos drives e na entonação, principalmente depois de alguns
shows que o grupo realizou no interior paulista.
Vale lembrar que estas músicas ainda não foram totalmente mixadas
e masterizadas, pois são somente versões demos e com isso só nos
resta esperar pelo lançamento do tão esperado e aguardado álbum
Mythology.
LINE UP: Hugo
– guitar/bass/vocal
Yann Mouhad - guitar
Damien Rainaud – drum
Julien – bass
Nathalie Olmi – vocal Lançamento: 2006
Gravadora: Magna Carta Site Oficial
THE EREYN CHRONICLES PART I - ANTHROPIA (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 9 10
A
França acaba de me surpreender com uma excelente banda de Progressive/Speed
Metal, ela se chama Anthropia e acaba de lançar o seu primeiro álbum
The Ereyn Chronicles Part I The Journey Of Beginnings pela gravadora
Magna carta (conhecida por excelentes lançamentos). Primeiramente
a intro Wellcome To Ereyn digna de aplausos, instrumental grandioso
unido de um coro excelente. Question Of Honor mostra todo o poderio
sonoro da banda, o baixo de Hugo é simplesmente estrondoso, os riffs
são tão afiados e cortantes quanto uma espada samurai. O álbum aborda
temas um pouco anacrônicos, mas considerando o que o inspirarou,
os aspectos incongruentes fazem dele um excelente álbum. Abordando
temas que falam sobre ferreiros, duendes zombeteiros, bárbaros mercenários
e até mesmo a Succubus. As músicas são extremamente longas, porém
não se deixa cair na mesmice algo muito difícil de fazer atualmente.
Through the Sleeping Seaweed é totalmente instrumental, uma excelente
faixa para se observar toda a técnica dos músicos. Solos de guitarra
memoráveis, uma bateria completamente anormal, quebradas incríveis
e momentos melancólicos fazem parte desta música. Lion-Snake é uma
canção maravilhosa, podemos ouvir o belíssimo vocal de Nathalie
Olmi fazendo um magnífico dueto com Hugo. Para tornar o álbum completo,
o mesmo contém um vídeo falando sobre a banda e suas influências.
The Ereyn Chronicles Part I The Journey Of Beginnings é um álbum
extremamente complexo, surpreendente, versátil, cheio de explosões
sonoras. Anthropia, eis uma banda que você leitor tem o dever de
conhecer e ouvir!
LINE UP: Various Lançamento: 2006
Gravadora: Magna Carta Site Oficial
PRIME CUTS - JORDAN RUDESS (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 9 9,5 10
A
gravadora Magna Carta continua lançando Prime Cuts. Desta vez o
artista escolhido foi o grande tecladista Jordan Rudess (Dream Theater),
ele também já gravou com David Bowie, Annie Haslam, e Vinnie Moore.
Jordan foi considerado um garoto prodígio no piano, ao ouvir o Prime
Cuts eu não tive nenhuma dúvida de que Jordan é realmente um magnífico
tecladista. Neste disco estão reunidas músicas do projeto Liquid
Tension Experiment e do próprio Jordan Rudess, além de envolver
outros nomes da mesma categoria como Mike Portnoy, Kip Winger, Terry
Bozzio, Robert Berry e Rod Morgenstein entre tantos outros que aparecem
neste álbum. Inicialmente ouvimos a faixa Universal Mind (Liquid
Tension Experiment), a mesma se trata de um Progressive Metal muito
bem executado. O teclado de Jordan é simplesmente magnífico, ele
varia constantemente o seu som. O mais interessante é o fim desta
faixa que termina com um som freqüentemente tocado em circos ao
fim dos espetáculos. Tear Before The Rain é uma ótima balada, em
que Jordan faz com que apareça a sua voz, aliás, uma admirável voz.
Seguindo o disco a canção Revolutionary Etude é uma das suas composições,
um piano é o instrumento escolhido para a sua execução. O feeling
transmitido por esta faixa é único, um sentimento de tristeza envolve
completamente o ouvinte. Esta é sem dúvida uma das melhores canções
do Prime Cuts. Mais uma música é executada, Outcast. Essa por sua
vez é completamente instrumental, o teclado é o instrumento utilizado.
Ela é bastante calma, passa um sentimento de paz, sons do vento
criam a atmosfera perfeita. Essa com certeza merece destaque. A
oitava música é uma surpresa, nada mais nada menos que um cover
do Elp com a canção Hoedown. O resultado final dela foi excelente,
Robert Berry demonstrou toda a sua habilidade com o baixo, Jerry
Goodman fez um excelente trabalho com o violino, Simon Phillips
na bateria e Marc Bonilla na guitarra desempenharam o seu papel
com maestria e o Jordan Rudess era simplesmente genial. Para encerrar
o disco Feed The Wheel, um Progressive Metal genuíno. O disco conta
com um vídeo onde Jordan fala um pouco sobre a sua história e algumas
dicas sobre ser um bom tecladista. O Prime Cuts mostra toda a versatilidade
de Jordan Rudess, um trabalho magnífico feito para os apreciadores
de música de qualidade.
LINE UP: Paulo
Caetano – guitar/vocal
Rogerinho – guitar
Teddy – drum
Casito – bass/vocal Lançamento: 2006
Gravadora: Cogumelo Rec. Site
Oficial
ODE TO DEATH - WITCH HAMMER (25/06/08)
POR: ROSBERG LIMA NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
7,5 8 9 10
É
isso mesmo, quem não se lembra desta banda Witchhammer?! Depois
de quatorze anos sem lançar material, eles retornam com Ode To Death.
São mais de cinqüenta e seis minutos de Thrash com alguns elementos
de outros estilos como o Death Metal. Quem conhece o Witchhammer
de longas datas sabe que a cada CD lançado a banda muda sua sonoridade
mantendo algumas características originais. E não poderia ser diferente
em seu novo álbum, a começar pela faixa Oija Board que varia entre
momentos de cadência outrora um som mais agressivo. Também é possível
notar passagens na música que se assemelham com o Death Metal. Seguindo
o disco Wrath Of Witchhammer, a mesma continua com a mesma pegada
da primeira música sempre com vocais alternados entre guturais e
rasgados o que deixa o disco um pouco mais interessante. The Machine
Of War é uma das melhores em minha opinião, uma música que não é
veloz muito menos lenta, ela todos os instrumentos são bem dosados.
Chegando à metade do disco é observada uma falta de variação sonora,
isso faz com que o Ode To Death se torne um pouco chato. Felizmente
ao ultrapassar sua metade o disco melhora com destaque para a Weekend
In Auschwitz que nos remete ao Oldschool Thrash Metal. E a velocidade
continua aumentando, Witchery é uma daquelas que nos faz sacudir
o pescoço sem piedade até parti-lo. E para encerrar Perseguição
completamente cantada em português, além disso, a música é ótima.
Em seu minuto final o que se ouve é um ataque de solo de guitarras
cortante e rápido. A produção está ótima e o encarte se transforma
em um pôster. Em geral, são várias mudanças no som do Witchhammer,
mas o grupo ainda está bom. Agora é esperar para ouvir o próximo
lançamento da banda e quais serão as novas mudanças sonoras.
LINE UP: Bob Zamudio – guitar
Tak Boroyan – guitar
Ryan Markley – drum
Alex Zabolotsky – bass
Alex Brugge – vocal Lançamento: 2006
Gravadora: People LY Rec. Site Oficial
A
People Like You Records apresenta mais um lançamento de peso, Angel
City Outcasts. Em seu debut Let It Ride o grupo americano demonstrou
grande potencial e correspondendo as expectativas o seu segundo
e mais novo lançamento Deadrose Junction é mais um ótimo álbum.
È quase uma hora de Punk Rock venenoso, Made for This tem uma levada
mais balançante, um Rock ‘n Roll mais tranqüilo. Down Spiral já
tem um ritmo mais acelerado, o grupo começa a mostrar o clássico
Punk. Eles conseguem variar bastante as músicas em todo o CD, hora
veloz com uma pegada forte outrora mais lenta, isso faz com que
este disco seja no mínimo interessante. Sunset Suitan é uma dessas
faixas lentas, Rock ‘n Roll alegre e contagiante. As letras musicais
são bem construídas pelo grupo. Ao chegar à metade do disco uma
faixa instrumental, ela nos remete aos tempos antigos de duelos
do velho Oeste. Em seguida Horns N Halos essa é direto no queixo,
o vocalista Alex Brugge corta os tímpanos do ouvinte, e os guitarristas
Bob e Ryan dão um show de coesão. Eles conseguem construir ótimas
canções, múltiplos refrões, intro e solos estendidos. Também é abordado
alguns temas políticos e sociais como, por exemplo, na música Cutthroat
em outras eles conseguem ser bem divertidos como a Where I Belong.
Em nível de produção, eu só posso dizer que está excelente, a capa
ficou ótima. Apesar de se apenas o seu segundo álbum eles demonstraram
ser capazes de se igualar ou até superar muitas das bandas que já
são consideradas as “melhores” no estilo.
LINE UP: Júlio –
guitar
Yuri – drum
Diego – bass
Lúcio – vocal Lançamento: 2006
Gravadora: Independente
Há
exatamente onze anos, em Feira de Santana na Bahia nascia a banda
Deformity BR. A mesma é dona de um Death/Grind de alta potência,
Lúcio (vocal), Júlio (guitar), Yuri (drums) e Diego (bass), compõe
esta máquina sonora chamada Deformity BR. Após quatro anos foi lançado
o primeiro promo CD contendo a faixa Disgrace Is Coming isso era
apenas o começo da saga destes guerreiros do underground. Passaram-se
dois anos e foi lançado o demo CD Fleshless Remains, a mesma continha
três músicas de tirar o fôlego de qualquer banger. A evolução sonora
da banda era bastante visível, logo a banda foi convidada a participar
da coletânea Killing All The Posers (Metal Blood). O grupo modificou
por algumas vezes a sua formação, e o último deixar a banda foi
Marcello (bass), isso fez com que a banda retomasse a sua formação
original. Para a satisfação de muitos fãs da Deformity BR eles acabam
de lançar o novo demo CD intitulado There Blood Coming. São apenas
duas músicas, mas mostra todo o poderio sonoro do grupo. A primeira
faixa Squeezing Necks começa de forma mais agressiva possível, Lúcio
continua destruindo os ouvidos com seus grunhidos, Yuri arrasa com
sua bateria frenética. Em seguida Tumor, uma música bastante veloz.
O ouvinte é tomado por uma vontade incontrolável de sacudir o pescoço.
Mesmo com onze anos na estrada, infelizmente a banda ainda não lançou
um full length, mas esperamos que isso não demore em acontecer.
Enquanto isso, There Blood Coming é um ótimo aperitivo para os devoradores
de Death Metal.
LINE UP: Gustavo Silveira – guitar
Frank Schieber – guitar
Flávio Pascarillo – drum
Ivan Guilhon – bass
Renato Tribuzy – vocal PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: Bruce Dickinson
Chris Dale
Kiko Loureiro
Mat Sinner
Ralf Scheepers,
Roland Grapow
Roy Z
Sidney Sohn Lançamento: 2007
Gravadora: Hellion Records Site Oficial
Quando
Renato Tribuzy gravou o álbum Execution e chamou toda as suas estrelas,
dentre elas Bruce Dickinson do Iron Maiden, ninguém imaginava que
o mesmo poderia os reunir em alguns shows no Brasil, mas o cantor
não só conseguiu como gravou um DVD que saiu em 2007, pela Hellion
Records no Brasil. Alguns vão perguntar, mas porque você deu nota
9,8 e não 10, eu respondo. Porque eu fui aos dois shows que eles
fizeram no Credicard Hall e em ambos eles tocaram alguns covers
do Iron Maiden que não fazem parte desse pacote, somente por isso.
Mas, vamos avaliar este DVD.
Uma dúvida minha, por que bandas como Edguy e Stratovarius não conseguiram
gravar vídeos por aqui, se o Shaman e o Tribuzy conseguiram? Será
que foi por problemas técnicas mesmo? Pergunto isso, pois a qualidade
deste dvd não deixa nada a desejar para os gringos, em termos de
áudio e vídeo. Sons e imagens cristalinas, com diversas partes em
preto e branco, dando um contraste interessante ao evento em si
e o principal, várias câmeras seja mostrando a banda, seja mostrando
o público. O menu do disco foi bem feito, simples e direto, direcionando
de maneira ágil cada uma das opções presentes.
Tribuzy, além é claro de ter como foco principal os participantes
do evento, se mostrou um excelente frontman, correndo de um lado
para o outro e agitando o público a todo o momento. Músicas como
“Agressive”, “Divine Disgrace” e “The Attempt” se saíram melhor
que e a encomenda e sem deixar a empolgação do público cair, que
foi latente.
“Absolution”, um dos destaques do DVD, colocou Ralf Scheepers em
maus lençóis, pois quem a cantou no disco de estúdio foi nada menos
que Michael Kiske (ex-Helloween), mas ele não fez feio, pelo contrário,
interpretou muito bem e arrancou aplausos da platéia que bradou
o seu nome efusivamente.
“Final Embrace”, uma grande versão do clássico do Primal Fear, que
contou com as participações especiais de Mat Sinner e Ralf Scheepers,
se mostrou excelente ao vivo e contou com a participação em massa
do publico. “Web of Life” e a melhor música do álbum, a faixa titulo
“Execution”, foram um dos destaques do evento. Aliás, a canção Execution
pode ser considerada uma das melhores da década, principalmente
pela sua grande quantidade de riffs criativos e levadas cativantes,
algo realmente impressionante.
Para fechar o DVD com chave de ouro, sem antes lembrar e reclamar
um pouquinho, sobre a falta dos covers do Iron Maiden e da jam com
a música Tush, onde Bruce Dickinson tocou bateria, “Tears of the
Dragon”, em uma versão diferente com mais teclados e o vocalista
do Iron Maiden em ótima forma, mas por incrível que pareça um pouco
inibido, talvez porque o show não era dele e sim do Tribuzy. “Beast
in the Light”, uma canção feita exclusivamente para Bruce Dickinson
e que caiu como uma luva para o seu estilo vocal, animou os presentes
e tornou especial o evento que marcou a vinda de grandes estrelas
ao Brasil e a grande conquista de Renato Tribuzy, ao conseguir reunir
todas essas feras em único show.
LINE UP: Bill
Kania – guitar
Mato Aghetti – drum
Rob Dexter – bass
Jim Kane – vocal Relançamento: 2006
Gravadora: Battle Cry Records Site Oficial
Mais
um clássico do Hard/Heavy Metal, The Anthology foi lançado pela
banda Battle Bratt. Quem ainda não conhece esta incrível banda americana
não sabe o que está perdendo, é som anos oitenta sem nenhuma frescura.
Bem, vou falar sobre o disco The Anthology trata-se de uma compilação
contendo canções de 1984-1985, todas retiradas de demos da banda.
Ouvindo as músicas é fácil observar influencias de bandas como AC/DC,
Iron Maiden, Raimbow e até mesmo Led Zeppelin. Henchman abre o CD,
nossa uma verdadeira porrada no queixo, bastante rápida com riffs
secos e cortantes, solos contagiantes, empolgantes e um refrão simplesmente
perfeito. Nessa compilação a formação da banda é diferente, consiste
em Mato Aghetti (D), Bill Kania (G), Rob Dexter (B) e Jim Kane no
vocal. O Jim tem um desempenho ótimo. Delusions é mais uma ótima
faixa, a cozinha é magnífica fazendo um trabalho e tanto. Surgi
a primeira balada, Remember Me ela me faz lembrar de músicas do
Led Zeppelin. Nesta compilação há uma grande variação entre as músicas,
inclusive maior que no álbum Battle Bratt isso deixa o The Anthology
mais interessante. Screaming In The Night começa com um intro de
aproximadamente vinte e cinco segundos, logo após começa uma tempestade
sonora. Essa é a mais veloz do CD e uma das melhores em minha opinião.
Essa é uma canção típica de sacudir o pescoço sem intervalos, os
falsetes de Jim são incríveis, Mato dá uma aula de coesão na bateria,
Bill arrebenta com sua guitarra extremamente veloz e eu não poderia
me esquecer de Bob e seu baixo inconfundível. Para encerrar o disco
foi escolhida Henchman, porém essa é uma versão alternativa que
ficou tão boa quanto à outra. A produção gráfica está excelente,
contendo toda a história do Battle Bratt, fotos da banda em shows
e em estúdio, as letras musicais e muito mais. Uma das melhores
bandas do estilo anos oitenta que já ouvi!
LINE UP: Various Lançamento: 2006
Gravadora: Magna Carta Site Oficial
PRIME CUTS - ROBERT BERRY (02/04/08)
POR: ROSBERG LIMA NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 9 9,5 10
Há
um bom tempo atrás a gravadora Magna Carta lançou uma série de álbuns
tributos para homenagear grandes bandas como Yes, Pink Floyd, Jethro
Tull, Genesis, Elp, Rush... Dentre todos estes tributos um nome
sempre esteve presente, Robert Berry. O mais interessante é que
em cada um destes álbuns as músicas executadas por ele eram sempre
excelentes. Bem, a Magna Carta acaba de lançar o álbum Prime Cuts
de Robert Berry, o mesmo contém todos os covers que ele tocou. Para
começar este incrível disco a faixa escolhida foi Roundabout do
grupo Yes, ela começa com um arranjo ótimo e diferente. Em seguida
Minstrel In The Gallery (Jethro Tull), a música é tocada de forma
extremamente empolgante, o feeling passado por Robert é simplesmente
impressionante. Existe uma diferença entre original e a versão de
Robert, ela começa com o som de bandolim. Brain Damage (Pink Floyd),
que é executada na sua forma original, ela é perfeita. Watcher Of
The Skies do grupo Genesis, excelente música com alguns elementos
que a torna em alguns momentos melhor que a original, e ela é tocada
pelos músicos do Rush juntamente com Robert. A faixa seguinte Winespring
Reel tem como autor o próprio Robert, uma canção no melhor estilo
Progressive. E mais uma de música de Robert é lançada aos meus ouvidos,
Life Beyond LA. Homenageando o Rush a música Different Strings,
contendo violões acústicos que dominam esta canção. Encerando o
álbum Carol Of The Bells, música do The December Peaple, quem assistiu
alguns filmes natalinos com certeza já ouviu esta canção antes.
A melodia não é de Robert, mas ele mostra como pode ser genial em
criar uma nova melodia e produzir de maneira brilhante. O disco
ainda conta com uma entrevista com Robert Berry onde ele fala sobre
a sua carreira e muitas outras coisas. Prime Cuts é uma coletânea
maravilhosa e magnífica. Para quem não conhece toda a coleção de
tributos da Magna Carta, com absoluta certeza este disco vai incitar
você ouvinte a adquirir todos.
LINE UP: Vulcano – guitar
Daniel
Job – guitar
Daniel
Person – drum
J.R. – bass
Roger Hammer – vocal Lançamento: 2008
Gravadora: Som do Darma Site Oficial
Confesso
que nunca tinha ouvido o som do Helish War, mas já na primeira audição
do novo disco Heroes of Tomorrow, fiquei tomado pela enxurrada de
riffs e melodias que a banda apresentou nesta nova empreitada. Uma
grande surpresa para mim, pois este tipo de som estava meio esquecido
aos meus ouvidos, talvez por já tê-lo escutado por bastante tempo
e há tempos nenhuma banda mostrava algo de novo em suas composições.
Não, você não vai escutar nenhuma coisa super diferente do que você
tem escutado por aí, mas sim uma qualidade insuperável nos riffs,
sim os maravilhosos riffs, para mim algo essencial em todas as canções
de Heavy Metal.
Lançado em fevereiro de 2008 e, gravado no Estúdio Sincopa em Campinas
(SP), Heroes of Tomorrow apresenta 10 faixas de pura energia e capacidades
técnicas impressionantes. O leitor pode estar espantado, se perguntando
pelo porquê de tanta empolgação por parte do autor desta resenha,
mas escutem e terão a mesma sensação que eu, porém se você é um
cético do metal nacional ou não gosta mais de metal tradicional,
aquele dos anos 80, fique longe disso.
As guitarras de Vulcano e Daniel Job são os destaques do disco.
Sempre em harmonia, com duetos harmônicos e belas viradas de tempo,
os dois dão uma dinâmica grande às músicas que são executadas de
formas interessantes e o ouvinte acaba não percebendo a mudança
de faixa, pois de uma forma ou de outra, acaba escutando o disco
de cabo a rabo.
“Straight From Hell”, música de abertura que é um dos destaques
do álbum, uma das canções que devem animar e muito os shows da banda.
Roger Hammer, que se não tem uma técnica muito apurada como a do
André Matos, dosa sua voz e mostra sua força somente na hora certa.
“Reasons”, com sua linha bem à guitarras gêmeas do Iron Maiden,
mostrou-se perfeita para ser executada ao vivo. Músicas como “Die
for Glory”, “Metal Forever”, “Son of The King” e “Destroyer”, merecem
destaque pela seqüência dada às canções.
“Beyond”, a nona faixa se destaca entre as demais, pelos riffs matadores
e pela bateria de Daniel Person. Já a música título “Heroes of Tomorrow”,
flerta com um começo épico e longo, mas cai numa seqüência de riffs
e viradas que desembocam em um grande refrão, cheio de feeling e
backing vocals acertados.
A banda só precisava ter caprichado um pouco mais na versão nacional,
como bônus tracks, multimídia ou até mesmo um dvd de bônus, mas
isso fica para uma outra oportunidade. Fica a dica, para você que
quer escutar um metal tradicional cheio de energia e com uma boa
pitada de power.
LINE UP: Roine Stolt – guitar
Zoltan Csorsz – drum
Jonas Reingold – bass
Tomas Bodin –
keys/piano
Hasse Bruniusson –
percusion
Hasse Fröberg – vocal/guitar Lançamento: 2008
Gravadora: Hellion Records Site Oficial
THE SUM OF NO EVIL - THE FLOWER KINGS (27/03/08)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 9 10
Se
você gosta de viajar no som, meditar, ou simplesmente pirar na batatinha.
Escute este novo disco do The Flower Kings. Os fãs de progressivo,
ou seja, em grande maioria aquelas pessoas que escutavam Yes, Gênesis,
King Crimson, quando crianças e até mesmo alguns novos fãs do estilo,
que por mais antigo que possa ser, sempre inova e cria novas histórias
e estilos diferentes.
Indo do progressivo clássico, ao jazz erudito e até mesmo ao mais
pesado riff de guitarra, os suecos mostraram que a música não tem
limites. Uma capa bastante interessante ilustra bem a mensagem que
os suecos queriam passar. Um castelo ao fundo, e um caminhão no
formato de peixe, algo realmente original e criativo. O encarte
segue a linha da capa, com ilustrações que te fazem pensar e fotos
bonitas do estúdio onde o disco foi gravado.
“One More Time”, com seus treze minutos de duração, leva o ouvinte
desde o sombrio e denso sentimento ao mais alegre e ao mesmo pensativo
anseio emocional. Destaques para o vocalista Hasse Fröberg, que
mostrou muita paixão pelo que faz, causando um apelo emocional no
ouvinte, algo indescritível. “Love Is The Only Answer”, a mais progressiva
do álbum, com seus vinte e quatro minutos de pura viajem musical.
Se você quer imaginar um teatro, mas uns teatros diferentes, cheios
de músicos e fãs de música, esta canção irá fazer isto. Se você
não gosta deste estilo de música, favor passar longe, mas se gosta
não deixe de conferir. “Trading My Soul”, uma das mais calmas do
disco, para se escutar ao lado de sua mulher e simplesmente curtir.
“The Sum Of No Reason”, a minha faixa predileta e a que mostrou
perfeitamente toda as facetas da banda: melódico, pesado, progressivo
e bastante técnico. “Flight 999 Brimstone Air”, já começa diferente
com um galo cantando e uns sons estranhos de teclado, somando a
isso uma bateria acelerada e uma espécie de som sombrio, parecendo
que os fantasmas estão seguindo o ouvinte. Bem diferente esta canção,
vale a pena escutar. “Life In Motion”, assim como todo o disco fecha
a viajem musical com a mesma qualidade apresentada até o momento.
The Flower Kings mostrou em The Sum Of No Evil as diversas ondas
e direções que o progressivo pode chegar, somente os ouvintes e
os curiosos que escutarem o disco terão a chance de conhecê-las,
pois então corra para a loja mais próxima e compre o disco, porque
vale a pena.
LINE UP: Fernando Kam. – guitar/vocal
Carlos Polezze
– drum
Victor Haratani – bass/vocal Lançamento: 2006
Gravadora: Independente Site Oficial
DEMO
THE PLAGUE AGAINST THEM - ABANTESMA (27/03/08)
POR: ROSBERG LIMA NOTA: 1 2 3 4 5 6 7
8 8 9 10
O
Nordeste continua mostrando a sua força dentro do cenário underground
nacional. A banda que chegou até o meu conhecimento desta vez foi
a Abantesma. Formada em 2000 com o intuito de tocar Death Metal,
o grupo é composto por Carlos Polleze (drums), Victor Haratani (bass)
e Fernando Kameyda (guitar e vocal). Após quatro longos anos foi
lançada a primeiro demo CD, Gods, Hate, War contendo três faixas
de pura violência sonora. Depois de um ano mais um demo CD foi lançado,
The Plague Against Them, o mesmo vem com um número de maior de faixas.
Quando eu apertei o botão “play” ouvi uma verdade devastação sonora.
A primeira faixa é uma Intro (eu realmente nunca fui um apreciador
de intro), felizmente a duração dela é de apenas vinte e quatro
segundos. Em seguida Plague From The Cradle é um ataque massivo
aos tímpanos de qualquer um que ouça esta banda. Carlos Polleze
faz com que a sua bateria se pareça com uma metralhadora disparando
sem intervalos, isso é só o começo do demo CD. A faixa Premature
Death continua o massacre sonoro, as vocalizações de Fernando se
parecem muito com grunhidos, isso torna a sonoridade do Abantesma
melhor ainda. A música Alluring Sucide é sem dúvida a mais veloz
do CD, além de ser a mais curta no que diz respeito a sua duração.
O baixo de Victor está bem audível em todas as faixas. Encerrando
o CD a faixa Vanquish, segue com as mesmas características das outras,
ou seja, Death Metal destruidor. Apesar de ser um demo CD a arte
gráfica ficou ótima. Abantesma, eis uma banda para os apreciadores
de Death Metal arrebatador.